Tribuna Fashion
Tudo Novo, de novo!

Tá novo, de novo!

Aquilo que já passou, voltou

E ficou

Até passar de novo

E deixar de ser novo

De novo!

E aquele novo, torna-se velho

E o velho, fica com cara de novo

Uma roupa velha nova

Uma roupa nova velha

Uma estação que se renova

Um ano novo

Um mês que se inicia

Um BLOG que se reinventa

Como a velha Moda nova

Como a nova Moda velha

Cada volta, uma coisa nova

Palavras, histórias, culturas, MODA.

Boas Novas!

O TRIBUNA FASHION está de volta!

Na Moda, cada volta também é um recomeço.

Nada como iniciar um ano, um mês, uma semana e claro, uma nova Moda.

Mães da moda

Histórias de mães. Mães da História da Moda.

Nem a Moda seria a Moda sem a existência de “Mães”.

 

Jeanne Lanvin

Estilista francesa e uma das mães mais representativas da história da moda como um todo. Jeanne fez sua marca crescer junto ao amor de sua filha.

Dona de uma chapelaria em Paris desenhava e costurava vestidos -  como de bonecas -  com bordados ingleses magníficos para a sua pequena.

Com o crescimento do interesse de suas clientes pelos trajes infantis, começou a aceitar encomendas. A grande idéia foi fazer vestidos casados para mães e filhas

Sua filha única, Marguerite di Pietro (conhecida como Marie-Blanche), a maior inspiração de sua carreira, ganhou de presente de aniversário de 30 anos um perfume que veio eternizar a marca Lanvin .

Um desenho inspirado nesse amor de mãe que tanto contribuiu na libertação, disseminação e crescimento do mundo da moda do século XX.

Retrato que inspirou desenho que seria mais tarde a logo da Maison.

 

Zuzu Angel


Primeiro, reconhecida como mãe. Depois como a estilista que mais beneficiou o cenário da moda no Brasil.

Conhecida nacional e internacionalmente, Zuleika Angel Jones, genitora do militante político Stuart Angel Jones, teve sua vida marcada por sucesso de moda e tristeza de mãe.

Com a chegada dos anos 70, suas criações tiveram ascensão e seu filho teve a morte. Stuart foi torturado, morto e dado como desaparecido pelas autoridades.

Em uma guerra contra o regime para a recuperação do corpo de seu filho, Zuzu criou uma coleção estampada com os seus sentimentos: manchas vermelhas, andorinhas pretas engaioladas e motivos bélicos, além do anjo, ferido e amordaçado, representando seu filho.

Realizou um desfile – protesto no consulado do Brasil em Nova Iorque onde ficou conhecida mundialmente pela sua história e pela sua coleção. 

Zuzu ao lado de um dos Modelos de sua Coleção - Protesto

Zuzu mostrou a sua luta e o seu amor de mãe através da moda que fazia.

 

Victoria Beckham


Ex Spice Girl, mulher de David Beckham e mãe de nada mais, nada menos, quatro filhos.

Victoria ficou mundialmente conhecida nos anos 90 pela sua integração na febre musical Spice Girl.  Nessa época, era conhecida como “Posh”, justamente por ser a mais vaidosa e a que melhor se vestia do grupo.

Depois de abandonar o mundo musical e de abraçar a carreira de mãe de Romeo, Brooklyn, Cruz e Harper decidiu definitivamente entrar para o Mundo Fashion.

Com uma marca que leva seu nome, veste grandes celebridades como Madonna.

Além de ser uma descoberta no mundo da maternidade, a editora da revista Vogue, Anna Wintour, a considerou uma descoberta no Mundo da Moda.

Oh abre alas... Que eu ainda quero passar!

O Carnaval já passou, mas muito se fala sobre ele. E não é à toa. Considerado  a festa mais comemorada no Brasil, tudo que acontece em cinco dias é planejado e comentado o ano todo. O mundo inteiro vira os olhos para o carnaval. E o Tribuna Fashion também.

Durante toda essa folia aí, nós nos fantasiamos, dançamos axé, formamos blocos, corremos atrás de trios elétricos. E, nem imaginamos que estamos perpetuando rituais de mais de 10 mil anos.

 

Pintura Rupestre da Pré História representando festividade


O Brasil tomou conta do Carnaval de uma forma que ele já é um elemento da cultura nacional. Cada região do país festeja de acordo com as suas tradições. Porém, apesar de toda influencia que exerce mundo afora, nada começou aqui.

Lá na Antiguidade (por volta de 600 a.C.), os cultos agrários eram bem populares. Neles, as pessoas comemoravam através de danças, fartos banquetes e rituais característicos.

 

Pintura egípcia sobre a Colheita

 

Na Babilônia, a mais conhecida eram as Sacéias. Durante alguns dias, um prisioneiro eleito, assumia o papel do Rei. Vestia-se, alimentava-se e desposava as mulheres da Majestade. No final, era chicoteado e depois enforcado.

 

 

Pintura retratando a inversão dos papeis sociais


Já em Roma, o que deixou histórias foram as Lupercálias. Durante sete dias, em fevereiro – considerado o mês das divindades infernais e das purificações – senhores e escravos trocavam de papéis para dançar, comer e beber abundantemente. Lá, eles também comemoravam as Saturnálias. Um carro naval, o “carrum navalis”, percorria as ruas das cidades com pessoas vestidas de máscaras em volta e homens e mulheres nus em cima.

 

As Saturnálias na Roma Antiga


O comum desses dois rituais mesopotâmicos é a subversão de papéis sociais, encontrado hoje no costume dos homens se vestirem de mulher e vice- e – versa durante alguns Carnavais do Brasil. E o curioso é a idéia de carros alegóricos tripulados por homens e mulheres nus em relação ao desfile das escolas de samba brasileiras.

Lá na Grécia, podemos achar toda a associação do Carnaval com as orgias. Festas dedicadas ao deus do vinho Dionísio (conhecido também como Baco), eram marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.

 

 “O Jovem Baco” de William Adolphe Bouguereau, 1884

 

Pintura dos bacanais Gregos


Os assírios, também possuíam ações comumente observadas no carnaval de rua contemporâneo. Eles organizavam uma festa em tributo à deusa Ísis, divindade egípcia dos navegantes. Com máscaras, seguiam em procissão atrás de um carro que transportava a oferenda – geralmente uma embarcação. Porém, essa origem é controversa sendo a da Antiguidade Clássica a mais aceita.

Na idade medieval, por volta do século XI, antes de começar as novas plantações, homens jovens se fantasiava de mulheres e saíam nas ruas e nos campos a noite durante alguns dias. Os domicílios os recebiam com comidas, bebidas e beijos por parte das jovens das casas.

 

Com a disseminação do cristianismo, o crescimento da influencia e a consolidação da hierarquia  da Igreja Católica toda essa folia começou a tomar um rumo diferente. Mesmo consideradas pagãs – acreditava-se que inversão social também invertia a relação de Céu e Inferno – essas festividades não foram totalmente extintas.

 

“O Combate do Carnaval com a Quaresma”, de Peter Brueghel, 1559

 

No mesmo século XI, foi implantada a Quaresma e a Semana Santa. Então o acordo era que, essas festas, teriam de ser realizadas nos dias anteriores a esse período religioso. Assim, as pessoas cometeriam seus excessos e se purificariam logo em seguida diante da severidade religiosa de oração e jejum. Nos 40 dias recorrentes, a abstinência era total: de carne, de festas, de relações sexuais e de qualquer forma de diversão.

No Renascimento, do século XIII ao XVII grandes bailes de máscaras e fantasias eram organizados pela elite para comemorar o Carnaval – principalmente na Itália. As personagens mais presentes no baile eram os Arlequins, Columbinas e Pierrô, que até hoje são considerados figuras carnavalescas e participam de comemorações.

No século XIX já encontramos, principalmente em Paris, vestígios do Carnaval moderno com desfiles e fantasias. Produto da sociedade vitoriana, a folia parisiense serviu como principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo.

 

Carnaval na Idade Média


Com o passar do tempo, todas essas características subversivas do Carnaval foram perdendo espaço para grandes eventos que exigiam lugares e organizações específicos para essa data.

Em relação à origem da palavra “Carnaval”, os estudiosos se dividem em duas vertentes. Para uns, vale a origem de “Carrum Navalis” – os carros navais de Roma. Para outros vem do latim “carne vale” marcado pela significação de “adeus à carne”, nome dado ao período referente a Quaresma.

No Brasil, a festança veio junto com a colonização. Como tudo nessa época, era fruto de influencia da cultura portuguesa. Mas muita coisa mudou. E hoje, não somos à toa, o maior Carnaval do mundo. Mas isso fica para o próximo post! 

Luz, Câmera... Oscar!

Os filmes começavam a ‘falar’ e eis que alguém tem uma grande ideia.

11 de Maio de 1927

Louis B. Mayer (um dos fundadores da MGM – Metro-Goldwyn-Mayer) se reúne com mais 36 diretores e atores do mundo cinematográfico em Los Angeles, na Califórnia, para fundar a Academy Awards (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas).

Tudo isso pela pura necessidade de incentivar e abrir caminhos para a era de ouro que Hollywood estava prestes a passar diante do já domínio americano na indústria do cinema.

16 de Maio de 1929

Hotel Roosevelt, Hollywood.

250 pessoas pagam cerca de 10 dólares para assistir a primeira edição do evento mais famoso e egocêntrico de hoje da sétima arte.

A cerimônia foi apresentada, durante um banquete, pelo ator Douglas Fairbanks e pelo diretor William C. DeMille. As honras foram dadas às realizações cinematográficas que mais obtiveram destaque em 1927 e 1928.

No começo a premiação era destinada somente a produções norte – americanas. A primeira estatueta de Melhor Filme da história foi para o filme Wings (Asas) de 1927.

Além de ser conhecido por ser o primeiro premiado, o filme é lembrado por ter encenado o primeiro beijo entre homens da história do cinema. Um beijo no rosto, nada apelativo, mas que para a época significou muito.

Nos primeiros anos, os jornais locais tinham acesso aos resultados previamente e podiam divulgar após as 23 horas do dia do evento. Até que em 1939 o Los Angeles Times quebrou essa regra levando a diretoria da Academia optar pelo envelope lacrado, mantido até os dias de hoje.

A empresa Price Waterhouse é a responsável por organizar a votação. Na primeira etapa, cada membro – hoje quase 6 mil – vota em candidatos pertencentes a sua mesma especialidade (atores votam em atores, etc.).

Depois, os cinco mais votados – os indicados – de cada categoria passam pela votação final onde todos participam juntamente com a escolha do Melhor Filme.

Para ser um concorrente, os filmes necessitam ter estado em cartaz por pelo menos 1 semana em no mínimo 3 cinemas distintos de Los Angeles no ano anterior à cerimônia.

E assim começou história do Oscar, ano a ano.

Hoje, a cerimônia é realizada no Teatro Kodak, também em Los Angeles e exibida ao vivo para mais de 200 países.

 

Depois de lançada a idéia da cerimônia, era necessário eleger um prêmio notável e a altura das estrelas do cinema. Mayer incumbiu o diretor de arte da Academia, Cedric Gibbons de criar um troféu.

Com a ajuda do escultor George Stanley surgiu um cavaleiro com uma espada sobre um pedestal em formato de rolo de filme.

Assim, a maior honra dos indicados é levar uma estátua folheada a ouro 14 quilates de apenas 34 cm para casa de quase 4 kg com um valor estimado entre 150 e 200 dólares.

A história mais aceita é a de que o The Academy Award of Merit – Prêmio de Mérito da Academia – ficou conhecido como Oscar depois que a secretária executiva Margareth Herrick comentou a semelhança da estátua com o seu tio do Texas, Oscar Pierce. O crítico de cinema Sidney Skolsky, de Hollywood, escutou e publicou este apelido em 1934 ao se referir ao prêmio de Melhor Atriz recebido por Katharine Hepburn. Em 1939 a Academia aderiu a esse nome.

Os vencedores assumem o compromisso de nunca vendê-los, a não ser para a própria Academia  pelo preço simbólico de 10 dólares. Mesmo assim, num leilão de 1993, o Oscar que Vivien Leigh ganhou em 1940 por “...E o Vento Levou” foi arrematado por 562 mil dólares.

Walt Disney é o maior vencedor da história sendo indicado 59 vezes e premiado 22 pela Academia. Em 1938 ele levou um Oscar com mais sete miniaturas, para “Branca de neve e os Sete Anões”.

Até 2013, filmes brasileiros receberam 11 indicações, porém, infelizmente, nenhum conseguiu trazer a estatueta.

Curiosidades:

v  O discurso mais longo da história durou mais de 1 hora. Foi de Greer Garson que recebeu o prêmio de Melhor Atriz por “Rosa da Esperança” em 1942;

v  Com apenas 8 minutos de aparição em “Sede de Viver” de 1957, Anthony Quinn levou a estátua de Melhor Ator Coadjuvante;

v  Em 1974, um homem nu atravessou o palco antes da entrada de Elizabeth Taylor, recém anunciada como vencedora. Era o auge do “steaking”, um modismo que consistia em passar sem roupas por um lugar como forma de protesto, para chocar ou apenas se divertir;

v  Em 1977, o comediante Marty Feldman se atrapalhou e derrubou a estatueta no chão, que se partiu em vários pedaços, ao entregar o premio de Melhor Curta Metragem;

v  Em 1989, a expressão “The winner is...” (O vencedor é…) teve de ser substituída, para não parecer que haviam perdedores – já que ser indicado também era um prestígio – por “The Oscar goes to...” (O Oscar vai para...)

v  A maior indústria cinematográfica não é Hollywood, como se pensa, que produz de 300 a 400 filmes por ano em média, e sim a Índia que fica em torno dos 700.

v  Os filmes mais premiados da história, com 11 cada um são: “Ben Hur” (1960), “Titanic” (1998) e “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” (2004)

A cerimônia do Oscar ocorre, casualmente, no mês de fevereiro. Este ano, devido aos Jogos Olímpicos de Inverno da Rússia (que ocorrerá entre 7 e 23 de fevereiro), a premiação de 2014 ficou para o dia 2 de Março.

Penso, logo é 2014

“Se queres prever o futuro, estuda o passado.”

Confúcio

É com muita honra que o Tribuna Fashion volta à ativa.

Final e começo de anos são sempre corridos pra quem finaliza e inicia novas etapas. E, no meu caso – terminei a minha faculdade de Moda (Eba!) – não foi fácil. Juntou TCC, desfile, provas, trabalho e uma viagem muito especial que fechou meu ano com chave de ouro! Quando me dei conta era 2014.

Porém, confesso que esse comecinho de Janeiro já me deixou confusa. Depois de 4 anos freqüentando a faculdade e estudando a mesma coisa todos os dias fica difícil acreditar que não vou ter mais isso. E agora? Porque tive que ir a uma instituição onde pessoas se reúnem para adquirir conhecimentos nas diversas áreas até tornarem-se ‘formados’ perante a sociedade?

Do mesmo jeito que indago essas questões depois de ter concluído meu curso, essa é um época – vestibulares, decisões e resultados – que futuros graduandos também se perguntam o porquê de entrar em uma Universidade.

Como tudo na intrigante História do Mundo, isso não é de hoje.

Grécia - 387 a.C - Platão já ensinava filosofia, matemática e ginástica em sua Academia próxima a Atenas. Pensadores como ele, fundavam escolas para repassar seus conhecimentos.

Platão

No Século V a.C., profissionais remunerados – professores – já se responsabilizavam pela formação completa de jovens que lhes eram confinados. Porém, essas primeiras escolas ainda não eram instituições. Apenas no século seguinte, a educação grega passa a supor um conjunto de cursos de retórica, filosofia e medicina.

Durante toda a Idade Média, as Universidades estavam ora sobre a chancela do papado ora do poder laico. Exerciam e ensinavam as sete artes liberais – Aritmética, Geometria, Astronomia, Lógica, Gramática, Música e Retórica – responsáveis pela formação profissional nas áreas de Teologia, Direito e Medicina.

Logo, com o advento do Cristianismo, as escolas legais foram substituídas pelas religiosas, que se tornaram o único instrumento de aquisição e transmissão de cultura. Na Europa continental do século VI d.C., qualquer tipo de ensino era ministrado pela Igreja Católica.

Mas esse caráter canônico não demorou a provocar revolta entre alunos e professores: reivindicaram um debate mais aberto e mais fundamentado sobre aquelas ‘novas’ teorias dos antigos gregos.

Assim, corporações estudantis, denominadas ‘Universidades’, começaram a se organizar independentes do Rei e do Bispo. O nome vem do latim “universitas” que significa corpo, sociedade, do inteiro, do todo.

Direito à greve, monopólio dos exames, atribuição de graus, diplomas, autonomia jurídica e possibilidade de fazer apelos diretamente ao Papa (o que não deixava de ser manipulada pela Igreja Católica), foram algumas das conquistas.

Os relatos que apontam o surgimento de universidades indicam que as primeiras teriam aparecido nas cidades européias de Oxford, Paris e Bolonha,  - considerada a “mãe das universidades” foi fundada em 1808 e ainda está em atividade.

Universidade de Bolonha

Essas primeiras universidades eram freqüentadas somente por pessoas que possuíam condições econômicas. Portanto, seu acesso não era tão democrático como as universidades dos dias atuais. Um aluno era admitido bastante jovem, entre 12 e 15 anos de idade.

Na maioria das vezes, as pessoas ingressavam nas universidades porque isto propiciava inserção política e cultural na sociedade. Mesmo sendo doutrinárias, foram nesses espaços que se formalizaram os primeiros avanços do desenvolvimento do pensamento científico (ou investigativo).

E assim foi. O crescimento das cidades influenciou o surgimento de idéias inovadoras e a sensibilidade artística gerou mudanças nos hábitos e costumes. Surgiram movimentos alternativos ao clero, contribuindo para a construção de novos pensamentos. Foi assim que nas artes plásticas, durante o Renascimento, o homem produziu pinturas na concepção sensível de mundo, realizando obras com princípios matemáticos e racionais.

No Brasil

Em nosso país, a mais antiga instituição é a Universidade de Manaus, de 1909 conhecida hoje como Universidade do Estado do Amazonas. A Universidade Federal do Paraná foi fundada em 1912.

Universidade do Estado do Amazonas

O reconhecimento e a legalização das universidades ocorreu no Rio de Janeiro, em 1920, no mandato do presidente Epitácio Pessoa. E a partir disso, foram criados o Ministério da Educação e Saúde e o Estatuto das Universidades Brasileiras. Todas as instituições – públicas ou livres – deveriam conter os cursos de Direito, Medicina, Engenharia, Educação, Ciências e Letras. Com isso, leis que garantiam os direitos dos estudantes, como vestibulares, acesso e cotas também foram criadas.

Até 1950, as universidades eram escassas. Na década seguinte cresceu em todos os sentidos assumindo um caráter de pesquisa, surgiram laboratórios, bibliotecas e a pós - graduação. Já não era preciso ausentar-se do país para estudar. Porém o Ensino Superior voltou a decair em 1980.

Na década de 90 ocorreu um processo de modernização sistêmica, quando os empresários do país passaram a sentir necessidade de profissionais especializados. O governo brasileiro volta a sua atenção à educação e surgiram os Cursos à Distância.

Nos últimos anos, foram feitos programas de incentivo econômico, de seleção, financiamento e bolsas de intercâmbio para estudar fora do país. E em 2013, foram popularizadas as instituições comunitárias.

O curso de Moda

No geral, o conhecimento específico no Brasil é recente, mas, comparada a outras áreas o estudo da Moda no Brasil é extremamente atual.

A escola mais antiga de moda do mundo todo surgiu em 1919, no Japão. No Brasil, só chega em 1987, na Faculdade Santa Marcelina de São Paulo.

Enfim, as Universidades têm duas principais funções que já respondem a todas as sindicâncias propostas: formar pessoas aptas para o atual mercado de trabalho e críticas em relação a diversos temas da sociedade (política, cultura, economia).

Ela é o fruto de mudanças e transições de elementos dos velhos e novos tempos, juntamente com seus paradigmas.

O importante é, independente de qualquer área, nunca parar de estudar!

Um 2014 de muito conhecimento a todos!

As peles que habitam

Em uma recente polêmica, uma das mais faladas blogueiras de moda do Brasil, foi alvo de críticas por usar um casaco de pele da grife Lilly Sarti. Consumidora assumida desse ítem, não é a primeira vez que ela causa alvoroço dentre esse meio.

Nós, além de roupas, vestimos histórias sociais. Décadas, revoluções e até guerras podem ser identificada pelas roupas usadas na época.

Na sequência evolutiva da moda, primeiro vieram as folhas como formas de proteção e, depois, as peles dos animais como renas e ursos - as primeiras vítimas fashion.

Há milhares de anos, seres que viviam em cavernas ao caçarem animais para sua alimentação, perceberam que podiam aproveitar suas peles para proteger-se do frio. Esse aproveitamento foi uma prática única e existente na época para a sobrevivência humana na pré-história.

No século XIX, mesmo com a chamada evolução social e revolução industrial, essa moda de transformar animais em casacos estava com tudo. Os vestidos de festa cobriam pouco o corpo das mulheres e eram fracos para enfrentar o frio europeu. Para cobrir os ombros, as senhoras da sociedade começaram a usar animais como raposas, martas, lebres e chinchilas. As peles eram reluzentes e combinavam com o estilo de tecidos nobres usados naquele tempo.

O estopim foi no século XX. Esse hábito de usar peles se consagrou e a caça de animais passou a ser realizada cada vez mais em larga escala, sem precedentes, para proporcionar a simbologia de riqueza e poder entre homens e mulheres.

No inverno, uma das funções básicas do vestuário é manter-nos aquecidos, porém muitas pessoas ainda estão desinformadas em relação ao processo cruel no qual os animais passam para se tornarem um casaco ou suvenir de pele.

O processo

A extração de peles tem duas opções. Caça e captura ou cativeiros.

No primeiro, através de armadilhas em formato de garra (iguaiszinhas àquelas que vemos em desenhos animados), o animal é pego de surpresa e fica preso. O caçador volta depois de alguns dias e no caso do bicho ainda estar vivo, pisa em sua garganta e o mata por estrangulamento.

Assim, 1 de cada 4 animais conseguem escapar, porém, com suas patas arracancadas ou mutiladas (automutilação) morrem logo em seguida por falta de sangue, febre ou gangrenas.

Quando outros animais ‘incovenientes’ ficam presos, são chamados pelos caçadores de “trash kills”, com tradução literal de matanças de lixo.

Nos cativeiros, principalmete chinchilas, coelhos e martas, são criadas em estado deplorável.

Gaiolas pequenas e alimentação artificial levam os bichinhos a desenvolver comportamentos neuróticos como automutilação e canibalismo.

Em torno dos oito meses de vida, com a primeira pelagem no inverno, mais longa, brilhante e abundante, eles são abatidos. Aí as formas são várias: pauladas na cabeça, envenenamento, eletrocutados com a introdução de ferramentas que fritam os órgãos internos através do ânus ou quebra de pescoço e cortando a língua deixando o animal sangrar até morrer que são os mais baratos, práticos e rápidos.

Em alguns procedimentos o animal fica apenas atordoado e acorda enquanto está sendo retirada a sua pele.

E o principal fato, é que para fazer um simples casaco de pelo médio mata-se em torno de:

100 chinchilas, 70 martas ou 30 coelhos.

E o meio ambiente também sofre. Para evitar que se decomponham rapidamente ou se deteriorem no guarda roupa, as peles de animais são tratadas com substâncias químicas altamente tóxicas (aproximadamente 200), despejadas, após, em nossas terras aráveis e rios.

Nem eles escapam

Se você tem um bichinho de estimação, como um cão ou gato, não ache que eles também escapam dessa.

Em 1998, a Humane Society of United States (HSUS) juntamente com um jornalista alemão, fizeram uma rigorosa e sigilosa investigação na China que perdurou 18 meses onde descobriram que mais de 2 milhões (na época) de cães e gatos eram mortos anualmente para confecção de roupas, acessórios e até brinquedos.

Nestas investigações apurou-se que a indústria de peles de cães e gatos trata-se de prática tão cruel quanto a dos outros tantos animais utilizados na indústria peleteira. Os pelos, tingidos de preto ou marrom tornam-se confundíveis principalmente com as peles de raposas. E uma comprovação de falsificação só seria possível diante de caros testes de DNA. E assim, muitos acabam comprando, literalmente “gato por lebre”.

No Brasil

O Brasil, não tem um histórico cultural de uso de peles. Até pelo seu clima tropical. Mas, tendências surgem – primeiro nas passarelas de países que tem essa cultura e, obviamente, como o mundo fashion em solo brasileiro quer andar na rota de tendências, acaba se rendendo a costumes que muitas das vezes nem condizem com a nossa realidade.

Mesmo assim, o comércio peleteiro é um negócio muito promissor no Brasil. O país é o segundo maior produtor de peles de chinchila, atrás apenas da Argentina. A concentração de criadores está no sul do país, de clima propício para os animais que se adaptam em regiões frias e secas.

Mesmo existindo leis contra os maus-tratos de animais, o governo federal não dispõe de funcionários que fiscalizem todos os estabelecimentos comerciais.

A alternativa

Com a evolução da tecnologia têxtil, nos dias de hoje, temos a disposição tecidos muito semelhantes à pele de animais e de melhor qualidade térmica.

Ashley Byrne, da ONG internacional de proteção aos animais Peta, afirma que as peles sintéticas são mais leves, mais duráveis e práticas para cuidar, evitam o sofrimento de animais e gasta de 20 a 60 vezes menos energia elétrica em sua fabricação comparado com um casaco de pele..

A realidade

Em 2011, a Fashion Week de Oslo, na Noruega, proibiu pela primeira vez na história da Moda o uso de casacos de peles nas passarelas. A atitude visa salvar os milhões de animais que são anualmente mortos para nutrir a indústria têxtil.

A ação dos defensores de animais já fez com que o comércio de peles diminuísse nos últimos anos e que o perfil de consumismo de algumas pessoas mudasse perante os processos sustentáveis cada vez mais contundentes juntamente com protestos em redes sociais.

Porém, em Frankfurt acontece a feira internacional de peles chamada de Fur & Fashion. E a cada ano, ela demonstra que o mercado para esse tipo de vestuário tem crescido conquistando as novas gerações.

O instituto alemão de Peles explica que o recente sucesso do setor se deve ao desejo do uso de tecidos nobres. E também, por causa da emancipação do consumidor. A mudança na forma de se vestir e os preços são responsáveis pelo fato de a média de idade dos usuários ter caído 20 anos.

E isso, é comprovado pela marca usada pela nossa blogueira do começo da matéria.

A Lilly Sarti é de 2006 e tem à sua frente duas jovens da sociedade paulista, Renata e Lilly Sarti. Conhecida por seus casacos e coletes polêmicos, elas prestigiam esse segmento e ainda declaram: “Estas peles estão entre as melhores do mundo. Se a gente não vender, a concorrência vende. É uma questão de mercado”.

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Enfim, uma coisa é fato – o uso de peles de animais na moda é ruim para o consumidor, para o meio-ambiente e, principalmente, para os animais.

O Tribuna Fashion é contra. Mas vem sem pretensão com essa matéria. Sem extremismos, informações trazem conhecimento e possibilidade de reflexão. E Moda, também é isso. E tem que ser, em partes, a tal sustentabilidade que deve sair dos textos, para a prática, provocando mudanças concretas.

Por uma Moda mais ética.

Dias de Rock!

“Uma maior parte de som pesado, agressivo, que mesclava os andamentos mais lentos do heavy metal com a intensidade do hardcore. (...) As pessoas simplesmente disseram: ‘Bem, que tipo de musica é isso? Isso não é metal, não é punk, o que é isso? ’ (...) as pessoas diziam ‘Eureca! Essas bandas têm algo em comum’”. [relembra Jack Endino, produtor musical de Seattle].

 

Em julho, além das festas julinas e do dia de São Henrique foi comemorado no sábado dia 13 o dia mundial do Rock ‘n Roll.

Nesse dia, muito se falou, se escreveu, se cantou, se relembrou e muito se postou. Agora é a vez do Tribuna Fashion. Muito aparecerá desse assunto nos próximos posts que, particularmente me agrada demasiadamente. E tudo relacionado com a Moda.

De extrema importância na cultura, no comportamento, nos movimentos sociais e, claro, na Moda, o Rock foi responsável pela derivação de diversos estilos e tendências.

Todos praticamente já ouviram falar alguma coisa do Movimento Grunge. Um movimento especialmente musical que foi muito além de trilhas e partituras.

Final dos anos 80. Doses de angústia e sarcasmo em temas como alienação social, apatia, confinamento e desejo de liberdade.  Estética despojada, estilo desleixado e performances nada teatrais... Era o que os anos 90 pedia na cabeça de alguns jovens. Assim, inspirados pelo hardcore punk, pelo heavy metal e pelo indie rock eis que surge um movimento fruto de um subgênero do rock alternativo: o Grunge.

Seattle, de Washington, foi a responsável por fornecer suas ruas para o nascimento desse movimento.  Perfeita, por ser uma cidade ignorada com uma cena musical ativa que era completamente ignorada por uma mídia americana fixada em Los Angeles e Nova York.

Comercialmente bem-sucedido, o Grunge, antes da primeira metade da década de 90 já abrigava nomes de peso como Nirvana e Pearl Jam. A popularidade dessas bandas foi tanta com músicas como Nevermind e Ten que fez do Grunge a forma mais popular de hard rock na época.

Nirvana

Pearl Jam

 Alice in Chains

A popularidade do movimento na cena da música underground era tal que as bandas começaram a mover-se para Seattle e se aproximaram da aparência e do som das bandas grunges originais.

Acredita-se que o termo Grunge vem de uma pronunciação relaxada da palavra “grungy” que é um jargão usado em inglês que quer dizer “sujo”. O creditado por ser o primeiro a usar esse termo foi o vocalista da banda Green River, de Seattle, Mark Arm onde em uma carta destinada ao jornal local em 1981 ele mesmo critica a sua banda como “Puro grunge! Puro barulho!”. E, assim, usado de forma pejorativa o termo se tornou um dos gêneros musicais mais populares da década de 1990.

Banda Green River

 

E foi tão marcante que mesmo pelo fato das bandas não terem passado muito dos anos 2000 (salve Pearl Jam), sua influência continuou a afetar o rock moderno. E a Moda contemporânea.

As roupas comumente usadas pelos músicos grunge da época fizeram nascer um estilo que virou febre, e tempos mais tarde seria uma base para a inspiração e preferência da juventude. Este estilo consistia de itens de brechós e várias sobreposições, usando principalmente camisas xadrez de flanela, camisetas largadas, jeans ‘surrado’ tênis converse All Star. Deixando uma aparência geralmente desleixada.

Kurt Cobain

 

O estilo grunge não tentava desenvolver nenhuma tentativa consciente de criar uma moda atraente. Consideravam suas roupas baratas, duráveis e temporais. E servia para correr na contramão da estética toda chamativa que existiu na década de 80.

Num contra-ataque à moda yuppie – engomadinha e elegante – dos jovens dos anos 80 e a abundância de couro e ítens caros usado pelas glam rock bands, o grunge provocou uma verdadeira rebelião. Priorizando a simplicidade e a não ostentação, os artistas usavam calças rasgadas, camisas de flanela, sapatos gastos, suéteres velhos e botas coturno. O cabelo emaranhado e geralmente comprido compunha a nova imagem a se adotada: o anti-star.

Muitos dos cantores exibiam e expressavam em suas letras, melodias e roupas um desencanto geral com o estado da sociedade, bem como um desconforto com os preconceitos sociais e as percepções da Geração X da beleza artificial.

O crítico musical Simon Reynolds, disse em 1992 que “há um sentimento de exaustão na cultura em geral. As crianças estão deprimidas com o futuro”.

Não é a toa que o estilo Grunge é umas das principais tendências para o Verão e Inverno 2014. É bem sugestivo.

 

 

Há algumas estações, o estilo grunge já vinha aparecendo de uma forma sutil nos seus xadrezes, desgastes, jeans e couros. E está vivendo sua melhor época agora.

 

Eis que o grunge surge com uma proposta mais glamorosa que a original. Estampas florais, animal print em tecidos nobres estão vindo combinadas com o couro ecológico, tachas, jeans destroyed e coletes e acessórios do movimento punk dos anos 70 que também influenciaram os grunges na época.

O estilo boyfriend e as peças oversized são marcados pelas camisas xadrezes em cima de tops que podem ser usadas com saias ou calças de couro ecológico e salto alto.

A calça riped na região dos joelhos, a barra ‘enrolada’ podem ser misturadas também com t-shirts com estampas temáticas e de animais.  E a calça inteira  rasgada (destroyed) resgata a prática underground que influenciou o movimento  do Faça você Mesmo (Do It Youself – DIY)

Para assitir

Com uma trilha sonora impecável, Nirvana e Oasis ajudam a nos situar temporalmente durante o filme. O título original de Três Vezes Amor é Definitely Maybe, nome do álbum lançado pelo Oasis em 1994.

Para ouvir

Nirvana – Album Nevermind (1991)

Pearl Jam – Album Ten (1991)

Alice in Chains – Dirt (1992)

Para Ler

O livro do jornalista de Long Island (NY) Greg Prato “Grunge is Dead: The Oral history of Seattle Rock Music” – ( O grunge está morto: a história oral do rock de Seattle)

A obra contém mais de 130 entrevistas realizadas para o livro ao longo de um período de três anos. Algumas incluem:

Eddie Vedder – vocalista do Pearl Jam

Jerry Cantrell e Sean Kinney – do Alice in Chains

Chad Channing – baterista do Nirvana

Carneiro no guarda-roupa

Inspirados por um filme de faroeste exibido no Cine Mourão nos anos 60, os (já falecidos) pioneiros Ênio Queiroz, Joaquim Teodoro de Oliveira e Saul Ferreira Caldas, cozinharam a primeira idéia do então prato típico da cidade de Campo Mourão – o Carneiro no Buraco.

Passando por várias adaptações e aprimoramentos com a ajuda do apaixonado pela arte da culinária, Tony Nishimura o prato foi ficando com a cara, ou melhor, sabor do qual ele possui nos dias de hoje. Assim e aos poucos, foi sendo conhecido nacionalmente.

Em 1990, depois de muitas “12 horas de preparo”, em conseqüência de um movimento encabeçado pela confraria da Boca Maldita local, o prato se tornou oficialmente o típico da cidade acontecendo então, em 1991, a primeira Festa Nacional do Carneiro do Buraco.

E este ano, aconteceu a 23ª Festa com o almoço servido no domingo.

Deixando a história e a tradição da cidade de lado, é curioso lembrar que esse tal carneiro está presente em nossas vidas nessa mesma época do ano mas, de diferente forma.

Com o inverno aí (mesmo que ele esteja meio instável) passamos a usar roupas mais pesadas, casacos, botas, luvas, toucas para nos proteger melhor. Além de bons edredons, cobertores e acolchoados nas noites frias.

E, um dos materiais mais utilizados em toda a humanidade para fabricar  e revestir tudo isso é a lã. E de onde vem a lã? Da ovelha, o feminino do nosso querido Carneiro.

Cobrir o corpo com pele de animais com certeza vem desde os tempos remotos e são os primeiros indícios de roupas na humanidade, como na pré-história.

Assim, a lã é derivada do pêlo da ovelha, tosquiada entre o final da primavera e começo do verão.  Esse tecido tem como principal função o isolamento térmico e, por ser natural, não esquenta tanto sob o sol (em comparação com tecidos sintéticos) sendo o mais apropriado para nos manter quentinhos em dias gelados.

Antigamente, na casa de avós de muita gente ter um “acolchoado de ovelha”. Feito a partir da lã, era pesado e quente. E, geralmente ficavam anos na família. Além da colcha, as técnicas de como eram feitas também passavam pelas gerações.

Aqui no Paraná, a principal região onde se encontra a criação de carneiros é a de Ponta Grossa (vem de lá o nosso Carneiro no Buraco também), e é na região de Tibagi que se encontra os artesanatos de lã. Qualquer posto, mercado ou churrascaria da região vai ter essas peças expostas para os turistas que passam por lá.

As primeiras cores de tingimento de lã eram o vermelho, o verde e o preto. Hoje, devido a estudos e tecnologias outras várias cores já são possíveis. Mesmo assim, a preferência fashion da lã é a de sua cor natural.

 

A LÃ DE CAXEMIRA

A conhecida ‘caxemira’ é uma opção para muitos quando se fala em suéteres e casacos, por exemplo. Conhecida também por “Cashmere” é uma lã fina e macia obtida a partir dos pêlos de cabras (lembrando que a cabra é da mesma família que o carneiro) da região de Caxemira, situada entre as fronteiras da Índia com o Paquistão.

Além de ser um fio especial ele pode ser usado puro ou misturado a outras lãs de tecidos.

No século XIX, o termo “Cashmere” foi usado para designar os tecidos originalmente indianos, obtidos a partir dessa lã ou de suas misturas usados , principalmente, na confecção de xales com estampas de folhas com pontas curvas (mais conhecidos por Pashminas, tinham a lã misturada com seda  e teve seu auge no Ocidente no final dos anos 90). Mais tarde, essa estampa de folhas em formato de lágrimas se tornou sinônimo desse tecido.

Já a Casimira, é um tecido encorpado de lã, usado em peças do vestuário masculino.

Vale lembrar que usar casacos de peles de animais que necessitam ser sacrificados para isso, é uma atitude reprovável por ambientalistas e pelo Tribuna Fashion também.  A lã tem várias finalidades e não prejudica em nada o animal, sendo ainda a tosquia uma prática necessária na questão de melhoramento genético de ovinos.

Bom Carneiro a todos!!

Chega de Geração Coca–Cola

O Brasil está em todos os jornais e TV’s do mundo. Pela primeira vez, o The New York Times teve como capa fotos e manchete sobre o Brasil. Independente de ser de esquerda, de direita, de andar de ônibus, bem vestido ou até sem calçado o Tribuna Fashion também não tem como ignorar o que está acontecendo.

Moda é comportamento. E, como coloquei no primeiro post desse Blog:

“O hábito de ‘vestir-se’, criado diante de necessidades biológicas passou a ser a expressão da cultura de um povo, tornando a Moda, um reflexo da evolução física e social do comportamento humano.”

Confesso que estava com uma matéria prontinha pra ser publicada. Mas irei postar só na semana que vem, pois não dá pra passar imune a todas essas manifestações que estão acontecendo aqui no nosso ‘Brasilzão’.

Nada de expressar críticas ou discursos patriotas. Aqui, só quero deixar uma notinha, um apoio àqueles que querem lutar pelos seus direitos. A todos que estão se sentindo mais brasileiros do que nunca (até mesmo do que na época das Copas).

Desde que conquistamos nosso direito de votar, conquistamos nosso direito de se manifestar.

A Moda também já fez seu papel em manifestações sociais.  Nas mulheres que conquistaram o direito de usar calças e roupas de banho, nos punks que se vestiram de preto e calçaram botas militares, nos movimentos hippies e de Woodstock onde as pessoas só queriam “paz e amor” depois de tanta opressão da guerra. E, se formos mais fundo, vai ter muita coisa. Afinal a moda é uma reflexão do nosso cenário político e social também.

O Brasil é sim o país do futebol, do carnaval, de belas paisagens, dono de uma das maravilhas do mundo (Cataratas de Foz do Iguaçu), de um povo alegre que dá o seu jeito pra tudo e, deixando o patriotismo de lado, dono do mais belo e bravo hino que já ouvimos até hoje.

Mas não é de gols, de fantasias impressionantes, de turistas o ano inteiro, de simpatia e camaradagens e nem de belas palavras que estamos precisando agora.

Gigante na sua extensão e nas suas riquezas naturais e agora, gigantes também no seu povo.

Chega de geração coca-cola. Vamos, além de pensar nos nossos direitos, pensar no nosso patrimônio.  Chega de beber consumismo e individualismo. Continuando a nos expressar assim, logo, deixaremos de ser estudantes e trabalhadores engajadas politicamente que reivindicam coletivamente suas idéias e passaremos a ser “Pais da Revolução”. Chega de pensamentos enlatados.

Nós somos sim o futuro da nação. E quiçá, um futuro muito melhor e mais justo.

E fica minha dica de ‘moda’ de hoje.

Ta na moda o verde e amarelo. Vista-se assim. Vista o Brasil.

#tribunafashion

#changeBrasil

Gatos e gatas de botas!

E é só esfriar e chover um pouquinho que umas das primeiras coisas que tiramos dos nossos armários são as Botas – o acessório do frio mais amado.

Companheira infalível do inverno ela está deixando de protagonizar apenas nessa estação e está fazendo parte dos nossos pés praticamente  no ano todo, devido as mais diversas opções de modelo e materiais utilizados em sua fabricação.

No conto O Gato de Botas, de Charles Perrault, a bota foi um instrumento de poder e magia no cotidiano dos personagens.

Confortável, elegante, moderna são uma das muitas vantagens que as botas acumulam há anos. Mas, como de praxe, e na história, nem sempre foi assim. Para entendermos melhor vamos voltar às pinturas, do final do período Paleolítico em 10 mil a.C. que retratavam os primeiros indícios do uso dos calçados pelos homens das cavernas. A partir daí, muitas evoluções foram notadas.

Sapatos Nativos Norte Americanos 8.000 a. C.

Sapato de Couro de 3.000 a.C.

 Sapateiro Grego retratado em porcelana e sandálias romanas. Em Roma, o calçado indicava a classe social

 

Já na Idade Média as botas começaram  a fazer sucesso entre os homens. De canos baixos ou altos eram atadas na frente e nas laterais e produzidas a partir de peles de vacas e cabras.

Apesar de serem usadas quase que exclusivamente por cavaleiros para proteger os pés, as botas foram uma das mais notáveis contribuições para o mundo (o fashion, principalmente).

Em 1800, as botas femininas ganharam aplicações como fivelas e outro apliques.

Em 1830, a bota era usava na vida diária de mulheres  para deixar os pés mais femininos. Eram estreitas no tornozelo e bem estruturadas deixando a panturrilha apertada

Em 1850 as botas deixaram de ser apenas usadas por mulheres do poder e passaram a ser usadas por criadas também, deixando de ser um sinal de posição elevada.

Bota chinesa do Século XIX / XX

A Montaria faz sucesso desde o século 18 onde as mulheres podiam usar um modelo reduzido da versão masculina quando montavam a cavalo ou andavam de bicicleta. Para ser mais feminina eram estreitas no tornozelo e bem amarradas.

 

No Brasil, o uso de sapatos veio com a colonização. Nesta época, os escravos não podiam usar sapatos, porém, quando conseguiam a alforria, compravam um par de botas ou sapatos como símbolo da nova condição social. Como muitos não se acostumavam a usá-lo, eles carregavam, orgulhosamente, no ombro ou nas mãos.

Já as botas modelo coturno têm uma história interessante que as torna mais especial. Além de impermeáveis, sua finalidade era o uso militar, tanto, que em inglês, se traduz para “combat boots” (botas de combate).

 Para os que gostam, falar em Doctor Martens não é nada incomum.  Desde os anos 70, essa marca é sonho de consumo de muita gente.

Tudo aconteceu em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial onde Dr. Klaus Martens, que era médico do exército, machucou seu tornozelo.  Pelo fato das botas do uniforme oficial não terem distinção entre o pé esquerdo e o direito começou a ficar complicado para o Dr. continuar os seus trabalhos.

Dessa forma, desejando um conforto maior, Klaus desenhou um modelo mais confortável utilizando couro macio e sola acolchoada. Pouco depois a Guerra acabou e vendo que o resultado era bom, ele aproveitou a onda de saques às cidades para conseguir o material necessário que precisava para fabricar as suas botas.

Dois anos depois, firmou sociedade com um amigo de faculdade e os dois abriram uma pequena empresa que se utilizava de restos de borracha da força aérea alemã. Assim, os coturnos Dr.Martens começaram a ser vendidas e não pararam mais.

O mais engraçado é que seu maior público na época era de mulheres, donas de casa, com mais de 40 anos. Tudo isso devido ao tamanho conforto!

Assim, no final dos anos 70 os coturnos deixaram os pés de guerra e passaram calçar os pés mais fashion.

Nos anos 90 ela foi disseminada com o Kurt Cobain e sua turma.

Não importa skinheads, punks, donas de casa, new waves, jovens descolados, operários, fashionistas, militares, góticos, celebridades ou pobres mortais, o coturno fez a cabeça e os pés de todos como tendência e devido à sua durabilidade, conforto e outras utilidades. Coturno é pra todo mundo, um clássico que está se adaptando a qualquer estilo.

Como tendência deste inverno, ele vem de forma mais delicada e para todos os gostos. Existem opções com solas mais finas, materiais mais femininos e amarrações mais atraentes.

Para os homens, eles estão fazendo parte de looks mais informais de jeans e camisetas e presentes até junto com alfaiatarias mais modernas.

 

A Dr. Martens, além de suas peças básicas, apresenta também, logo após seu cinqüentenário, botinhas multicoloridas e estampadas.

Mas, para as divas que preverem as botas de cano longo, elas também continuarão com ou sem salto, no estilo montaria. O que ta com tudo mesmo, além dos coturnos, são as botas de cano médio e as ankle boots.

Vale ressaltar que cada mulher deve escolher a bota que mais combina com o seu biótipo. Para as baixinhas o ideal são os coturnos, as botas de cano médio e as ankle boots, pois elas alongam as silhuetas. Para as que têm as pernas grossas as botas escuras e com o cano mais largo são as mais indicadas, pois assim, dará a impressão de pernas mais finas.

Porém, se você faz parte desse grupo e não quer abrir a mão (ou pés) das botas de cano longo é só combinar a cor da bota com a parte de baixo do seu look para dar a impressão de pernas mais compridas (bota preta + calça/meia-calça preta).

Depois de escolhido o modelo só reta optar por aquelas que apresentam fivelas, spikes, amarrações e tachas.

Para quem gosta do estilo e das botas country pode apostar no mix de materiais como estampas lisas, animal print, franjas, tachas e bordados.

E agora, entrando devagarzinho nas nossas tendências, as botas gladiadoras. Será que pega?!

Uma pequena curiosidade...

A padronização oficial da numeração dos calçados é de origem inglesa. Um acordo entre os sapateiros, proposto pelo Rei Eduardo I passou a utilizar a medida de 1/3 de polegada (0,846cm), equivalente a um grão de cevada como padrão. Essa medida virou uma unidade métrica chamada Ponto. Com a Revolução Industrial incluiu-se o Meio Ponto e cada país se adequou da maneira mais oportuna.

O sistema brasileiro usa o ponto francês, com 2/3 de centímetro que é muito próximo do padrão da Europa Continental e dos EUA. No Japão, 1 Ponto = 1cm.