Boletim atualizado eleva para 197 os casos de dengue na região
O boletim semanal divulgado nessa terça-feira (16), pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), aponta que o número de casos confirmados de dengue aumentou para 197 na região de Campo Mourão. São 10 a mais que na última semana, que eram 187. As notificações são 1.471.
Os casos por municípios são: Araruna (1); Barbosa Ferraz (8); Boa Esperança (1); Campina da Lagoa (43); Campo Mourão (1); Corumbataí do Sul (1); Engenheiro Beltrão (1); Goioerê (1); Iretama (8); Juranda (1); Mamborê (3); Moreira Sales (6); Nova Cantu (1); Peabiru (5); Quinta do Sol (5); Roncador (3); e Terra Boa (6); e Ubiratã (102).
Devido ao aumento de notificações, vários municípios da região vêm intensificando os cuidados à doença, promovendo arrastões. Ações foram realizadas em Farol, Goioerê, Roncador, Barbosa Ferraz, entre outros.
Para se ter ideia, na última semana, a prefeitura de Goioerê recolheu 16 caminhões de entulhos e lixos que podem servir de criadouros para o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. “A dengue pode matar. É importante que a população redobre os cuidados na limpeza de seus quintais”, alertou a chefe de Vigilância Sanitária da 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão, Alessandra Granado.
O período epidemiológico da dengue iniciou no Paraná em agosto de 2020 e já soma 2.704 casos. 205 municípios têm casos da doença; 15 apresentam casos de dengue com sinais de alarme e seis trazem casos de dengue grave. A diferença nas classificações está nos sintomas apresentados que podem ser considerados desde inaparentes e subclínicos até levar ao choque e ao óbito.
A dengue se manifesta com a febre, de início abrupto, associada a dores de cabeça, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos e o surgimento de exantemas, que é a vermelhidão pelo corpo. Neste caso, no período de até sete dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem.
Os sinais de alerta a dengue apontando evolução para quadros mais graves associa dores abdominais fortes e contínuas, vômitos, tonturas, sangramentos, queda no número de plaquetas, hipotensão, entre outros. Na dengue grave, podem surgir sangramentos severos, inclusive hemorragia digestiva, choques e formas de comprometimento neurológico, hepático e cardíaco.
A Sesa tem deslocado equipes da Vigilância Ambiental para orientação junto aos municípios que estão com incidência elevada. Além da orientação, as equipes da Sesa coordenam ações de busca e remoção dos criadouros do mosquito. Na região de Campo Mourão, alguns municípios já iniciaram a aplicação do fumacê para combater o mosquito alado. Mas o ideal, orienta a regional de Saúde, é que se evite deixar o mosquito chegar a fase adulta, eliminando as larvas.

