Campo Mourão produziu 24 mil toneladas de lixo em 2019
A empresa responsável pela coleta de lixo em Campo Mourão, a Seleta Ambiental, contabilizou em 2019 um total de 24 mil toneladas de resíduos recolhidos dos domicílios, o que dá uma média de 2 mil toneladas por mês. É a mesma média registrada nos últimos dois anos. A coleta é feita diariamente e levada para o aterro sanitário, que fica na área rural, saída para Farol.
Segundo o diretor da Seleta, Gustavo Pascom, do total de lixo recolhido durante o ano, menos de 1.000 toneladas foram de materiais recicláveis, o que representa em torno de 5 por cento do total coletado. Apesar da empresa manter serviço de coleta seletiva duas vezes por semana em toda a cidade, o volume recolhido é muito inferior ao esperado. “Nosso contrato com o município exige o serviço de coleta seletiva, mas estamos tendo prejuízo todo mês”, afirma o diretor.
Para ele, o principal problema para a pequena porcentagem de recolhimento de recicláveis são os coletores autônomos, que passam antes dos funcionários da empresa e recolhem principalmente os materiais de maior valor de mercado. O lixo reciclável recolhido pela Seleta é levado para as cooperativas, que também tem a produção prejudicada pelos coletores clandestinos. Boa parte, que a população não separa, ainda vai para o aterro sanitário junto com o lixo orgânico.
“Tem aumentado cada vez mais o número de coletores autônomos. Teria que ser feito algo para que eles participassem das cooperativas, porque do jeito como está gera problemas, até por dispensarem de forma irregular o material que não vendem”, comentou Pascom. Ele ressalta que a população pode colaborar colocando o lixo reciclável na frente das casas apenas nos dias e horários da coleta seletiva.
Para tentar amenizar a situação, a prefeitura de Campo Mourão deverá implantar um programa que prevê a troca de lixo reciclável por hortifrutigranjeiros. O intuito é incentivar a população a separar os resíduos recicláveis e orgânicos nos bairros e combater o descarte irregular do lixo. “Vamos tentar implantar neste próximo ano como forma de tentar aumentar a coleta e destinação correta de recicláveis”, explicou o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Franco Sanches.
O contrato da empresa com o município foi renovado em dezembro de 2018 por ter sido a vencedora da licitação. Além da prestação de serviços de limpeza pública o contrato prevê a conservação, manutenção e operação do aterro sanitário municipal. A empresa trabalha com 110 funcionários, entre coletores, varredores, motoristas, pessoal administrativo, ajudantes de serviços e operadores de máquinas.

