Com bons preços, colheita da soja avança na região de Campo Mourão
Com os trabalhos impulsionados pelo clima que está contribuindo e os bons preços, a colheita da soja avança de forma significativa na região de Campo Mourão. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), os produtores já colheram na Comcam 52% da área, o equivalente a 358 mil hectares, de 690 mil há.
A expectativa é que a colheita se intensifique ainda mais a partir dos próximos dias, já que algumas áreas ainda estão em processo de maturação. A produção estimada de soja na Comcam é de 2,4 milhões de toneladas. Os preços da oleaginosa, que vem se mantendo com o andamento da colheita, anima os sojicultores. A saca de 60 quilos está sendo cotada em média R$ 158,00.
De acordo com o Deral, 85% das áreas (281.520 hectares) estão em boas condições e 15% (49.680 há) em condições médias. Ainda conforme os dados, 80% da área semeada está em processo de maturação, e 20% ainda em frutificação.
Na região de Campo Mourão, os bons preços estão impulsionando a comercialização do grão. Até o momento, 58,2% da produção da região, o equivalente a 1.440.720 de toneladas já foram vendidas antecipadamente pelo produtor.
De acordo com o economista do Deral, Marcelo Garrido Moreira, até o início desta semana os produtores de soja haviam colhido, aproximadamente 36% da área semeada no Estado, no ciclo 2020/21. Das lavouras a campo, 81% estão em condições consideradas boas, 17% em condições consideradas médias e cerca de 3% em condições ruins.
“Ainda com relação à área que não foi colhida, 1% está em floração, 37% se encontram em frutificação e 62% em fase de maturação. Em relação ao atraso nos trabalhos de colheita, no mesmo período do ano passado haviam sido colhidos, aproximadamente, 42% da área cultivada”, informou Moreira no boletim conjuntural da Secretaria de Agricultura. “A média da área colhida nas últimas três safras, no mesmo período, é de 40%”, ressaltou.
Segundo o economista, este retardo na colheita, causado por condições climáticas adversas desde o início do ciclo, compromete o plantio da segunda safra de milho paranaense e preocupa todo o setor produtivo, visto que o risco aumenta a cada dia. Visando diminuir o impacto deste atraso, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, juntamente com a Federação da Agricultura do Paraná e o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, encaminharam na semana passada um ofício à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, solicitando a prorrogação de 10 dias nos períodos de semeadura do milho 2ª safra para o Paraná.
Milho 1ª safra
Já a colheita do milho 1ª safra na região atingiu 55% da área. Ou seja, de 7 mil hectares semeados, 3.850 foram retirados do campo até o momento. Áreas consideradas ruins representam 2%; média (12%); e boas (86%). De acordo com o Deral, 92% da cultura estão em processo de maturação e 2% em fase de frutificação. Na Comcam é estimada uma produção de 72,8 mil toneladas. O milho vem sendo comercializado em média R$ 77,50 a saca de 60 quilos.
Já em nível de Paraná, o relatório semanal aponta que foram colhidos 165 mil hectares de um total de 360 mil. Para a próxima semana a colheita deve evoluir e ultrapassar os 50% da área prevista no Estado. Em relação às áreas ainda a colher, 73% apresentam boas condições de lavoura, enquanto 21% têm condições medianas e 7%, ruins.

