Comércio puxa saldo positivo de empregos em Campo Mourão

Após registrar saldo negativo em julho, Campo Mourão voltou a gerar empregos em agosto, com 61 novas vagas formais, resultado de 1.294 admissões e 1.233 desligamentos. O resultado foi impulsionado principalmente pelo comércio, que abriu 44 postos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta semana.

Conforme os dados, além do comércio, que teve 448 contratações e 444 desligamentos no período (44 postos), os resultados positivos foram registrados também na área de serviços, com a criação de 22 novas vagas (438 admissões e 416 demissões); e indústria, com 7, 248 admissões e 241 demissões. Já o setor da agropecuária registrou 49 admissões e 49 demissões. A construção civil foi o único setor que teve saldo negativo no período (-12), 71 admissões e 83 demissões.

De acordo com os registros do Caged, o mês com o melhor saldo de emprego neste ano em Campo Mourão é fevereiro: 369 vagas geradas. No acumulado do ano, o saldo é de 334 postos de trabalho, enquanto nos últimos 12 meses, 248.

Segundo o levantamento, o emprego se comportou da seguinte maneira nos últimos 12 meses no município: agosto/2025 (61), julho/2025 (-21), junho/2025 (28), maio/2025 (70), abril/2025 (-102), março/2025 (-77), fevereiro/2025 (369), janeiro/2025 (28), dezembro/2024 (-265), novembro/2024 (167), outubro/2024 (2), setembro/2024 (5) e agosto/2024 (218).


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Comcam

O levantamento do Caged traz um recorte do emprego também na região da Comcam. Conforme os dados, 21 dos 25 municípios tiveram saldo positivo de emprego entre janeiro e agosto deste ano. Campo Mourão foi o município que mais gerou empregos na região, com a criação de 334 postos de trabalho no período; seguido de Terra Boa, com 228 e Ubiratã, 161 vagas.

As vagas geradas por município de janeiro a agosto são: Campo Mourão (334), Terra Boa (288), Ubiratã (163), Araruna (128), Goioerê (119), Engenheiro Beltrão (84), Roncador (57), Mamborê (52), Janiópolis (42), Juranda (38), Barbosa Ferraz (37), Campina da Lagoa (36), Luiziana (33) e Fênix (31).

Nos demais municípios, o saldo foi o seguinte: Corumbataí do Sul (26), Quinta do Sol (24), Altamira do Paraná (20), Nova Cantu (18), Boa Esperança (16), Quarto Centenário (14), Farol (11), Peabiru (0), Rancho Alegre D’Oeste (-7), Moreira Sales (-15) e Iretama (-20).

📊 Em números: Emprego em Campo Mourão e Comcam

  • Saldo de agosto/2025 em Campo Mourão: +61 vagas
  • Comércio: +44 vagas | Serviços: +22 | Indústria: +7
  • Construção civil: -12 vagas | Agropecuária: 0
  • Melhor mês do ano: fevereiro/2025 (+369)
  • Acumulado em 2025 (jan-ago): +334 vagas
  • Últimos 12 meses: +248 vagas
  • Municípios com mais empregos gerados na Comcam (jan-ago):
    • Campo Mourão: +334
    • Terra Boa: +288
    • Ubiratã: +163
    • Araruna: +128
    • Goioerê: +119

Paraná

O Paraná é o terceiro estado com maior volume de novos empregos com carteira assinada gerados entre janeiro e agosto de 2025, segundo o Caged. Nos oito primeiros meses deste ano, o saldo de postos de trabalho formais no Estado foi de 108.778 – resultado de 1,43 milhão de admissões e 1,32 milhão de desligamentos no período. Em nível nacional, ficou atrás apenas de São Paulo (436,7 mil) e Minas Gerais (152,9 mil). Com as novas contratações, o Paraná conta atualmente com o estoque de 3,3 milhões de empregos.

Em agosto, foram criados mais de 6 mil novos empregos com carteira assinada no Estado – resultado de aproximadamente 171 mil contratações e 165 mil demissões no mês. O desempenho no ano é positivo em todos os setores da economia paranaense. O principal destaque é o segmento de serviços, responsável por mais de 58 mil empregos a mais no comparativo com o mesmo período de 2024.

A indústria registrou o segundo maior volume, com 25,2 mil contratações a mais do que demissões no mesmo intervalo de tempo, seguida pelo comércio, com 14,3 mil. A construção civil e a agropecuária fecham a lista, com 9,7 mil e 1,5 mil vagas no ano, respectivamente. Em agosto, os maiores saldos foram nos setores de serviços (2,3 mil vagas), comércio (2,1 mil) e indústria (1,3 mil).