Dilmércio Daleffe volta ao jornalismo com “Nós, Humanos”

“Haja o que houver, o público sempre precisará de um bom contador de histórias”. Assim acredita o jornalista Dilmércio Daleffe. Afastado há 5 anos de suas personagens, ele voltou. Para isso acaba de estrear um novo site, “Nós, Humanos” – www.noshumanos.com.br – local onde passa a guardar histórias de pessoas, todas, com rico enredo de vida.

Daleffe conta que decidiu voltar porque as histórias continuam batendo à sua porta. “Sempre onde estou alguém conta uma boa história de vida. Chegou um ponto que não consegui mais não contá-las”, disse. Segundo ele, o verdadeiro jornalismo tem que prevalecer, ainda mais num tempo de trevas como a disseminação das fake News. “De tanta mentira espalhada nas redes sociais, o papel do jornalista finalmente volta a ter papel importante”, diz.

O site nada mais é que uma espécie de livro da vida humana, onde cada história se baseia num capítulo. Daleffe capta os personagens e os traduz de cabo a rabo. São verdadeiros relatos do homem, de sua vida, de sua jornada, do que fez ou deixou de fazer. “Ao contrário dos meios de comunicação, eu busco resgatar todos os detalhes por trás da notícia. Isso requer tempo e persistência”, lembra.  

O jornalista conta histórias de gente. Gente sem grana, com grana. Gente doente ou saudável. Criminosos ou não. Injustiçados. Em comum: todos com forte enredo de vida. Empresário do ramo alimentício, ele agora passa a dedicar suas manhãs em busca de pessoas com relatos, no mínimo, curiosos.

Daleffe também foi, como ele diz, “um rato dos porões da Tribuna do Interior”. Ainda na época da faculdade, vinha nas férias e ficava no jornal. Apanhou um tempo bucólico, quando as máquinas de escrever imperavam e, o laboratório fotográfico, substituía a era digital. “Aprendi muito na Tribuna. E faço questão de ser até hoje parceiro do jornal”, conta. Ele também ressalta a figura de um ex editor do Jornal Gazeta do Povo, Renan Antunes Oliveira, em sua jornada.  “Foi ele quem me direcionou a encontrar bons personagens. Devo o pouco que sei a ele também”, diz. Renan ganhou o maior prêmio do jornalismo brasileiro em 2004, o Esso.