Doações de sangue caem, demanda não para e preocupa Hemonúcleo

O ano começou com doações de sangue em baixa, o que geralmente ocorre em razão de férias. A demanda nos hospitais, porém, não para e por isso a chefia do Hemonúcleo de Campo Mourão pede a colaboração dos doadores. “Esta semana está devagar, estamos com uma média diária de 20 bolsas e precisamos aumentar esse volume para dar conta da demanda”, explica  o chefe do  Hemonúcleo, Reginaldo Riguetti.

Ele lembra que o Banco de Sangue já retomou o atendimento em horário normal, das 7h30 às 11 horas e das 13 às 16 horas. Por conta das restrições para prevenir quanto aos riscos de contaminação do Coronavírus, os doadores devem fazer agendamento pelos telefones (44) 3525-1102; 99878 3811 ou pelo link (https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Doacao-de-Sangue). 

“Sempre que pedimos, os doadores tem colaborado, graças também ao apoio que temos da imprensa na divulgação. Esperamos, mais uma vez, contar com a generosidade das pessoas que podem doar, pois como sempre dizemos, a única forma de conseguir sangue é por doação”, enfatiza Reginaldo.

O Hemonúcleo reforça também o pedido a pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus (Covid-19) e estão curadas da doença, a fazerem a doação de sangue. É que após infectadas, alguns doadores podem desenvolver anticorpos capazes de combater o vírus através da utilização do plasma convalescente.

O plasma convalescente é a parte líquida do sangue coletada dos pacientes que se recuperaram da infecção pela doença. A técnica utiliza este material para tratar pessoas que tenham sido contaminadas pelo vírus e estejam no início dos sintomas, ainda no quadro leve. 

Uma única bolsa de sangue pode salvar a vida de até três pessoas. Para manter o estoque adequado do banco de sangue, são necessárias muitas doações. O ideal é que cada pessoa doe sangue pelo menos duas vezes ao ano. Homens podem doar sangue a cada 60 dias e no período de 12 meses até 04 doações e mulheres em um intervalo de 90 dias e no período de 12 meses até 3 doações.

O Ministério da Saúde ainda não tem os números consolidados, mas estima que, em 2020, o medo da Covid-19 pode ter causado uma diminuição da ordem de 15% a 20% no total de doações de sangue em comparação a 2019. Além disso, a pandemia restringiu também o sistema de coleta, que passou por adequações e dispensou doadores de grupo de risco. 

Segundo o Ministério, não houve registros de desabastecimento ao longo de 2020. Isso pode ter ocorrido devido à adoção de medidas preventivas, como a suspensão temporária de cirurgias eletivas. Mesmo assim, houve situações em que o Ministério precisou acionar o plano nacional de contingência e transferir milhares de bolsas de sangue de unidades da Federação em situação mais folgada para outras onde o nível dos estoques era considerado crítico.

Para ser doador de sangue é preciso
* Estar em boas condições de saúde
* Ter entre 16 e 69 anos completos (menores de idade com autorização e presença do responsável legal)
* Pesar no mínimo 51Kg na balança do HEMEPAR
* Estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação)
* Apresentar documento oficial com foto ( Carteira de Identidade, Carteira do Conselho Profissional, Carteira de Trabalho, Passaporte ou Carteira Nacional de Habilitação)
 
Para doação de Plasma convalescente 
* Homens ou mulheres de 18 a 59 anos completos
* Levar impresso o resultado positivo para COVID-19
* Não ter sido submetido a ventilação mecânica/respirador
* Nunca ter recebido transfusão de sangue
* Ausência de gestações/abortos
* 45 dias pós diagnóstico