Família de menino com tumor cerebral pede ajuda para custeio durante tratamento
Uma campanha solidária mobiliza amigos e parentes para ajudar a família do pequeno Pedro Henrique Chagas, de 3 anos, diagnosticado com um tumor na cabeça. A família é de Campo Mourão. A cirurgia já está marcada e será realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no dia 8 de abril, no Hospital do Rocio, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. O pedido de ajuda, no entanto, não é para o procedimento médico, mas para custear as despesas da família durante o período de tratamento e recuperação da criança.
As contribuições podem ser feitas via Pix, pela chave celular (44) 99865-2331, em nome de Valdinéia Chagas. Quem quiser fazer doações (alimentos) ou até mesmo conhecer a casa de Pedro Henrique e ver o garoto pessoalmente, também pode fazer contato pelo mesmo número de telefone.
Pedro Henrique é filho de Valdinéia Chagas e de Sidney Leal, moradores do Jardim Santa Cruz. Segundo a mãe, os primeiros sintomas surgiram em novembro de 2025, quando o menino apresentou dores de cabeça e episódios de vômito. Ele foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), transferido para a Santa Casa de Campo Mourão e, posteriormente, encaminhado para o Rocio, em Campo Largo.
Inicialmente, a suspeita era de um cisto. “Agora, em fevereiro, o médico falou que é um tumor. Ainda não tem diagnóstico se é maligno, mas ele disse que está crescendo e comprimindo o cérebro”, relatou Valdinéia. Segundo ela, em novembro do ano passado, o tumor media cerca de 2 centímetros. Diante da gravidade, a equipe médica optou pela cirurgia para a retirada da lesão. O procedimento será custeado integralmente pelo SUS. A dificuldade da família, segundo a mãe, está nas condições financeiras para acompanhar o tratamento.
Valdinéia deixou o emprego para cuidar do filho em tempo integral. O pai, que trabalha em uma serraria, também deverá se afastar por alguns dias do trabalho para acompanhar a internação em Campo Largo. “A ajuda que estamos pedindo é para as despesas da casa. A gente paga aluguel, água, luz… Tem outra filha de 10 anos. A gente trabalha para comer”, afirmou.
Segundo Valdinéia, a campanha surgiu após a ideia de familiares, que alertaram sobre os custos do período pós-cirúrgico, incluindo alimentação diferenciada e cuidados específicos. “Eu nem tinha pensado nisso. Mas depois da cirurgia ele vai precisar de uma atenção maior. Vai ter remédios que ainda nem sei quais serão, uma alimentação melhor… Enfim, a gente não tem condições”, preocupou-se.
Segundo a mãe, o dia a dia de Pedro Henrique varia conforme os sintomas. Tem dias que ele sente muita dor de cabeça e outros dias está normal. “Quem vê nem imagina o que ele tem”, relatou. Enquanto aguarda a cirurgia, o controle da dor é feito com medicação simples, apenas dipirona, conforme orientação médica, informou.
Segundo Valdinéia, ela e o marido devem seguir viagem para Campo Largo no dia 6 de abril. A internação está prevista para o dia seguinte (dia 7) e a cirugir no dia 8. Após o procedimento, não há previsão de tempo de recuperação. Além de doações financeiras, a família também aceita ajuda com alimentos. Valdinéia ressaltou também a importância de apoio emocional. “Se não puder doar, pode orar. A oração é muito forte. Quem quiser mandar áudio de oração também é bem-vindo”, disse a mãe, apreensiva.
Serviço
As contribuições podem ser feitas via Pix, pela chave celular (44) 99865-2331, em nome de Valdinéia Chagas. Quem quiser fazer doações ou até mesmo conhecer a casa de Pedro Henrique ou ver o garoto, também pode fazer contato pelo mesmo número de telefone. “Toda e qualquer ajuda é bem vinda”, ressaltou Valdinéia.

