Integrado analisa impacto da IA no mercado e lança curso para formar profissionais do futuro
A Inteligência Artificial (IA) deve transformar 22% das ocupações no mundo até 2030, segundo o Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial. O estudo aponta que, apesar da automação eliminar funções tradicionais, o saldo será positivo: 170 milhões de novos postos de trabalho devem ser criados, enquanto 92 milhões de ocupações desaparecerão, resultando em um ganho líquido de 78 milhões de empregos.
A leitura desse cenário tem reflexos diretos no Brasil e já começa a impactar a formação profissional. Para o coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado, Marcelo Cordeiro, o mercado exigirá, a partir de 2026, profissionais capazes de unir domínio tecnológico e competências humanas. “Não se trata apenas de saber usar ferramentas digitais, mas de interpretar dados, pensar de forma crítica e se adaptar rapidamente às mudanças”, afirma.
O relatório indica que cerca de 43% das tarefas empresariais devem ser automatizadas até 2027. Nesse contexto, ganha força o conceito do “trabalhador aumentado”, aquele que utiliza a IA para ampliar sua capacidade analítica, criativa e estratégica. Segundo Cordeiro, o profissional do futuro não será um mero executor, mas alguém capaz de trabalhar em conjunto com a tecnologia para otimizar processos e gerar valor.
Entre as habilidades mais valorizadas e bem remuneradas até o fim da década estão o pensamento analítico e criativo, a alfabetização em IA e Big Data — indo além da operação básica das ferramentas — e competências como liderança e influência social, essenciais para gerir equipes formadas por pessoas e sistemas automatizados.
O levantamento também mostra quais áreas tendem a pagar melhor nos próximos anos. Estão no topo da lista os especialistas em Inteligência Artificial, analistas de dados, profissionais de cibersegurança, engenheiros de energias renováveis e analistas de sustentabilidade. Em sentido oposto, funções administrativas de escritório e cargos operacionais repetitivos apresentam maior risco de queda salarial ou extinção.
Curiosamente, o relatório aponta que setores como construção civil, agronegócio, logística, educação, saúde e varejo seguirão gerando grande volume de empregos, ainda que, em muitos casos, com remuneração inferior à média das áreas tecnológicas.
Diante desse cenário, o Centro Universitário Integrado anunciou o lançamento do curso de Inteligência Artificial, com início previsto para o primeiro semestre de 2026. A graduação terá duração de dois anos e será ofertada nas modalidades presencial, semipresencial e EAD, sendo a primeira da região da Comcam voltada exclusivamente à formação em IA.
Segundo a instituição, o objetivo é preparar profissionais alinhados às exigências do novo mercado de trabalho, com foco em tecnologia, pensamento crítico e resolução de problemas. “A principal orientação é não parar de estudar. O mercado está mudando rápido e quem se qualifica sai na frente”, reforça Cordeiro.
Com mais de 25 anos de atuação, o Integrado é reconhecido pelo MEC com nota máxima (5) no Conceito Institucional e mantém uma estrutura voltada à inovação, com laboratórios modernos, corpo docente qualificado e o Integrow — Ecossistema de Inovação, criado para estimular pesquisa aplicada, empreendedorismo e desenvolvimento tecnológico.
A leitura do relatório do Fórum Econômico Mundial deixa claro: a Inteligência Artificial não elimina o trabalho humano, mas redefine funções. E, nesse novo cenário, formação e adaptação contínua serão decisivas para quem deseja permanecer relevante no mercado.

