Jornalista que morou em Campo Mourão relata preocupação com movimento no litoral

Com a suspensão de aulas determinada pelo governo do Estado e prefeituras, em vez de ficar em casa, muitas pessoas estão aproveitando para viajar ao litoral. É o que constata a jornalista Mariana Durski, que trabalhou em Campo Mourão entre 2006 e 2011 e atualmente mora em Paranaguá e também trabalha em Matinhos.

“Fora da temporada, temos a população reduzida. A cidade tem vida própria, mas uma grande parcela é de idosos, pessoas que se aposentaram e escolheram aqui para viver. Eles são grupo de risco. Com a movimentação de turistas, terão a saúde ameaçada”, disse a jornalista em entrevista à TRIBUNA.

Ela cita o caso da própria mãe, com 63 anos, que é professora aposentada e saiu de Ponta Grossa há um ano para morar no litoral. “Coloquei ela em quarentena. Faço as coisas na rua e prefiro que ela fique em casa”, revela Mariana.

Segundo ela, carros com famílias inteiras chegando de outras cidades, principalmente de Curitiba, são vistos por lá. “Tem gente indo a praia, mercados com mais movimento, rodas e rodas de tererê em frente as casas. Tem idosos com os netos”, afirma.

A preocupação é com a estrutura das cidades litorâneas. “Aqui em Matinhos temos uma UPA que foi recentemente inaugurada, mas tem equipe para atender apenas a população que mora aqui. Médicos e policiais da Operação Verão já foram embora. Sendo assim, a estrutura é bem menor”, acrescenta, ao lembrar que Paranaguá, para onde são levados os casos mais graves, enfrenta ainda epidemia de dengue.

O prefeito de Matinhos, Ruy Hauer Reichert, anunciou um plano de contingência para enfrentamento da pandemia, o que inclui a compra de vários insumos e chegada de mais sete médicos para atender o  município.