Mato alto avança e moradores reclamam; roçadas estão ocorrendo, diz prefeitura

Terrenos baldios e áreas públicas com mato alto têm aumentado em diferentes regiões de Campo Mourão e gerado preocupação entre moradores. Diariamente, a reportagem da TRIBUNA recebe relatos de moradores de bairros onde a vegetação sem manutenção tem provocado insegurança e receio quanto à proliferação de insetos e animais peçonhentos.

Entre as principais queixas estão o aumento de pernilongos, a presença do Aedes aegypti — mosquito transmissor da dengue — além do aparecimento de escorpiões, cobras e roedores. Moradores relatam que a falta de limpeza em terrenos não edificados e espaços públicos favorece a proliferação desses vetores, sobretudo em períodos de calor e chuva, quando a vegetação cresce com maior rapidez.

O problema atinge tanto bairros mais antigos quanto loteamentos recentes. Em alguns pontos, a vegetação alta compromete inclusive a visibilidade em vias, ampliando riscos à segurança viária.

Procurado pela reportagem, o secretário municipal de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, Franco Freire Sanches, afirmou que o município vem intensificando as ações de fiscalização e notificação desde o final do ano passado.

Além de terrenos baldios, situação é crítica também nos canteiros centrais de vias públicas

Segundo ele, após vistoria e constatação de irregularidades, os proprietários recebem notificação com prazo de cinco dias para realizar a limpeza. “Caso o terreno não seja limpo, a prefeitura pode aplicar multa. Essa notificação tem validade de um ano, o que permite nova penalização se o problema persistir”, explicou.

O secretário informou que bairros como Cidade Alta, Porto Feliz, região da Santa Casa e Bela Vista já passaram por esse processo, e que a próxima etapa inclui áreas como Jardim Veneza, Campelli, Jardim Santa Rosa, Sol Nascente, Imperial, Jardim Canadá, Vila Guarujá e Jardim Europa 1 e 2. Nos loteamentos ainda sob responsabilidade de empreendedores, as loteadoras também podem ser multadas caso não realizem a manutenção, segundo a secretaria.

Além dos terrenos particulares, moradores têm apontado a situação de escolas e áreas públicas, onde a vegetação também estaria alta. Franco reconheceu a demanda e disse que equipes foram reforçadas para atender esses locais.
De acordo com ele, a roçada em escolas ocorre desde dezembro e o serviço no Colégio Caic, um dos locais com mato alto, estava programado para iniciar nesta semana. O secretário atribui parte do problema ao ritmo acelerado de crescimento da vegetação. “Com chuva e sol, o mato cresce muito rápido e a equipe nem sempre consegue acompanhar no tempo necessário”, afirmou.

Canteiros centrais e avenidas com grande fluxo também estão no cronograma, incluindo trechos da Avenida Miguel Luiz Pereira, saída para Maringá, e da John Kennedy, que recentemente passaram a receber manutenção direta do município.

Em alguns pontos, a vegetação alta compromete inclusive a visibilidade em vias, ampliando riscos à segurança viária

A falta de manutenção em áreas urbanas contribui para a formação de ambientes propícios à proliferação de vetores e animais que representam risco à saúde pública. O acúmulo de vegetação e resíduos pode favorecer a reprodução de mosquitos transmissores de doenças e a presença de animais peçonhentos. A orientação da prefeitura é que moradores registrem reclamações pelo telefone 156, canal que direciona as demandas à secretaria responsável para vistoria e eventual notificação dos proprietários.

Apesar das ações anunciadas, moradores relatam que a situação persiste em diversos pontos da cidade e cobram mais agilidade da prefeitura na manutenção e fiscalização, especialmente em áreas com grande circulação de pessoas.