Mulher é presa em Campo Mourão após golpear cão pinscher com marteladas na cabeça

Uma mulher, identificada pelas iniciais V. K., foi presa nesta segunda-feira (10), no Conjunto Milton de Paula Walter, em Campo Mourão, após golpear a marteladas o próprio cão de estimação, um pinscher, na cabeça. Ela justificou que estaria sacrificando o animal porque estaria bastante ferido após ser atacado por outro cão. O martelo utilizado no crime foi apreendido pela polícia.

A ocorrência teve início por volta das 9h40. A Polícia Militar (PM) foi acionada via Central de Comunicações em apoio a Associação Protetora dos Animais de Campo Mourão (PAIS). A informação era de que uma mulher estaria praticando maus tratos a seu cão de estimação.

Uma equipe compareceu ao local. Foi recebida por V. K.. A mulher afirmou que estaria realizando o sacrifício de seu animal, uma vez que o mesmo estaria bastante debilitado por conta de um ataque de outro animal de rua que havia recolhido.

A acusada informou que no dia 6 deste mês tirou a cadela da rua para que pudesse dar cria em seu quintal. Ela estaria dando à luz no meio da rua. No entanto, informou que após a criar, a cachorra ficou bastante agressiva, atacando seu cão de estimação, que teve o maxilar quebrado, entre outras lesões. Disse ainda que após a briga entre os dois animais, a cachorra de rua foi despejada da residência com seus dois filhotes, ficando pelo bairro.

Inicialmente a acusado informou à PM que levou seu animal a um veterinário, que teria sugerido o sacrifício do animal por conta das lesões. No entanto, não soube informar quem seria o profissional. Ela justificou também que a injeção de eutanásia seria muito cara e não tinha condições de pagar o medicamento.

No momento em que a polícia estava na residência, chegou ao local W. A. F., que trabalha em conjunto a PAIS, em busca à cachorra solta na rua. Ele informou que filmou os maus tratos praticados pela moradora e que a ação era crime. Em seguida chegou também à residência duas senhoras que não quiseram se identificar. Elas quem acionaram a polícia anteriormente.

Ratificaram que estariam no local após receberam uma ligação solicitando apoio para recolhimento de filhotes que estariam transitando no bairro. Porém nas buscas dos mesmos, ouviram gritos de um cachorro, vindos da casa da acusada. A mesma estava fazendo o sacrifício de seu animal no momento.

A mulher até permitiu a entrada das outras duas em seu quintal para ver o cãozinho. Mesmo com os ferimentos causados pelas marteladas ainda estava vivo, com afundamento de crânio, causado por tamanha violência.

A dona do cão informou às protetoras de animais que estaria sacrificando o cachorro a marteladas. Inconformada com a situação, imediatamente uma delas recolheu o animal o encaminhando a um veterinário parceiro da PAIS. Concomitantemente acionou a Polícia Militar.

Segundo as mulheres que socorreram o cãozinho, o animal estava com forte odor característico de inflamações. Ainda segundo elas, apenas a lesão no maxilar indicava o ataque anterior, sendo que as marteladas causaram os outros ferimentos. O médico veterinário que atendeu o pinscher disse que os machucados no animal não justificavam eutanásia.

Questionada novamente pela polícia, a mulher acabou confessando que agiu por conta própria. Diante da situação, ela recebeu voz de prisão sendo encaminhada à delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. Os dois filhos pequenos dela ficaram sob os cuidados de seus vizinhos até a chegada de seu marido. O martelo apreendido também foi encaminhado à delegacia.