Prefeitura mantém abrigo provisório para moradores de rua no período da pandemia

Desde que a Casa de Passagem São Bento José Labre (antigo albergue), administrada pela Casa de Acolhida Filhos Prediletos  – Fraternidade O Caminho-,  ligada à igreja católica, parou de receber moradores de rua, em função da pandemia do coronavírus (Covid-19), a prefeitura vem mantendo um abrigo provisório para estas pessoas em uma área do Centro Social Urbano.  

A secretária da Ação Social de Campo Mourão, Márcia Calderan, explicou que obedecendo a um plano de contingência que vem do Governo Federal, as casas de acolhimento, neste momento, não podem atender moradores de rua, sem antes passaram por uma quarentena. A medida é para evitar o risco de contaminação pelo vírus dos albergados que já estão nestes locais. 

“Estamos reestruturando a rede onde teremos um espaço de quarentena. Ou seja, a pessoa em situação de rua chega e fica por um período de 14 dias. Se não apresentar nenhum sintoma de Covid vai para a casa de passagem”, falou Marcia. A secretária informou que nos próximos dias, o município estará com o seu plano de contingencia pronto. 

A secretaria informou teve de montar uma equipe específica de profissionais para atendimento na casa provisória. Os moradores de rua apenas pernoitam no local. Eles recebem banho, jantar, roupas limpas e café da manhã. “É uma maneira minimizar o sofrimento destas pessoas, principalmente nesta época de pandemia”, comentou Marcia. 

O local está em funcionamento há cera de um mês. Uma média de 7 a 10 pessoas por noite passa pelo abrigo provisório. Alguns, muitas vezes levados pelo próprio serviço de ronda do abrigo e Polícia Militar. “A procura pelos moradores de rua não é muito. Essa abordagem na rua é que facilita bastante este atendimento”, frisou Marcia. 

Ela ressaltou que muitos moradores de rua não aceitam o serviço. Neste caso, é oferecido a eles uma coberta e comida. “Tem um morador de rua que fica jardim Pio Belo, por exemplo, que não aceita vir. Já recebemos ligações de várias pessoas e até de vereadores, mas quando chegamos ao local e fazemos a abordagem ele recusa o serviço. E temos que respeitar. Não podemos levar eles compulsoriamente”, explicou.