Rede estadual inicia com aulas on-line nesta quinta e híbridas em 1º de março

Os colégios da rede estadual iniciam o ano letivo de 2021 nesta quinta-feira (18), apenas com aulas on-line (remotas). O retorno presencial das aulas está marcado para o dia 1º de março, dentro do modelo híbrido (com revezamento entre aulas remotas e presenciais). O sistema é criticado pela APP-Sindicato, que defende a manutenção do sistema remoto até que a vacina contra Covid-19 esteja disponível para todos.
 
Segundo a Secretaria Estadual de Educação, o ano letivo começa com um reforço escolar na rede estadual de ensino, revendo conteúdos prioritários apresentados aos alunos no formato on-line em 2020. Esta reavaliação vai acontecer até o fim do mês por meio do Aula Paraná, pela TV aberta, YouTube, aplicativo e Google Classroom, além das atividades impressas.
 
Ainda conforme a SEED, no mesmo período (18 e 28 de fevereiro), os colégios vão abrir para toda a comunidade escolar, com um espaço de treinamento para profissionais da Educação e acolhimento aos pais, responsáveis e estudantes, para melhor compreensão das medidas que serão adotadas dentro das instituições de ensino durante a pandemia.
 
Na área do Núcleo de Campo Mourão, que abrange 16 municípios, são 55 colégios e as vagas estão praticamente preenchidas, com cerca de 22 mil alunos matriculados. Segundo a chefe do Núcleo Regional, professora Ivete Sakuno, para não gerar aglomeração o formato híbrido, a partir de 1º de março,  será com revezamento semanal de alunos entre aulas presenciais e on-line.
 
Rede privada

A rede pública regional recebeu cerca de 300 alunos da rede particular para este ano. “Não contabilizamos por escola, mas tem aumentado a procura de alunos que vem de escolas particulares”, confirma Ivete. Ela atribui essa realidade aos recursos tecnológicos que o ensino público passou a oferecer. Outro motivo pode estar relacionado a pandemia de Coronavírus, que afetou a renda de muitas famílias.
 
Alguns colégios, especialmente da área central, tem até fila de espera. É o caso do Colégio Marechal Rondon. Ivete explica que pelo fato do ensino gratuito ser garantido pela lei a todo cidadão, os alunos da rede particular têm prioridade nas sobras de vagas. 
 
“Os alunos que vêm da rede municipal são direcionados de acordo com o georreferenciamento, que define o colégio pela proximidade da casa. Mas tem pais que preferem outro colégio e então entram na fila de espera. Nesse caso, se o aluno da rede particular procurar, ele terá prioridade”, justifica a chefe do NRE.