Regional de Saúde alerta para vacinação de alunos antes do retorno às aulas

Com a aproximação do início das aulas, previsto para o próximo dia 3 de fevereiro, a 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão reforça o alerta para que pais e responsáveis verifiquem e atualizem a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. O objetivo é reduzir riscos à saúde dos estudantes e da comunidade escolar em toda a região.

Conforme a Saúde, o período de volta às aulas é tradicionalmente marcado pelo aumento da circulação de viroses e pelo retorno da convivência em ambientes fechados, o que favorece a transmissão de doenças. Escolas concentram grande número de crianças, adolescentes e adultos, criando condições propícias para a disseminação de vírus respiratórios, doenças diarreicas, infecções pneumocócicas e até casos de meningite. Manter a vacinação em dia é uma das principais formas de prevenir surtos, reduzir faltas escolares, internações e complicações graves.

Atualmente, o Calendário Nacional de Vacinação prevê 18 vacinas para crianças e adolescentes, todas ofertadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os imunizantes ofertados estão as vacinas contra difteria, tétano e coqueluche (DTP), varicela, febre amarela, influenza, covid-19, HPV, meningocócica ACWY, hepatite B, tríplice viral, dupla adulto (dT) e dengue, conforme a faixa etária e o histórico vacinal.

A lei estadual nº 19.534/2018, regulamentada por instrução normativa conjunta da Secretaria de Estado da Educação e da Secretaria da Saúde, determina que alunos de até 18 anos apresentem a declaração de vacinação atualizada no ato da matrícula ou rematrícula em escolas públicas e particulares da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.

Segundo a responsável pelo Setor de Epidemiologia da Vigilância Sanitária da 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão, Evandra Cristina Pereira, a checagem da caderneta deve fazer parte da preparação para o ano letivo. “A escola é um ambiente de grande circulação de pessoas. Quando a vacinação não está em dia, o risco de transmissão aumenta. Atualizar as doses antes do início das aulas é uma medida simples, mas que protege o aluno, a família e toda a comunidade escolar”, destacou.

Ela também orientou que ações de educação em saúde, voltadas à imunização, sejam desenvolvidas ao longo de todo o ano pelas escolas, em parceria com as secretarias municipais de saúde, com reforço especial no início do período letivo.

A atenção deve ser redobrada entre os adolescentes. A partir da pré-adolescência, o calendário inclui vacinas específicas, como a do HPV e a meningocócica ACWY. A vacina contra o HPV, atualmente aplicada em dose única, segue com boa adesão, e o Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate para jovens de 15 a 19 anos que não receberam o imunizante na idade indicada. A vacinação contra a dengue também está disponível para adolescentes dentro da faixa etária preconizada, com destaque para a importância da segunda dose para garantir a eficácia.

Imunizantes ofertados

  • Difteria, tétano e coqueluche (DTP) (4 anos) – reforço contra difteria, tétano e coqueluche

  • Varicela (4 anos) – previne catapora

  • Febre Amarela (4 anos) – previne febre amarela

  • Influenza (menores de 6 anos) – protege contra formas graves de influenza

  • Covid (menores de 5 anos considerando histórico vacinal) – protege contra formas graves de infecção por covid-19

  • HPV na rotina – (9 a 14 anos) – protege contra tipos de câncer e verrugas genitais

  • HPV resgate – (15 a 19 anos) – protege contra tipos de câncer e verrugas genitais

  • Meningocócica ACWY (11 a 14 anos) – protege contra meningites

  • Hepatite B (considera histórico vacinal) – protege contra doença viral que afeta o fígado

  • Tríplice Viral (considera histórico vacinal) – contra sarampo, caxumba e rubéola

  • Dupla Adulto (dT) (reforço a cada 10 anos) – reforço contra difteria, tétano e coqueluche

  • Dengue (10 a 14 anos) – protege contra formas graves de dengue