Vacina contra Covid vira alvo de “campanhas” em redes sociais

Foi só ser anunciado que a vacinação contra Covid-19 começa a ser liberada para a população em geral (por faixa etária) que começaram a surgir “campanhas” nas redes sociais de diferentes segmentos. Cada um apresenta “justificativas” para defender que merecem prioridade na vacinação.

 “Instrutores de trânsito também são professores”. Com essa frase instrutores dos centros de formação de condutores de Goioerê solicitam que a categoria seja vacinada. Em texto publicado nas redes sociais eles pedem aos órgãos competentes para que possam liberar a vacina o quanto antes. “Cada instrutor de trânsito tem no mínimo de 10 a 13 alunos diariamente”, frisa o texto.

Já em Campo Mourão começou a ganhar corpo no fim de semana uma solicitação que teria partido de líderes religiosos católicos e evangélicos. “Será que padres e pastores também não poderiam entrar em um grupo desses”?, questiona uma publicação que tem sido compartilhada por lideranças das igrejas. 

Ao justificar a solicitação, direcionada aos governos federal, estadual e municipal, grupos católicas argumentam que: “as pessoas estão com alguém doente, chama o padre; visita pastoral no hospital, chama o padre; UTI Covid, chama o padre; morreu um familiar, chama o padre”. E conclui com “enquanto não tem vacina, a gente continua evangelizando e trabalhando”.

Há ainda quem defenda prioridade na vacinação para quem trabalha em supermercados, postos de combustíveis e até na imprensa, atividades que não pararam com a pandemia. Pela programação da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Mourão, na próxima sexta-feira (11), será iniciada a vacinação para a população a partir de 59 anos, independente de grupos.