A viagem

O horário do vôo e o tamanho dos atletas tornaram a viagem de avião rumo ao Rio de Janeiro longa e cansativa. Contudo, a vontade de jogar uma competição nacional e a expectativa da estréia tornaram esse obstáculo, um motivo a mais para que a equipe se determinasse no mesmo objetivo. A chegada foi tranqüila e o hotel onde o grupo se hospedou era excelente.

 

O elenco

O time de Campo Mourão viajou com os armadores Carlos Bueno e Cleiton Macedo, os laterais Willian Santos e Felipe Mateus, os alas-pivôs Bruno Garcia e Gledman Borracha e os pivôs Tiago Matias e Willian Pessoa. Emerson Souza foi o comandante, Rafael Godói, o preparador físico, Izidoro Bueno atuou como supervisor, Rodrigo Compri foi o estatístico e a delegação foi chefiada pelo colunista e esportista que vós escreve.

 

Preparação

Nos dois primeiros dias, a equipe mourãoense fez dois treinamentos no ginásio do Fluminense e mais um treinamento físico na praia do Flamengo. Esses dias serviram para que os atletas se recuperassem da viagem e fizessem os últimos acertos antes do primeiro jogo contra São José (AP).

 

A estréia

O primeiro tempo foi marcado pelo jogo organizado dos experientes atletas do São José (AP) – na sua maioria, jogadores contratados apenas para a competição e com passagens em grandes clubes e pela seleção brasileira – que conseguiram abrir 17 pontos de diferença. No segundo quarto a reação mourãoense baixou a diferença para apenas 4 pontos. Mas, no final prevaleceu a maior tranqüilidade do time do São José, que fechou a partida em 69 a 60. A derrota tornou a classificação para as semifinais muito difícil, entretanto a equipe ainda dependia apenas de si.

 

Sonho adiado

A derrota para o Sport Recife por 65 a 57 adiou o sonho de Campo Mourão conseguir a vaga para a próxima Liga Nacional. O time começou bem, chegou a abrir 13 pontos de vantagem, mas a pane no último quarto (perdemos por 20-6), possibilitou a reação e a virada do time nordestino. A vitória esteve em nossas mãos por 3 quartos, mas faltaram forças para conter a reação dos adversários. Uma pena. Restou-nos disputar de quinto a oitavo lugar.

 

Cumprindo tabela

O confronto contra Rio Claro-SP foi apenas para cumprir tabela, pois as duas equipes já sabiam de seu destino na segunda fase. Por um lado Campo Mourão já estava fora da briga, pelo outro, Rio Claro obteve a classificação antecipada para as semifinais. Vitória paulista por 83 a 57.

 

Tentando se redimir

Não é que Caxias do Sul apareceu de novo em nosso caminho. As duas representantes do Sul do país se enfrentaram para ver quem iria disputar a quinta colocação da Super Copa Brasil. Mais uma vez, quem levou a melhor foi o time paranaense. Com ótimo aproveitamento nos arremessos, Campo Mourão faturou Caxias do Sul por 82 a 75.

 

A revanche

Campo Mourão e Sport Recife voltaram a se encontrar. Dessa vez, na disputa de quinto a oitavo lugar, melhor para os mourãoenses. Com a vitória Campo Mourão termina sua primeira participação em uma competição nacional em quinto lugar.

 

Quem vai para a NBB

Tijuca-RJ e Sorocaba-SP ganharam o direito de se candidatar a uma vaga na NBB 2011-12. As duas equipes mostraram times competitivos e parecem ter estrutura para participar da competição mais importante do país. A partida final foi transmitida pela SPORTV e teve emocionante desfecho. Vitória carioca por 4 pontos.

 

Companheiros na jornada

Buana Magalhães e Joabe Almeida acompanharam de perto toda a trajetória do basquete mourãoense na Super Copa. Aliás, eles estão atentos ao nosso basquete desde o estadual do ano passado. Durante a semana demonstraram muito profissionalismo ao acompanhar todos os jogos e treinamentos e utilizaram seu tempo livre para visitar diversas instalações da Rede Globo no Rio de Janeiro.