Para quem odeia o Natal
Nem todo mundo gosta do Natal!
Deixando o julgamento de lado, podemos dizer que, assim como as estações do ano não agradam a todos, o Natal parece dividir a raça humana em duas categorias: os que gostam dele e os que o odeiam.
Não precisamos ir longe, na família, no trabalho, no elevador, na fila do banco podemos encontrar pessoas criticando esta época do ano. No falecido Orkut mesmo, podemos encontrar em média 40 comunidades intituladas: Odeio o Natal.

Pensando sobre isso, resolvi pesquisar sobre o assunto e encontrei uma crônica chamada Jingle Bell prá vocês de Mário Prata, ela resume bem o jeito de pensar de quem não gosta do natal, separei alguns trechos:
— Quer coisa mais irritante durante o mês de dezembro do que ir a um barzinho ou restaurante, de noite, para tomar um chopinho e ter, ao seu lado, aos gritos, berros e urros, uma “festinha da firma”, com risos histéricos, discursos profundos e etílicos do “chefe”, gozações com a “gostosa” da firma e a indefectível troca de “amigos secretos?” Por que gritam tanto nas “festinhas da firma? (…).
— E o “amigo secreto” então? Já notaram que sempre sai para quem não é nem muito amigo e muito menos muito secreto? E você passa o mês inteiro tendo que imaginar o que vai dar praquele chato. Se o “amigo secreto” já é uma relação constrangedora na firma, em família então, nem se fala. Em primeiro lugar, porque dois ou três dias depois do “sorteio”, todo mundo já sabe quem é o amigo de quem. Você já sabe pra quem vai dar e de quem vai receber. Essas informações sempre vazam no seio familiar. Sempre tem uma irmã que sabe de todos, ninguém sabe como. (…)
— Mas o pior mesmo é a ceia, propriamente dita. Com o passar dos anos, a família vai crescendo e de repente já são quatro gerações que estão ali, de olho no peru. Umas 50 pessoas. E ali dá de tudo. Cunhados que não se falam, a velhinha que não escuta os planos do asilo, o fulano que está falido, coitado, a prima que está dando para um sobrinho, aquele casal que está separado mas que, no Natal, baixa o “espírito” e eles comparecem juntos. Todo mundo sabe que se odeiam. Mas é Natal. Aquele tio que deve tanto para o seu irmão também está lá. Mas é Natal. E a irmã que não pagou a trombada que ela deu com o carro do tio-avô? Tudo é permitido. Afinal, é Natal. Nasceu quem mesmo? Jesus, não foi? E, por isso, à meia-noite, todos dão as mãos e rezam (des)unidos.
— E, para terminar: existe música mais chata que Jingle Bell?
Gostos preferências não são julgáveis. Cabe a cada um respeitar a opinião do outro… Um bom exercício de tolerância quando o assunto é polêmico e envolve sentimentos como neste caso.
A harmonia pode prevalecer em nossas vidas o ano todo desde que sejamos flexíveis com nosso próximo.
E você gosta ou não do Natal?
Deixe seu comentário, envie um email para: [email protected].
Boa reflexão e excelente semana!
Fonte:
Revista Ciência e Vida – Psique.
Livro “100 Crônicas”, Cartaz Editorial – São Paulo, 1997. pág. 148.
