Um remédio para dor de cotovelo…

Antes de falar em dor de cotovelo temos que falar em amor. Mas o que é o Amor?

Segundo o dicionário Aurélio: Amor s.m. Afeição viva por alguém ou por alguma coisa: o amor a Deus, ao próximo, à pátria, à liberdade. / Sentimento apaixonado por pessoa do outro sexo: as mulheres inspiram amor. / Inclinação ditada pelas leis da natureza: amor materno, filial. / Paixão, gosto vivo por alguma coisa: amor das artes. / Pessoa amada: coragem, meu amor! / Zelo, dedicação: trabalhar com amor. // Amor platônico, amor isento de desejo sexual. // Por amor de, por causa de. // Pelo amor de Deus, expressão que dá ênfase a um pedido: não faça isso, pelo amor de Deus!

Para Shakespeare é uma marca cada vez mais evidente que jamais se abala diante das tempestades. Já para os neurocientistas, é menos poético: um fenômeno neurobiológico classificado em três subgrupos: luxúria, atração ou afeto. Segundo eles todos aumentam nosso sucesso reprodutivo e desejo de ter filho.

Mas e quando o coração se parte e o relacionamento chega ao fim, existe alguma maneira de fugir da dor de cotovelo?

À medida que os pesquisadores descobrem mais sobre a base neural do amor, mais nos aproximamos de uma alternativa para curar seus males. Existe uma vertente que afirma a existência de soluções antiamor, que poderiam auxiliar as pessoas a lidar com pensamentos delirantes e suicidas por causa de amores não correspondidos… Que maravilha, concorda?

De acordo com Helen Fisher, da Universidade Rutgers de Nova Jersey, sua equipe foi a primeira a estudar os mecanismos neurais engajados na maneira com que o amor desaparece, pessoas que sofrem de ansiedade depois de um amor perdido têm maior atividade cerebral no pallidum ventral – região ligada ao afeto – do que as pessoas que estão felizes no amor. Esta atividade diminuiu ao longo do tempo, sugerindo que o apego também diminuiu.

Quem nunca se flagrou obcecado com os mínimos detalhes de uma pessoa? Os olhos, por exemplo, número de postagem na rede social.  Esta visão de túnel lembra alguns dos sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Por este motivo, Donatella Marazziti, da Universidade de Pisa, na Itália, comparou a atividade cerebral de 20 pessoas com TOC e de 20 pessoas durante seus primeiros espasmos de amor.

Surpreendentemente os dois grupos apresentaram níveis extremamente baixos de uma proteína que transporta serotonina — um hormônio que ajuda a regular o humor. Ao testar os apaixonados novamente um ano depois, os resultados revelaram que seus níveis de serotonina voltaram a subir. Além disso, eles disseram não sofrer mais com o foco obsessivo sobre seus parceiros.

Sendo assim drogas que aperfeiçoam a produção de serotonina podem oferecer alívio a pessoas com TOC, portanto faz sentido pensar que elas também podem auxiliar contra a dor de cotovelo.

Outra alternativa citada por Fisher são as terapias para tratar memórias de amor, similares ao trabalho realizado pelos grupos que estão tentando ajudar vítimas de estresse pós-traumático (TEPT) a substituir uma memória por outra mais leve. Segundo a especialista um dia será possível até estimular o cérebro para reduzir a atividade na região que controla o sentimento de ligação com outra pessoa, acelerando assim os efeitos curativos do tempo…

Mas por enquanto  ainda vale aquele velho conselho sobre dor de cotovelo:  não há nada que o tempo e um novo amor não possam apagar.

Excelente semana!!

Fonte: Blog Sexo Oposto Yahoo Mulher