A parede ensina

“Se você não conhece a História, nada conhece. Você é 
uma folha que não sabe que é parte de uma árvore”. 
Michael Cricthton

O hábito da leitura é natural que tenho a sensação de ser um recém-alfabetizado. Livros, jornais, rótulos, letreiros, grande parte não me escapa.

Foi assim que aprendi olhando uma imagem e dizeres relacionados a uma pessoa que eu julgava saber bem dela, li duas biografias e por gostar dos poemas. Um dos nomes mais importantes da nossa literatura.

O escrevinhador aqui, estava em Boa Aventura de São Roque, que tem cerca de seis mil habitantes, a 161 quilômetros de Campo Mourão. Estava a trabalho e tive que ir na sala onde é feito o alistamento no serviço militar, acompanhando um jovem. Enquanto eram preenchidos os dados dele pelo funcionário que o atendia, observei, à entrada da sala, a imagem do Olavo Bilac. Logo, por achar estranho, indaguei a mim mesmo, o que faz a imagem do Bilac naquele local? O que tem a poesia, a literatura, ele, enfim naquela parede e especificamente naquele local?

Após observar a foto com a certeza ser Olavo Bilac, então leio, logo abaixo: Olavo Bilac, o Patrono do Serviço Militar. Fazia sentido, Bilac e o Serviço Militar.

Adquirido tal conhecimento, quis saber a razão pela qual ele se tornou patrono.  Tendo em vista a Primeira Guerra Mundial, Olavo Bilac foi um grande ativista em favor do alistamento militar, conclamando os jovens a se alistarem em defesa de nossa Pátria. Era o início dos anos 1900.

Olavo Bilac é membro fundador da ABL – Academia Brasileira de Letras, contemporâneo dos escritores Machado de Assis, Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, entre outros. Tem uma informação que a maioria dos brasileiros sabe, penso eu, Olavo Bilac é o autor do Hino à Bandeira, composição feita com Francisco Braga, eis um trecho, “Salve, Lindo Pendão da esperança, símbolo augusto da paz”.

Sobre nossa Língua, Última flor de Lácio, inculta e bela, transcrito a seguir:

És, a um tempo, esplendor e sepultura: / Ouro nativo, que na ganga impura

A bruta mina entre os cascalhos vela… / Amo-te assim, desconhecida e obscura, 

Tuba de alto clangor, lira singela,/ Que tens o trom e o silvo da procela

E o arrolo da saudade e da ternura! / Amo o teu viço agreste e o teu aroma

De virgens selvas e de oceano largo! / Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que dá voz materna ouvi: “meu filho!” / E em que Camões chorou, no exílio amargo, / O gênio sem ventura e o amor sem brilho!” 

Fases de Fazer Frases (I) 

Pior lição da vida é ela ensinar quem julgava não precisar saber.

Fases de Fazer Frases (II)

Na convivência presente está a conveniência.

Fases de Fazer Frases (III)

Na conveniência presente está a conivência.

Fases de Fazer Frases (IV)

Fingir ter coragem nem sempre disfarça o medo.

Olhos, Vistos do Cotidiano

O nome de Horácio Amaral passa a ser também o nome da BR 158 – Campo Mourão-Roncador. A iniciativa foi do então deputado federal Rubens Bueno.

O ex-prefeito mourãoense Horácio Amaral (1969-1972) morreu acidentado na referida rodovia quando estava em campanha para deputado estadual, sendo ele uma liderança da região após ter administrado o município com muitas obras e inciativas de arrojo, cabendo destacar a fundação da então FUNDESCAM, construindo o prédio, obra de vulto hoje. Um aspecto pessoal e familiar, é fato do meu saudoso pai Eloy Maciel e Amaral são nascidos na mesma cidade, Mallet, daí uma amizade peculiar, e eu lembro bem muitas vezes o prefeito passar no escritório para tomar um chimarrão.

Caixa Pós Tal

“Prezado Prof. Maciel! Envio este e-mail para agradecê-lo pessoalmente a respeito de sua nota na Tribuna do Interior sobre a nossa empresa durante a Festa do Carneiro do Buraco. Sou natural daqui e fiz questão de manter por mais de 21 anos a Pro Solus em Campo Mourão e, como disse em sua nota, realmente nos orgulhamos muito disso e, dentro do possível, fazemos questão de divulgar nossa cidade em todas as oportunidades. 

Novamente agradecemos a sua visita ao nosso stand e a atenção à nossa empresa, e ficamos à disposição caso queira mais informações sobre nossos produtos e soluções desenvolvidas na nossa terrinha! Atenciosamente. Alcides Aires, Pro Solus.”

Agradecido pela manifestação, ao ler a Coluna, a anterior, onde o conteúdo tratava de valorizar a cidade onde existe a empresa, quando então e quando citamos a Pro Solus como exemplo positivo. Grato pela gentileza, caro Alcides.

Farpas e Ferpas (I)

Quem buzina muito não quer resolver o trânsito e sim a vida dele.

Farpas e Ferpas (II)

Dia de amanhã é tão importante que não é hoje.

Farpas e Ferpas (III)

Dia de hoje é tão importante que não é ontem.

Farpas e Ferpas (IV)

Dia de ontem foi tão importante que foi.

Farpas e Ferpas (IV)

Não culpe a sorte pelo azar que se tem.

Sinal Amarelo (I)

Cuidado não é dado a quem não quer.

Sinal Amarelo (II)

Não confundamos: Tudo fende com tudo fede.

Trecho e Trecho

“A dúvida é preço da pureza, e é inútil ter certeza”. [Engenheiro do Hawaii].

“Temo mais os nossos erros que os planos dos nossos inimigos”. [Péricles].

Reminiscências em Preto e Branco 

Em proveito do tema sobre Bilac, escritor, poeta e jornalista, rememoro a amizade dele com o também escritor, jornalista e humorista Emílio de Menezes, curitibano, que viveu o auge da carreira residindo no Rio de Janeiro. Emílio entrou na Academia Brasileira de Letras em 1914.

José Eugênio Maciel | [email protected]

* As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do jornal