Avião, carro a álcool, urna eletrônica e PIX
“O Brasil precisa explorar com urgência a sua riqueza –
porque a pobreza não aguenta mais ser explorada”.
Max Nunes
Uma significativa parcela da população tem o hábito de duvidar das invenções e descobertas como não sendo o Brasil capaz de realizá-las. O descrédito não se baseia em saber dos fatos, mas no senso comum equivocado.
Alberto Santos Dumont inventou o avião – 14 bis – em 1906, mas os Estados Unidos, no ufanismo imperialista considera terem sido os irmãos Wright. O brasileiro fez o avião voar autonomamente, impulsionado por motor que o colocava no ar e se mantinha nessa condição, enquanto os Wright utilizaram uma catapulta e sem o feito de voar de fato permanente.
O carro a álcool é também invenção genuinamente brasileira. O engenheiro aeronauta Urbano Ernesto Stumpf e o físico José Walter Batista Vidal tornaram real um veículo com combustível extraído da cana-de-açúcar. Um fiat 147 foi o primeiro a circular pelas ruas em 1979.
Mas os estadunidenses acharam um jeito de frear o avanço tecnológico, e não precisaram de muita pressão, os militares no poder ditatorial eram tão subservientes que não permitiram impulsionar essa invenção. Só tempos depois novamente o pró-álcool foi impulsionado, atualmente o conhecido etanol.
Outra desconfiança é a urna eletrônica, inventada e aperfeiçoada inicialmente por Sócrates Puntel ainda nos anos 1950. Ao longo das décadas seguintes e hoje, a urna eleitoral passou por grandes aperfeiçoamentos e inovações.
O receio chega a ser absurdo, a urna seria manipulada e “invadida”, desconsiderando, os seus críticos, que ela não é operada pela internet, a rede mundial de computadores. E tem ainda a motivação rasa, se os Estados Unidos não usam a urna eletrônica é porque ela não presta. Enfim a dúvida é por ser a urna invenção brasileira.
No início o PIX, inventado em 2018 e implantado já no ano seguinte, trabalho que contou com a logística do Banco Central, teve a frente o engenheiro Carlos Eduardo Brant. O PIX é a transferência eletrônica de dinheiro instantaneamente, que acabou com o TED e DOC, fonte de riqueza dos bancos, ao mesmo tempo lucram enormemente, por não precisarem imprimir folhas, talões de cheque, custo altíssimo devido à necessidade de ser a prova de fraudes. O PIX é o que melhor simboliza o fim dos bancos físicos.
E quem implica com o nosso PIX? Todos sabem, os Estados Unidos, são contra, por meio do presidente Donald Trump, consideram que os cartões de créditos têm prejuízos com este tipo de operação absolutamente nossa. Sem assumir publicamente, aquele país tenta encontrar falhas no sistema, enquanto que o Brasil prossegue aperfeiçoando tal processo.
Deveríamos desconfiar, tudo o que vem ou é de lá é melhor que a gente (?)
Fases de Fazer Frases (I)
Quem acata não ataca.
Quem desacata ataca.
Quem cata ataca.
Fases de Fazer Frases (II)
Avós.
A vós.
A voz.
A vossa.
Fases de Fazer Frases (III)
O fazer é de menos, quando se tem método.
Fases de Fazer Frases (IV)
O útil pode ser sutil. O inútil, penúltimo.
Fases de Fazer Frases (V)
Quem só ofende, uma hora fende. E tudo que fende, uma hora fede.
Fases de Fazer Frases (IV)
Um suspiro por um sonho é uma doce questão.
Fases de Fazer Frases (V)
Não confundamos: Portátil com por tátil; nem pôr tanto com portanto.
Fases de Fazer Frases (VI)
Se todas as palavras podem ser ditas, nenhuma pode ser contida?
Olhos, Vistos do Cotidiano
Alusivo ao Dia do Motorista e ao Dia do Escritor, este escrevinhador participou do tradicional Tocando de Primeira, Rádio Colmeia, comandado por Ilivaldo Duarte. Foi um ótimo bate-papo acompanhado do popular motorista de táxi Carlos Pires e da escritora da Academia Mourãoense de Letras – AML, talentosa Cristina Gláucia Schreiner da Mota. Durante o programa, quem participou telefonicamente foi o Nery José Thomé, da Tribuna do Interior, que elogiou esta Coluna, ele que arrumou um apelido para ela, Coluna do Maciel. Obrigado pelas palavras.
Claro, e com satisfação, registro a honra por ter participado de um programa de grande audiência e que promove e exalta Campo Mourão em todos os sentidos.
Farpas e Ferpas (I)
Gargalhadas alheias pode ser respondidas com ironia.
Farpas e Ferpas (II)
Nem todo silêncio precisa de meditação, mas toda a meditação, sim.
Farpas e Ferpas (III)
Pode se contar uma longa história. A objetividade é preciso para interpretá-la.
Sinal Amarelo (I)
Um homem precavido vale por dois? Então dois precavidos valem por quatro?
Sinal Amarelo (II)
O tanto que tiver depende de onde se estiver.
Sinal Amarelo (III)
Em todo um interrogatório cabe alguma exclamação?!
Trecho e Trecho
“Quando não se sabe para onde se vai, nunca se vai muito longe”. [Goethe].
“O sucesso é uma consequência e não um objetivo”. [Gustave Flaubert].
Reminiscências em Preto e Branco
O passado só ignora o futuro, até ele chegar.
José Eugênio Maciel | [email protected]
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