Educar é uma arte, não um espetáculo
Todo amanhã se cria num ontem, através de um hoje (…).
Temos de saber o que fomos para saber o que seremos.
Paulo Freire
A realização de qualquer projeto educacional dirá primeiramente respeito à capacidade de idealização como sonho, meta e planejamento, assim como o entusiasmo e a determinação compreendida em esforços para viabilizá-lo.
E quem será importante em tal projeto? O estudante? O professor? Perguntar nem sempre é expressar a dúvida em si, mas enfaticamente expressar a afirmação ou reafirmação de propósitos, de comprometimento.
Uma ideia absolutamente brilhante, mas que tenha sido pensada por uma única pessoa e não tenha sido partilhada e compreendida pelos demais, terá poucas chances de acontecer e, mesmo ocorrendo, não será inteiramente concreta por não contar com o envolvimento de todos.
Apreender pressupõe encontrar aquele que esteja vivamente disposto a aprender. Sozinhos, o professor ou o estudante, mesmo na relação direta que estabelecem entre eles mesmos, pouco frutificará em termos de conhecimento e de atitude se não existir o ser individual e social integrados, dentro de um processo educacional que coloque todos como sociedade protagonistas do próprio conhecimento.
Assim, ninguém é mais ou menos importante. Mas é simplista afirmar que não existe o professor sem o estudante ou o estudante sem o professor. Na realidade só existe o professor quando ele é estudante, que ensina sempre com a capacidade de aprender também enquanto ensina e não somente ensina pelo saber acumulado. Ser estudante e ser também capaz de, ao aprender, poder ensinar.
Como em um espetáculo cênico, a apresentação é o momento do ápice, o próprio acontecer exibido diante de um público que, no caso da educação, não pode ser de meros espectadores. O sucesso do espetáculo começa com a montagem, a parte teórica, o conteúdo do que se deseja mostrar e demonstrar. Depende também da estrutura que carecer ser colocada à disposição. Toda uma ambientação propícia e engendrada será um somatório e depositório de ideias e ações, não necessariamente em tal ordem.
A pressa do mundo moderno, quando o tempo tem que ser arranjado e parece cada vez mais escasso como também não organizado suficientemente, exige-se da educação que ela propicie resultados rápidos, ou seja, que o saber ocorra com a instantaneidade do clique na tela do computador, que o aprendizado se abra tão rápido quanto os links e as suas múltiplas janelas.
Ilustrativamente, vivemos o tempo da velocidade alucinada tudo passa tão rápido como se não tivesse existido. E a pressa prossegue como se o semeador pusesse rapidamente a semente e já regasse em seguida e já em seguida visse a planta crescer e já também em seguida colhesse os frutos.
O conhecimento é dado, colocado como produto pronto tão bem acabado e imediatamente acessível para ser consumido. Leiam-se os resumos em vez da obra completa. Vai-se ao final do livro.
E o tempo de maturação. O tempo do refletir, do raciocinar e da própria autonomia para pensá-lo?
O conhecimento, que é dinâmico sim nas suas transformações e próprio do evoluir, o conhecimento também se assenta em princípios, em bases sólidas e requer sim um longo processo de estudo, de apropriara-se do próprio conhecimento para transformá-lo e não apenas adquiri-lo.
A arte de ensinar é também a arte de aprender, o espetáculo da educação não termina quando as cortinas se fecham, mas quando se abrem na mente de todo aquele que ensina/aprende, aprende/ensina a própria inteligência que se adquiri até imediatamente, mas a sabedoria vem somente com a vivência e com o tempo.
Fases de Fazer Frases (I)
Achei comprador para quase todas as (então) minhas ilusões. Só não me pus à venda, eis a minha utopia.
Fases de Fazer Frases (II)
Dize-me com quem andas e te direi quem és, eis o ditado popular. E que fica parado já foi ou será?
Olhos, Vistos do Cotidiano (I)
Quem tenta caminhar na calçada na Rua Francisco Albuquerque, nas proximidades do Banco do Brasil ou seguir até chegar à esquina da av. Capitão Índio Bandeira, o transeunte se depara com pedras soltas que até lembram ter existido ali uma calçada e encontra também um tapume que cai (trocam) cercando o Museu Municipal. Espera-se que tal cenário não servirá para ornar as obras do terminal urbano.
Olhos, Vistos do Cotidiano (II)
Escândalos na FIFA, CBF também, obras enroladas quando também não se sabe o que é para ser público o privado, a Copa do Mundo em 2014 é justo que seja mesmo no Brasil, o país da bola, da bolada, da bolinha, do bolão, enfim, tudo aqui é bem bolado.
Reminiscências em Preto e Branco
Toda história bem contada não é aquela que foi bem vivida no passado, mas aquela que inspira a continuar, acontecendo nos tempos que virão, os quais não se ficarão à espera, e sim o caminhar ao seu encontro.
