Farsa que não se disfarça

“Os partidos em geral, acautelam-se contra o Poder Executivo, mas não se acautelam contra
os interesses individuais, contra as paixões mesquinhas, contra as alianças forjadas no
mistério pela intriga, pela mediocridade invejosa, pela vaidade sem títulos”.
Joaquim Nabuco

Depois do fim do prazo para filiação partidária e o da desincompatibilização para a próxima disputa eleitoral, é o poder, como poder, que teve o peso decisivo para o troca-troca de partidos, sendo fartos os exemplos dos políticos cobiçosos ante a, primeiramente, interesses deles em si mesmos.

Sem precisar mencionar qualquer nome, em todos os níveis, Brasil, Paraná e por aqui, sem surpresas, o oportunismo, chamado de pragmático, compõe novo cenário. Sim, há exceções, raras.

Sem fazer qualquer referência nominal, nacionalmente a janela partidária PL foi o Partido que mais cresceu, com saldo positivo de 15 deputados, e a Federação PT-PCdoB-PV é segundo maior sigla. Em menor proporção estão situados o PODEMOS, PSDB E PSB. Quanto as perdas mais relevantes são União Brasil e PDT. Com baixa perda o MDB.

Como, a julgar pela percepção e pesquisas eleitores, as maiores perspectivas de poder se dividem entre Lula e Bolsonaro, sendo assim que agem, reagem deputados e senadores, o poder pelo poder, benesses, corrupção ativa ou passiva.

A Assembleia Legislativa do Paraná é composta por 54 deputados. Pois bem, o número é grandioso de novas filiações, 23 deputados estaduais trocaram de partidos. O quadro da política estadual tem a ver com isso, o PSD do governador Ratinho Júnior e o PL do senador Sérgio Moro foram os que mais angariaram acasalamento. Aliás, desde Álvaro Dias, todos os governadores que vieram a seguir sempre tiveram uma folgada maioria como base do governo.

Mais do que supostos dirigentes partidários, predominam os donos, caciques da máquina partidária, tanto assim é que a democracia sequer é exercida, quando muito formalmente, a realidade é os diretórios estaduais e municipais não são chamados para nada, ou seja, a dita democracia interna não é praticada. Os Partidos Políticos brasileiros são meros cartórios para o também mero registro de filiação e menos ainda para programas partidários.

Na nossa região as mudanças de partido foram por conveniência e pouquíssimas por coerência.

Em todos os níveis o que não se levou em conta é o fato dos interesses do povo, que por sua vez, o eleitor, em sua grande maioria, vota na pessoa, até sem saber ou importar com partidos, um grandioso e lamentável círculo vicioso.

Fases de Fazer Frases (I)

Sucesso por acaso chama fracasso.

Fases de Fazer Frases (II)

Oportunidade não criada não é perdida.

Fases de Fazer Frases (III)

Tem diálogo que não carece de palavra.

Fases de Fazer Frases (IV)

Quem não tem palavra não pode dá-la.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

O fato gerou notícia, (dia sete) nesta Tribuna, compreensivelmente, mas que deveria ser normal no aspecto moral. Carlos Henrique Oliveira Nascimento achou numa agência bancária em Campina da Lagoa, 9.850 reais. Foi à Delegacia para entregar o dinheiro. Câmaras possibilitaram encontrar o dono do dinheiro.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

“Servidores de Luiziana pedem na justiça adicional de insalubridade para os motoristas do ônibus escolar”, noticia o Sítio CR3, semana anterior. Uma das alegações do Sindicato dos Servidores é a insalubridade proveniente da poeira, ao transitarem longas distâncias rurais. Não falaram da insalubridade do meio ambiente interno humano: transportar estudantes tendo que suportar a baderna, conforme a idade deles. Ironia a parte, pedem ainda o pagamento retroativo.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

Se eu sou bom, ou não, necessário ou contrário, continuo combatendo o estrangeirismo das palavras, sobretudo quando ela existe em bom português.

Recentemente a palavra da moda é “free flow”, novidade por causa do sistema de cobrança inerente as novas praças rodoviárias de pedágio. Em nossa língua a tradução é fluxo livre, sem dúvida mais fácil de falar e de escrever.

Outro exemplo recente e crescente é “tablet”, (pronuncia-se “táblet”), a tradução é comprimido em forma de prancheta. Até os meus colegas de profissão, (não todos)  professores adotam o inglês em vez do nosso português, cuja pronúncia é tablete, modo de falar que já existia por conta do chocolate, ou, fardos de maconha.

Farpas e Ferpas (I)

Se o desejo é uma ordem, consequências podem ser a desordem.

Farpas e Ferpas (II)

Paciência exige, mais do que tempo, calma.

Farpas e Ferpas (III)

Só é útil tapar o sol com a peneira se for à noite.

Farpas e Ferpas (IV)

Tem otimista a desejar que o pessimismo diminua.

Farpas e Ferpas (V)

Moscas de padaria tendem a ser diabéticas.

Farpas e Ferpas (VI)

Moscas de churrascaria tendem a ser hipertensas.

Sinal Amarelo (I)

Pessoa íntegra é quem não divide a própria moral.

Sinal Amarelo (II)

Saibamos tirar lições, colocando-as no lugar devido, na experiência.

Trecho e Trechos

“O tempo que você gosta de perder não é tempo perdido”. [Bertrand Russeli].

“O que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo”. [Belchior – Velha roupa colorida].

Reminiscências em Preto e Branco

“Ele é um bom partido”, diziam as mães de antigamente para as filhas casadoiras, em relação a um bom homem solteiro.

José Eugênio Maciel | [email protected]

* As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do jornal