Quais são os cândidos? O voto é para ser dado
A vida é feita de escolhas. Quando não se toma decisões, além da omissão, mais do que abrir mão de escolher, a consequência é que cada escolha interfere na vida, individual e coletivamente. É notório que o resultado das eleições determinará os que assumirão o cargo de prefeito e de vereador.
Considerando não existir um perfil e um conteúdo igualitário da sociedade, o fato é que os candidatos e todo o processo eleitoral espelham o que é a sociedade. Os postulantes representam o pensamento e a prática da cultura e da política diversas.
De onde vem a palavra candidatura auxilia compreender o seu significado histórico para também aplicá-lo na atualidade. Do grego candidus ou canditus significa aquilo que brilha, que tem luz, o que é puro, alvo, branco. Em Roma e na Grécia antigas, administrar ou cuidar os espaços públicos era uma prática relevante, uma honra quando cidadãos se ofereciam para serem os escolhidos. Assim, ao manifestarem tal interesse, os postulantes se vestiam de branco como símbolo de caráter ilibado, a pureza das ideias e das ações. Como se vê, uma propaganda evidente, estar de branco representava não ter mancha. É fácil fazer raciocínio conclusivo, hoje poucos poderiam efetivamente se vestirem de branco. Mas as exceções existem.
O voto é para ser dado e não poderia ser meramente uma força de expressão. Deveria ser na prática, o eleitor dar o seu voto. Entretanto, além de parcela significativa avidamente estabelecer a barganha do voto, sempre almejando obter uma vantagem particular, mesmo diante da proibição prevista na legislação eleitoral.
Além do voto que deve (ou deveria) ser dado, quais são os tipos de voto? E quais seriam as motivações determinantes para estabelecer o voto como escolha?
O voto é pessoal e intransferível, inviolável e secreto, podendo o cidadão expressar a sua vontade ou mantê-la em segredo. Em que pese a condição individual do eleitor, o exame de consciência e critérios que cada um possa deles se utilizar, não pode ser preponderante, ou seja o interesse e vontade individuais devem ser secundários, pois o interesse que deve se sobrepor é o público.
Votar em quem vai ganhar, não quero perder o meu voto. É possível que tais afirmações todos já tenham ouvido alguém – e muitos! – falaram diversas vezes. Os candidatos e os responsáveis pela propaganda investem em sondagens e quando as pesquisas são favoráveis procuram vender tal ideia, com o clima típico do já ganhou!. O eleitor supõe e mesmo acredita piamente que a eleição já está ganha para A, B ou C e que o voto dele não irá influenciar e mudar nada. Eu não quero perder o meu voto!, afirma muita gente. Mas como pode uma eleição já estar ganha se nem chegou o dia do pleito?!
O voto jamais é perdido, mesmo quando o candidato no qual se votou não figura entre os eleitos, não se perde o voto, mas sim a consciência de não ter escolhido quem realmente se imaginava ou desejava, trocando por outro apenas para estar com a maioria.
Um exemplo histórico serve para ilustrar, quando Collor foi eleito com a maioria dos votos, após ter renunciado devido à corrupção, praticamente não se achava um eleitor do Collor, parecia até que ninguém tinha votado nele. Se existe o já ganhou, pode ser que agora ou tempos depois, o já perdeu é uma situação que poucos assumem , como o candidato que compra voto, como se ninguém tivesse vendido.
Fases de Fazer Frases
Quem me vir indo pode não me ver vindo.
Olhos, Vistos do Cotidiano (I)
Mais uma no mínimo incômoda pendenga envolvendo o prefeito de Campo Mourão Nelson Tureck. O Tribunal de Contas do Estado acolheu a denúncia encetada pelo Observatório Social relativa ao transporte escolar. A Embracol venceu a licitação, mesmo tendo apresentado como proposta um valor que é o dobro da segunda colocada, a Emotur . Além disso ônibus que realizam o transporte têm 31 lugares, e o exigido pelo edital é de 44 acentos.
A situação faz aumentar o risco que o prefeito seriamente corre de não conseguir terminar o mandato, assim como continuar inelegível.
Olhos, Vistos do Cotidiano (II)
A propósito da situação do prefeito mourãoense, não se pode confundir o seguinte: A pressão que o prefeito tem; com a pressão que o prefeito faz, além da pressão sofrida por ele.
Olhos, Vistos do Cotidiano (III)
Foi possível notar nestas eleições que aumentou significativamente o número de candidatos se apresentando com apelidos, além do próprio nome, é claro. Alguns apelaram ao parentesco. Somente após o resultado das urnas é que se saberá se a divulgação do apelido contribuiu significativamente para o bom (ou ruim?) desempenho nas urnas.
Reminiscências em Preto e Branco
Ainda sobre apelido, quando eu fui candidato a vereador resolvi não registrar o meu apelido de infância, bem familiar e dos amigos dos tempos escolares, achava desnecessário. E foi na época da última eleição por cédula, aquela que tinha que escrever o nome e/ou o número.
Habitualmente acompanhava a minha saudosa mãe Elza no local de votação. Depois de depositar o voto na urna, verifiquei que ela estava emocionada. Ela disse aos mesários, estou feliz e honrada em votar no meu filho, espero que vocês façam ao mesmo!
Evidentemente que ela não poderia ter manifestado e logo pediu desculpas. Ela escreveu meu nome completo, sem apelido, que é Gudé.
