Qual história? A sua.

“Para as rosas, escreveu alguém, o jardineiro é eterno”.

Machado de Assis

Qualquer pessoa tem a história dela, até sem saber, sua vida dá um livro”. Em sala de aula como professor, conhecer o estudante tem a ver com a história de vida dele. No caso dos adolescentes, jovens, dois são os obstáculos comuns, acharem que não teriam o que contar (a palavra “história” é inibidora), e a dificuldade de produzir um texto.

Além da própria história não ter início com o nascimento mas sim a da família e o contexto até chegar a trajetória atual, por vezes desconhecem, por exemplo, a origem do nome, sobrenome… Sem culpá-los nem generalizar, o que falta é ter e praticar uma consciência da história, a de vida, quando contada, registrada, contribui para a compreensão, autoconhecimento, personalidade.

No ambiente educacional parece existir espaços só para grandes biografias como referenciais de lições e inspirações, registradas em livros, filmes, internet. Além de trazer informações e dados biográficos que tenho lido (um dos meus temas favoritos), sempre que oportuno cito fatos relacionados com a minha vida, positivos ou negativos, correndo o risco de parecer esnobe.

Recordei na minha apresentação a uma turna nova, que eu tive que ir acompanhado da minha mãe (saudosa Elza Brisola Maciel) na prefeitura para assinar o termo de posse no cargo de professor, pois eu era menor de idade.

Um estudante achou que não era interessante por eu ser menor de idade à época. Não quis convencê-lo do contrário. Não tive vergonha alguma de estar acompanhado de minha mãe. Nem quero inspirar ninguém, mas sim estimulá-lo a contar sobre fatos relacionados à vida deles.

Pode ser, o caro leitor crer que escrevi “tudo isso” para dizer que me tornei professor aos 17 anos. Se não é extraordinário, comum também não é. O que vale é prosseguir eu sendo aquele que incentiva e deseja saber a história dos meus alunos e todos têm uma para narrar, se tornar memória registrada.

Fases de Fazer Frases (I)

A brevidade não implica em abreviá-la.

Fases de Fazer Frases (II)

Todas as verdades não pressupõem desconsiderar uma só.

Fases de Fazer Frases (III)

Não é preciso todas as dúvidas para anular uma suposta certeza.

Fases de Fazer Frases (IV)

Não é imprescindível todas as certezas para neutralizar uma dúvida.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

Estudantes do Colégio Estadual Cultura Universal de Farol estiveram no Fórum Eleitoral em Campo Mourão, (dia 13). Quem tem 16 anos e menos de 18 veio tirar o título de eleitor.

Sem dúvida um excelente e inspirador exemplo. A ação cidadã teve o apoio da prefeitura local.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

A crescente e constante quede do fornecimento de energia, bem como a demora para restabelecer a luz, só fazem elevar as reclamações da população. O prefeito Douglas Fabrício inclusive convocou representantes da Copel em busca da solução. A Copel foi privatizada e “coincidentemente” graves problemas que antes sequer existiam, se avolumam. O que agiram celeremente foi a diminuição de funcionários. . Nesta Coluna já foi citado o fato de Goioerê, caiu a luz lá, tem que vir alguém de Ubiratã para resolver o problema.

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

Nas regiões Sudoeste e Oeste criadores de frangos e peixes estão no prejuízo com a morte dos animais, dada à falta de energia para a ventilação dos criadouros.

Olhos, Vistos do Cotidiano (IV)

“Basta um cachorro mijar no poste que Toledo fica sem luz”, charge no conceituado Jornal Gazeta de Toledo. O desenho tem um cachorro mijando no poste onde está escrito Copel.

Caixa Pós Tal (I)

Sobre a Coluna Irmão Egídio, semana retrasada, destaco duas mensagens, da viúva e do filho deles, respectivamente cunhada e sobrinho. Hilda do Amaral Brizolla Maciel: Me emocionei muito lendo e relembrando de tudo que vivemos juntos, como foi bom! Como a letra da música do Roberto tão bem descreve belos tempos, belos dias, ficaram nas saudades com certeza! Parabéns e muito obrigada”. E do filho Alexandre Augusto do Amaral Brizolla Maciel, meu sobrinho querido: “Muito obrigado pela linda mhomenagem, tio. (…) Como sempre, um texto maravilhoso. Ficam as lembranças, as alegrias e toda a admiração. Também fica a saudade que às vezes invade forte, como se quisesse arrebentar o peito. Hoje faz dois meses e ainda parece que não é verdade. Mas seguimos sentido a presença dele conosco, de alguma forma. E também com o coração em paz, por saber que ele não sofre mais e cumpriu a sua missão”. Irmãos do Egídio também se manifestaram, Maria, Rosira, Elio, Edna, Ednira, Elza e Edni.

Caixa Pós Tal (II)

Não imaginava que o seu Reinaldo merecesse a sua linda mensagem para ele, que merece. Depois eu descobri que o senhor costuma escrever sobre gente do povo. Obrigado!”. Falou o aposentado mourãoense Davi Gonçalves, sobre a morte do “seu” Reinaldo Emiliano de Oliveira, Reminiscências em Preto e Branco.

Farpas e Ferpas (I)

Tem que seja capaz por ter um capataz.

Farpas e Ferpas (II)

Coveiro experiente, quando morre, saber enterrar pode não valer nada para ele.

Sinal Amarelo (I)

Viva como se a vida fosse acabar hoje, mas não exagere.

Sinal Amarelo (II)

Para fazer papel de idiota qualquer ator encontra modelos facilmente.

Trecho e Trechos

“O sucesso sempre foi a criação da ousadia”. [Voltaire].

“Não há sucesso sem grandes privações”. [Sófocles].

Reminiscências em Preto e Branco

Marca da memória é o não esquecimento.

José Eugênio Maciel | [email protected]

* As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do jornal