Rebouças, irmãos negros geniais
A estrada de ferro Curitiba-Paranaguá é a comprovação do poder imaginativo e poético
de Antônio Rebouças, transplantado para o teatro da mais viril, ousada e impressionante
construção, graças ao espírito intrépido e indomável do engenheiro Teixeira
Soares. É considerada até os dias atuais a mais temerária imaginação
e obra da engenharia nacional
Livro comemorativo à construção férrea
Para ser e se sentir inteiramente paranaense, nascido ou criado nesta dadivosa terra, é preciso, entre outros importantes fatores, contemplar a serra do mar, também atravessando-a pela centenária estrada de ferro da Graciosa Curitiba- Paranaguá. Uma das mais belas vias com o trem litorâneo. Em todo o seu trajeto é possibilitado ao viajante sensações extraordinariamente marcantes de suspense ao se deparar com montanhas, abismos, precipícios em meio a sempre exuberante mata atlântica, como se os vagões fossem mergulhar nas nuvens de um céu azul a refletir nas abundantes cachoeiras a descerem íngremes das gigantescas montanhas e picos.
A sólida estrada férrea, constituída de sinuosas curvas, de túneis e pilares em todas as sua majestosa extensão não é apenas o resultado arquitetônico fabuloso, mas sim toda a concepção concreta de uma obra levantada de acordo com a sua precisão técnica, tão perfeita e sólida que ultrapassou cem anos ainda vigorosa em imponente.
Com 110 quilômetros, ela começou a ser edificada em 1872 e concluída em 1883. Os irmãos Antônio e André Rebouças eram engenheiros aplicados e conceberam tal projeto que por muito tempo ficou relegado. Não se acreditava, incluindo os europeus que, que fosse possível erigir tão complexa obra. Ademais, os irmãos engenheiros baianos eram negros e o Brasil não tinha vivenciado a abolição da escravidão (ocorrida formalmente em 1888). Os engenheiros Rebouças eram filhos do autodidata Antônio Pereira que tinha se casado com uma negra alforriada na Bahia. Culturalmente um homem influente, tendo sido deputado federal, proporcionou aos filhos estudos da melhor qualidade, formação técnico-profissional e moral.
Hoje como naqueles tempos, o trem corre seguro pelos trilhos da Graciosa transportando boa parte da safra de grãos do Paraná para o Porto de Paranaguá. A moderna estação dos anos 30 está preservada no centro de Curitiba onde funciona um moderno centro de compras no Bairro Rebouças, assim como uma importante avenida que homenageiam a altura os genais negros engenheiros.
A capacidade dos dois então jovens engenheiros negros é aqui registrada quando da Semana da Consciência Negra, exemplificando condizentemente a capacidade dos nossos negros em todos os sentidos presentes em nossa rica e bela diversidade cultural. São muitos os exemplos da presença do negro inerente à nossa miscigenação, a etnia de raízes profundamente africanas e abrasileiradas pelo sentimento que nos uniu, mesmo diante todas as agruras da escravidão inominável, mas também na alma de uma gente generosa e dona de si.
O sentimento de brasilidade tão bem desfraldada na arte de representar do grande talento nordestino e mourãoense do Cícero de Souza hoje com a apresentação dele no CENSE – Centro Socioeducação de Campo Mourão, exatamente enaltecendo a contribuição afro-brasileira ao longo da história e da atualidade, foi o Cícero, dono de uma verve singular envolvente e didática, que mencionou os engenheiros negros Rebouças, aqui enaltecidos como um dos muitos exemplos do Paraná da presença extraordinariamente fundamentais da beleza da nossa cultura, também negra, com indisfarçável orgulho.
Fases de Fazer Frases (I)
Oras! É uma contradição alguém que goste muito de relógios, mas não respeita horários. Horas!
Fases de Fazer Frases (II)
O cão ladino ladra para o homem a ladrar. O ladrado canino impede o ladrar do ladrão ladino.
Fases de Fazer Frases (III)
Não me diga com quem não andas e não te direi quem você deixará de ser.
Olhos, Vistos do Cotidiano (I)
Nem bem o grande traficante carioca Nem foi preso, circulou pela internet a comparação segundo a qual, se fosse o ENEM teria vazado.
Olhos, Vistos do Cotidiano (II)
É preciso ter muito cuidado para evitar ambiguidade, o sentido duplo na comunicação. Muitas vezes neste espaço exemplos foram dados. Falar ou escrever pretendendo comunicar de um modo e poder ser interpretado de outro gera até mesmo confusão. O caso a seguir é divertido e vale como lição:
– João, olhe para aquele cachorro com um olho só – pediu o amigo Pedro.
Prontamente João passou a olhar o cachorro com apenas um olho, tendo tapado o outro com a mão.
Na verdade Pedro queria dizer – e disse sem perceber o duplo sentido – que era o cachorro que só tinha um olho.
Fulano de tal está com a sua mulher. A mulher do fulano de tal ou com a de quem recebe a mensagem. É exemplo de duplo sentido. Lembro ainda dos meus tempos de estudante do Colégio Agrícola quando éramos designados para realizar a campanha de vacinação dos cães. Numa das casas o meu colega pergunta à mulher que nos atendeu, tem cachorro para vacinarmos?. Sim, tem o cachorro do meu marido, disse ela, quando então apareceu o marido dela dizendo que não seria ele o vacinado.
Reminiscências em Preto e Branco
Como roupas velhas, que podem estar puídas. Roupas que ainda servem, mas evidenciam não estarem na moda. Assim é o passado. Todavia, a moda vai e volta. As roupas do passado não tão antigo servem, notadamente em quem está sem presente de moda.
