É verdade, notícias falsas
Achar todo mundo acha, sobre tudo sem limites mas pelo patamar de seu
pouco entendimento e conhecimento. Fatal é falar sobre o que não se
conhece e ainda apresentar críticas e soluções.
Ricardo V. Barradas
É crescente e grande a preocupação com as notícias falsas. Com o início das campanhas eleitorais a quantidade e o número delas devem aumentar. A preocupação, mesmo não exagerada nem deveria ser a primeira ou a maior de todas.
As notícias falsas sequer deveriam existir. Se elas não podem ser evitadas, pois sempre encontrarão meios para nascer e se proliferar, é verdade também que a boataria está com a vida curta, ante as imensas e diversificadas possibilidades de verificação.
O brasileiro não lê ou tem hábito irregular e bem baixo. Não se interessar pelo noticiário é apenas reflete tal comodismo. Quando se interessa ou é facilmente atraído pelas notícias é hipnotizado pelo sensacionalismo, a informação como espetáculo.
Notícias falsas servem como esfarrapada desculpa, e o mesmo brasileiro de modo geral pode afirmar não se interessar pelo noticiário devido as mentiras.
Os próprios meios de comunicação estão se dedicando tanto a alardear sobre os perigos das falsas notícias que acabam mexendo num vespeiro que se volta contra eles.
Reduzir praticamente a zero o risco de sermos levados a crer nas notícias falsas começa em saber as fontes. Os veículos de comunicação que primam por um jornalismo profissional que, entre outras ações e providências, apure bem os fatos, todos os ângulos, versões e tenha isenção.
O título de uma notícia, produzida para chamar a atenção do público não deve bastar. O título é uma síntese, menciona um principal fato ou mesmo aquele que mais interessará o público. Apenas ler o título, ouvir a manchete é perigoso. Quem assina a matéria e qual o veículo de informação é outra atitude que devemos ter, onde conterá a própria credibilidade. Erros ortográficos, falta de argumento e lugares-comuns são indicativos e características das falsas notícias. É essencial saber a data de publicação.
O boato sempre existiu na história. Hoje ele é maior e se espalha rapidamente pela agilidade e diversificação dos meios para plantar a notícia de um fato que jamais existiu.
Sem desejar defender a política e principalmente neste processo eleitoral, mentiras ou verdades escondidas têm grandes plantações em todos os segmentos sociais, na economia, na religião, na escola, na propaganda e na publicidade, nas redes sociais, na medicina, no esporte, no currículo para emprego, nas relações amorosas, ditados não só pela ignorância pura e simples, mas também pela conveniência e desejo de produzir ou espalhar mentiras.
A dimensão territorial e nossa diversidade cultural são ocupados por rios, roupas e lavadeiras de todos os tipos. Sujeiras torcidas, verdades distorcidas.
Fases de Fazer Frases (I)
O prolixo sempre tem palavras a mais, sem achá-las demais.
Fases de Fazer Frases (II)
Não ter o que fazer é ter-se por fazer nada.
Fases de Fazer Frases (III)
Vês a véspera, é a espera da vez.
Fases de Fazer Frases (IV)
Sem graça é quem não tem a graça de ser.
Fases de Fazer Frases (V)
Só a Sônia não tem insônia. E sonha só a Sônia.
Olhos, Vistos do Cotidiano
Na Coluna anterior foram citados acidentes de trânsito com a fuga de quem deveria prestar socorro as vítimas. Nesta semana mais um caso assim. O até quando tem que ser repetido.
Reminiscências em Preto e Branco (I)
Rarefeito é o tempo raro refeito.
Reminiscências em Preto e Branco (II)
O velho sapato puído descansa depois de tantas jornadas. De sola assolada, é calçado pelo fim, não dá mais pé.
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Por José Eugênio Maciel | [email protected]
