Vestir um santo descobrindo outro
“Cada problema esconde uma oportunidade tão poderosa que o ofusca completamente.
As maiores histórias de sucesso foram criadas por pessoas que reconheceram
um problema e o transformaram em uma oportunidade.”
Joseph Sugarman
O ditado popular, título desta Coluna, se aplica ao julgamento da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho – TST, que, por unanimidade, decidiu, os bens de um soldador são impenhoráveis, tendo em vista serem ferramentas de trabalho.
A relatora do caso, ministra Maria Helena Mailmann, apontou, consubstanciada no Código de Processo Civil (CPC, artigo 833):
“Livros, máquinas, ferramentas, utensílios, instrumentos ou outros bens necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado pessoa física são impenhoráveis”, decidiu.
O soldador tinha sido condenado a pagar a dívida de 369 mil reais, e reconhecer o vínculo laboral de um empregado, quando, na fase de execução, pagaria por serviços prestados pelo funcionário, entre 2013 a 2016. O credor da dívida quis rediscutir o caso, mas o Tribunal Superior do Trabalho manteve a decisão da impenhorabilidade conforme sentença exarada pelo Tribunal Regional do Trabalho de Goiás.
É evidente que, caso ficasse sem as ferramentas e os equipamentos o soldador não teria como sobreviver, se manter e a família, quanto mais pagar o empregado autor da reclamação laboral.
Problema resolvido? Sim, para o soldador.
E o trabalhador que teve reconhecido o vínculo empregatício com o mesmo soldador? E que ficou sem receber o que alegou ser direito dele?
Eis o caso que bem se aplica o referido ditado.
Fases de Fazer Frases (I)
Não existe ciência sem lógica.
Fases de Fazer Frases (II)
Não confundamos: O Constante mente; com o constantemente
Fases de Fazer Frases (III)
Não confundamos: A lição com ilação.
Fases de Fazer Frases (IV)
Um verso pode ser controverso, assim como contorcer pode distorcer.
Fases de Fazer Frases (V)
Tudo não faz sentido quando o nada é sentido.
Fases de Fazer Frases (VI)
A consciência é a premissa do autoconhecimento.
Fases de Fazer Frases (VII)
Até mesmo o que deixamos jamais é perdido completamente.
Olhos, Vistos do Cotidiano
Jair Elias dos Santos, historiador do Museu de História, Imagem e Som Deolindo Mendes Pereira de Campo Mourão, gentilmente me enviou uma cópia extraída do arquivo, recorte de uma matéria publicada por esta Tribuna do Interior, em 1989, véspera das eleições para presidente, segundo turno: Maciel: ‘A história e o tempo irão fazer justiça a Ulysses”. Eu era então o presidente estadual do Conselho de Ética do PMDB do Paraná.
Ulysses Guimarães concorreu para presidente do Brasil mas teve uma votação baixa, embora seja um dos principais próceres do combate a ditadura e defensor da redemocratização, liderando a Assembleia Nacional Constituinte, que nos deu a atual Constituição – 1988. Tal período, revisitado para conhecimento, e reflexão, o personagem Ulysses é um notório protagonista das causas populares de nossa gente.
Agradeço ao Jair, também pelo envio frequente das atividades do Museu, como ultimamente o restauro do livro de posses dos prefeitos mourãoenses e a prestação de contas da citada instituição municipal.
Farpas e Ferpas (I)
Não dê as costas nem para o espelho.
Farpas e Ferpas (II)
Se pecados não se consegue escondê-los, não precisa escancará-los.
Farpas e Ferpas (III)
Pesa a consciência pelo mal que faz ou pelo bem deixado de fazer.
Farpas e Ferpas (IV)
Escolha bem o calçado para um longo trajeto, para não reclamar da estrada.
Farpas e Ferpas (V)
Entre meio o amigo e o inimigo, o que se tem é o umbigo.
Sinal Amarelo (I)
Advir o que pode advertir, há de vir.
Sinal Amarelo (II)
Se preciso uma longa prece, na oração não se apresse.
Sinal Amarelo (III)
Só ouvir não basta, é bom meditar.
Trecho e Trecho
“Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar”.[Darcy Ribeiro].
“Quanto mais alguém se aproxima da perfeição, menos a exige nos outros”.[Pettit-Senn].
Reminiscências em Preto e Branco – Reinando, aplauso, silêncio no Estádio.
“O silêncio é um amigo que nunca vai”. [Confúcio].
O momento final é um misto de aplauso e silêncio. É o da capacidade máxima e da arquibancada sem ninguém. Das bandeiras tremulando e aquelas pretas, enroladas pelo luto. Os quero-queros e corujas no gramado a cantar ou recolhidas ante a falta. Afinal, o final, depois de mais de quatro décadas, como caseiro e zelador do Estádio Municipal Roberto Brzezinski, Reinaldo Emiliano de Oliveira, aos 75 anos, despediu-se da vida, no último dia 10, após lutar bravamente contra o câncer.
Sem dúvida uma das figuras mais populares de Campo Mourão, prosa interessante, humilde. O Estádio era a casa dele, fazendo-o ininterruptamente o papel de anfitrião, recebia a todos com a mais elevada consideração, prestativo, atento e, com a humildade que lhe era característica, assim tratava a todos.
“Seu” Reinando continuará a ser, pela memória ao menos, o retrato daquele Estádio, o centro esportivo, que nem na imagem a face dele.
José Eugênio Maciel | [email protected]
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