Vícios por Vinícius

Tomara

Que você volte depressa

Que você não se despeça

Nunca mais do meu carinho

E chore, se arrependa

E pense muito

Que é melhor se sofrer junto

Que viver feliz sozinho

Vinícius de Moraes 

            O centenário de nascimento do Vinícius Moraes, que nasceu no Rio de Janeiro em outubro de 1913, dia 19, está sendo devidamente lembrado através de uma série de atividades lítero-culturais, especialmente nos estabelecimentos de ensino e através dos meios de comunicação. As homenagens se caracterizam pelo carinho em torno da vida e a obra do nosso poetinha.

            Vinícius viveu intensamente, o tempo dele era mesmo o quando. A grande qualidade do Vinícius de Moraes é o de ser ao mesmo tempo o artista clássico e o artista popular, ora nitidamente cada um, ora a soma de tais tipos, com inegável talento, singular inspiração, notável interpretação de sentimentos reais e sonhos idealizados.

            O centenário de nascimento nos dá a certeza o quanto ele é atual, autêntico, verdadeiramente  capaz de expressar o pulsar das nossas vidas, na simplicidade da nossa existência ou na sua complexidade. Vinícius talentosamente tornou a Música Popular Brasileira bem popular, bem mais brasileira. Consolidou uma concepção, toda música é mais música quando a letra é poesia; e toda a criação poética é base para a musicalidade. É por isso que declamar os sonetos e versos é cantar; como o cantar é declamar na sonoridade das palavras tocadas pelo e para o coração.

            As parcerias que formou ao longo da sua rica carreira, como as com Tom ou o Toquinho refletiam a necessidade dele de ter, cultivar e entrelaçar amizades para a criação e para o próprio expressar da obra. A boemia, os raios da luz artificial ou a claridade da lua branca eram melhores que o dia dito normal para os outros.

            Letrista, compositor, poeta, ele foi também um grande frasista, cabendo registrar, entre as muitas, as seguintes declarações: Mesmo que o amor que não compensa é melhor que a solidão;  Tomara que a tristeza te convença, que a saudade não compensa e que a ausência não dá paz; A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida

            Em parceria com Tom Jobim, Vinícius é enaltecido por três canções tantas vezes interpretadas por nomes ilustres da nossa música brasileira, e que o povo sempre sabe cantar algum trecho, ao menos, dos seus maravilhosos versos, tais como as canções Garota de Ipanema, Chega de Saudade, e , para terminar, uma das mais lindas canções brasileiras de todos os tempos, Eu sei que vou te amar, composta com Jobim em 1963: 

Eu sei que vou te amar

Por toda a minha vida eu vou te amar

Em cada despedida eu vou te amar

Desesperadamente, eu sei que vou te amar

E cada verso meu será

Prá te dizer

Que eu sei que vou te amar

Por toda minha vida

 

Eu sei que vou chorar

A cada ausência tua eu vou chorar

Mas cada volta tua há de apagar

O que esta ausência tua me causou

Eu sei que vou sofrer

A eterna desventura de viver

A espera de viver ao lado teu

Por toda a minha vida

Fases de Fazer Frases (I)

            Fazer de tudo um pouco? Ou fazer aos poucos tudo?

Fases de Fazer Frases (II)

            Aquele que é perdoado e nunca perdoa carrega o nunca do perdão

Olhos, Vistos do Cotidiano

            No próximo dia 26, sábado, às 11 horas da manhã no SENAC de Campo Mourão, o Gilmar Cardoso e eu iremos lançar o nosso livro de poesias Juntos… Poesia nossa de cada dia. O convite é para todos e recebê-los será uma honra imensa. O evento faz parte da Bienal do Livro e Leituras de Campo Mourão   

Reminiscências em Preto e Branco

            Vale novamente os dizeres do Vinícius – A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida, e o definitivo, quando a vida deixa de existir, é o pior deles. É o caso da apresentação do nosso livro realizada por Rubens Luiz Sartori, que infelizmente nos deixou recentemente. O conteúdo está na contracapa e será conhecido quando do lançamento.