Você controlaria o que os seus filhos assistem na TV…
Você controlaria o que os seus filhos assistem na TV só uma vez a cada quatro anos?
O título desta Coluna foi extraído do sítio Voto Consciente, um espaço de mobilização pela participação da sociedade nos destinos governamentais. Nem carece tecer maiores comentários, é público a indiferença ou indignação de expressiva parcela da sociedade, avessa ao envolvimento político-partidário e, quando muito, ela reclama, condena e não se sente absolutamente responsável por quase nada nem pelo voto dado.
Hoje é dia das eleições municipais. Fazer história, traçar o destino, escolher legitimamente quem irá ocupar o cargo de prefeito e quais os que serão vereadores depende do eleitor.
Alguns chavões mesmo muito usados ainda servem ao menos como ideais, a única condição que acompanha o eleitor no momento em que ele é o único diante da urna eletrônica é a consciência dele. Ao votar, o eleitor deve considerar, acima de tudo, o interesse público, no caso de toda a sociedade, e não o interesse dele em particular, embora a sua vivência individual para a compreensão política de todo o processo eleitoral seja importante.
É imprescindível advertir, não existe eleição ganha ou perdida antes de encerrada a votação, por mais que haja um sentimento preponderante que possa ser percebido, caberá ao eleitor votar em quem ele acredita ser o mais preparado.
Embora mereça respeito, aliás, ínfimo pelas motivações mas não pelas atitudes, anular o voto ou votar em branco não serve rigorosamente para nada, uma vez que apenas os votos válidos é que efetivamente pesarão. O eleitor se anula, passa em branco, se omite quando assim o faz, e em geral é também uma deslavada desculpa para não participar, não se envolver, não ter qualquer ônus. É comum quem anula ou deixa em branco ser o que mais reclama, que mais aponta defeitos, cruza os braços e sair de fininho.
O importante a ressaltar diz respeito aos que ao seu modo acompanharam o processo eleitoral, examinaram propostas, buscaram informações, estiveram atentos para dar um voto consciente ao escolher, decidir, exercendo a cidadania.
A história e a política não são frutos do acaso. Tudo espelha o que o ser humano como agente social faz ou deixa de fazer, pois quem não gosta de política é governado por quem gosta, é o ditado.
Fases de Fazer Frases (I)
Quem não conhece o que escolhe é acolhido pelo desconhecido.
Fases de Fazer Frases (II)
Quem não conhece e não escolhe é escolhido pelo desconhecido que escolhe.
Fases de Fazer Frases (III)
Ao votar, o eleitor só vê a foto dos candidatos. Bom se enxergasse o retrato do próprio povo.
Olhos, Vistos do Cotidiano (I)
A que ponto os mourãoenses chegaram, numa encruzilhada sem sinaleiro, ainda. De tanto esperar, empresas situadas próximas umas das outras – COAMO, Paraná Supermercados e Paraná Diesel – irão pagar o sinaleiro a ser instalado na BR 158, saída para Maringá (prolongamento da avenida Cap. Índio Bandeira). Não é nenhuma novidade a omissão da prefeitura, Supermercados Muffato bancou o semáforo na Perimetral Tancredo Neves.
Olhos, Vistos do Cotidiano (II)
Se não existe dinheiro público para a colocação de dois semáforos, prova que a recuperação das vias públicas (em passado recente repletas de buracos), a situação só foi mesmo resolvida devido ao governo estadual liberar recursos para a nova pavimentação.
Reminiscências em Preto e Branco (II)
Futebol, política e religião não se discute, é o ditado, bem conhecido. É cômodo e útil aos que dominam e manipulam tais instituições e o resultado (embora não total) é alienação ou ausência de uma postura crítica.
Para ilustrar, ficando a critério do caro leitor dá bola ou não; Futebol: Marcado para a última quarta, o jogo Argentina e Brasil não aconteceu por falta de iluminação pública suficiente. O jogo deve acontecer ou o Brasil fica com o troféu por ter vencido a primeira partida? O mensalão influenciará ou deveria influenciar as eleições municipais? Um candidato a vereador em Campo Mourão se apresentou intitulado como padre, embora tenha se unido a uma mulher, que depois largou e retomou o matrimônio. Nesse ínterim pediu ou pedirá desligamento? Continuará a usar o título de padre mesmo estando casado de fato?
Reminiscências em Preto e Branco (II)
Uma das expressões faciais mais conhecidas de Campo Mourão despediu-se da vida, José Carlos Diniz, o popular Garçom Zé Tropical, exercia com zelo singular a profissão, possuidor de uma disposição e simpatias ao servir bem próprias dele. O sorriso e bom humor espontâneos eram peculiares, marcas extraordinárias, com brilho e brio.
