Acordo espúrio
Esta coluna tem crédito para criticar o acerto feito por Lula para garantir 1 minuto e ½ do PP paulistano para seu candidato Fernando Haddad. Acordo com Paulo Maluf, na residência deste por exigência do próprio, a que Lula se submeteu. Recentemente, ao falar da Petrobras, defendemos a postura de Maluf que, com sua Paulipetro obrigou a estatal petrolífera a abrir mão do seu monopólio, realizar acordos com empresas internacionais, para achar petróleo. Uma coisa é uma coisa; outra é outra! O mérito dele no episódio petrolífero fica restrito a isso. Nada a ver com o Maluf hoje impedido de sair do país pois procurado pela Interpol. Por conta de suas contas no exterior que ele continua a afirmar: Nego!. O acordo com Maluf coroou a série de erros que Lula cometeu ao deixar o poder. Combina porém com a imagem que passou durante os oito anos de seus dois mandatos; a de que pelo poder, tudo é válido. Inclusive jogar pela janela o capital político que o PT acumulara como oposição e que, como se viu nos acordos com Sarney e Collor, na ação dos mensaleiros, dólares na cueca, dinheiro dos aloprados, suborno de Waldomiro Diniz e outros que tais, mostrando que as visões do ex-presidente, nada têm de compromisso com a ética. Só com o voto e o poder. Até agora o candidato do PT à prefeitura de São Paulo só teve uma postura: posar de fantoche. É bom para ele que Lula se recolha ao ostracismo momentâneo para que um Haddad repaginado (cabelos, roupa, sorriso, tudo novo, pontuado pelos marqueteiros) possa mostrar a que veio.
Memória fraca
Há um equívoco entre políticos experientes. Afirmam, coisas que se sabe, não serão tornadas realidade. Caso da afirmação de Ideli Salvati de que até a eleição o povo já terá esquecido a histórica foto de Lula com Maluf. Ledo engano! O povo descrente e desinteressado pode não se lembrar. Os marqueteiros adversários, não!
Antecipando-se…
A propósito de marketing político, corre na praça de Curitiba a versão de que o grande patrimônio do casal Luciano e Marry Ducci, teria sido revelado à revista Veja pelo ex-presidente da Câmara curitibana, Caio Derosso. Represália ao abandono a que foi entregue quando de seu recente drama político.
…aos gênios do mal
A coluna tem outra visão: entende que a jogada de denunciar agora, antes do ardor da campanha, o fantástico patrimônio do prefeito e sua esposa, foi uma jogada de seus marqueteiros. Outras questões poderão ser levantadas, menos a origem. Sabem agora que os Dalprá, avô, pai e tios da Doutora Marry, são agropecuaristas há muitas décadas.
Mais promessas
A Rio+20 repetiu o resultado do encontro realizado em 1992. Muita conversa e pouco resultado. Até porque decisões tomadas na primeira ainda não foram cumpridas. Além do que, as principais lideranças do mundo estiveram ausentes. Valeu pela mobilização das diversas entidades que mostraram que esse não é o futuro que queremos.
Sábado decisivo
Este sábado pode dar rumos definitivos às campanhas de pelo menos uma coligação e um partido: coligação PDT/PT que faz sua convenção com a presença do casal de ministros que apoia Gustavo Fruet: Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo. Também o PMDB decide seus rumos: ou vai de Rafael Greca ou de Reinhold Stephanes Jr.. Não será surpresa se a vitória couber ao Júnior, uma composição com Luciano Ducci, com um peemedebista de vice. Talvez até o próprio.
Em choque
O professor René Ariel Dotti, uma das mais respeitadas culturas jurídicas do país, vai ser homenageado pela Associação dos Ex-Alunos da UFPR, presidida pelo também renomado neurocirurgião Affonso Antoniuk, com medalha e diploma da instituição. Por coincidência, outro advogado ilustre, o ex-Ministro do STJ, Milton Luiz Pereira, recentemente falecido, da mesma geração de René, foi homenageado em Campo Mourão, cidade em que foi prefeito. O fórum da Justiça Federal de lá passa a ser denominado Fórum Ministro Milton Luiz Pereira.
