Adesão precipitada

A adesão do PMDB ao governo Beto Richa já começa a criar problemas, além do descontentamento de deputados que ajudaram a eleger Beto e hoje discordam da divisão de poder que são obrigados a aceitar. A derrota na tentativa de retirada de assinaturas da CPI do Pedágio está colocando em xeque a liderança de Ademar Traiano, do mesmo PSDB do governador, em favor do retorno de Luiz Cláudio Romanelli à Assembleia (PMDB, licenciado para ocupar a Secretaria do Trabalho), para ocupar a liderança. No caso Traiano seria líder dos tucanos. Se se tratar de uma jogada dos deputados descontentes com a adesão do governo ao PMDB, o que pode ser provável na medida em que entendiam os componentes iniciais da base governista que o governo teria maioria sem os peemedebistas, trata-se de uma sacada genial. Até porque muitos deles que fizeram oposição cerrada ao governo de Roberto Requião durante oito anos, casos dos próprios dirigentes tucanos Valdir Rossoni e Ademar Traiano, que agora se vêem obrigados a ceder espaço para adversários que deitaram e rolaram no período anterior, entendem que o PMDB, partido com vocação governista, viria de graça, sem terem que  ocupar cargos como o do próprio Roma, que foi líder de Requião na AL, beneficiando-se em muito desse cargo, precisasse ser nomeado Secretário do Trabalho. A reforçar seus argumentos o fato de na eleição municipal curitibana, hoje fundamental para a continuidade do governo Beto em 2014, o PMDB ter a candidatura própria de Rafael Greca, lançada por Requião, colocando em risco a reeleição de Luciano Ducci em que o governador joga todas as fichas e seu futuro. A assessoria do atual governador precisaria ler um pouco mais Maquiavel.

 

Futuro incerto

A expectativa do governo ao ceder parte do poder aos peemedebistas reside na certeza de que o PMDB não irá coeso com Greca. Mesmo assim, com a possibilidade real de um segundo turno, se vários como o PPS, PT e PV tiverem candidatura própria, como anunciado no sábado pelo PSC de Ratinho Jr., a força do governo federal em cuja bancada quase todos atuam, certamente os levará a um apoio a Gustavo Fruet.

 

Contestação

A propósito: no cenário nacional em que uma debandada de parlamentares de todas as origens é anunciada em favor do novo PSD que já se anuncia governista, a decisão do TSE homologando o partido, é sujeita a recurso. Além disso, a vaga de parlamentares que não tenham participado do lançamento do partido e aderido posteriormente, será questionada pelos Democratas. É condição fundamental!

 

Esmola demais…

O mesmo que ocorreu no Paraná durante a campanha eleitoral de 1998, quando o preço do pedágio foi reduzido, beneficiando o próprio Jaime Lerner  que os implantara nas estradas federais concedidas a preços extorsivos, para logo em seguida voltar aos preços atuais, também ocorre nos pedágios implantados pelo governo federal, a preços baixos,  na campanha  de Dilma Rousseff. Nas novas concessões,  na BR-101, no Espírito Santo, novas regras passam a vigir. Diminuem as exigências de obras ao início.

 

Má gestão

O relatório em preparação pelo deputado Marcelo Rangel, fruto das investigações realizadas pela CPI da Saúde na Assembleia, vai mostrar claramente que o problema do setor não é apenas de dinheiro. A principal falha, a ser apontada é a gestão incompetente. É o que se deduz das explicações dadas em entrevista à Band News, pelo vice presidente da Comissão, deputado Leonaldo Paranhos.

 

Em choque

Hospitais por coincidência inaugurados e ainda não equipados estão entre os legados do governo anterior ao secretário de Saúde do governo atual. Ainda agora o programa Hospsus anuncia o repasse de R$ 3 milhões ao Hospital do Idoso, em Curitiba. Destina-se à compra de equipamentos. Esse hospital anunciado com foguetes e bumbos anteriormente, só estará funcionando em 2012. Terá  141 leitos –24 em UTIs.