Alerta!
Do muito que se falou e ainda vai se falar sobre a vitória de Gustavo Fruet, refletindo o espírito conservador
do curitibano, reconhecido pelo próprio Ratinho Jr. que se disse, ao reassumir seu programa de rádio, vítima de preconceito – pelo apelido, vale lembrar uma verdade detectada pelo jornalista Aroldo Murá, que as entrevistas posteriores nas emissoras de rádio e TV confirmaram cabalmente. Também Gustavo foi vítima de outro tipo de preconceito: este contra o PT. Entre as inúmeras entrevistas confirmando que votei em branco, ditas por muitos, outras afirmavam: votei no Gustavo, não no PT. Votos brancos que a coluna já antevia, assim como o fantástico índice de abstenções que denota a necessidade de mudanças que os políticos tradicionais não promovem por contrariar seus interesses, também confirmaram a não aceitação da aliança a que Gustavo Fruet teve que recorrer ao lhe ser negada a legenda, numa decisão política das mais infelizes, pelo seu partido de origem – PSDB. A coluna se atreveria a afirmar que a Beto Richa faltaram, nas últimas decisões, a presença de um conselheiro como Affonso Camargo Neto (falecido neste ano) e seu padrinho Euclides Scalco, cujo afastamento deve-se possivelmente a descontentamento com algumas presenças no governo com as quais não pactua. Ainda agora, em plena campanha, perde também o apoio de um leal companheiro de seu pai, o advogado Carlos Eduardo Rosa, o Maninho. Imaginar que Beto, derrotado aqui e em Londrina e, com meias vitórias em Cascavel, Maringá e Ponta Grossa está com seu futuro comprometido é meia verdade. Um político da sua estirpe nem precisa ser como Fênix e ressurgir das cinzas. Recebeu um alerta que certamente, bom entendedor que é, valerá para uma revisão em seus métodos. Quiçá, em algumas companhias!
Memória
Interessante! Muito se discorreu sobre a coincidência entre os 30 anos decorridos da chegada de Maurício Fruet ao Palácio 29 de Março (Prefeitura de Curitiba) e a eleição de seu filho Gustavo, agora para o mesmo cargo. Verdade que se não tivesse sofrido uma rasteira de seus companheiros do PMDB requianista em 1990, Gustavo pudesse ter chegado antes ao cargo. A situação de agora, fez reviver a memória já pouco lembrada (como costuma acontecer a todos que se vão) de Maurício fruet.
Brasileiro cordial
Poucos leram um livro que conta parte substancial de sua vida, escrita por Hugo Santana (que foi seu Secretário de Comunicação na Prefeitura) e Sandra Pacheco. Esse delicioso livrinho (no tamanho – 130 pags.) que recebeu o feliz nome de Maurício Fruet – Um Brasileiro Cordial, resgata um pouco da trajetória alegre mas responsável do pai do Guga. Este por sinal escreve na contra-capa sobre o próprio pai:
Brasileiro cordial (II)
Neste balanço, reconhecendo acertos e erros, talvez a grande marca seja a de não guardar ressentimentos; não fazer da atividade pública um instrumento para identificar aliados e adversários. Foi possível conhecer de perto a traição. Mas, mais importante, a solidariedade. Que o filho siga o exemplo de Maurício; ele que ainda jovem, já foi também vítima da traição.
Protagonistas
Entre os personagens que voltaram à tona nesta campanha de Gustavo Fruet, que encerra muitas carreiras políticas do Paraná, destaque para Osmar Dias, exemplo de político sério, além de dois brizolistas: Wilson Picler e Jorge Bernardi. Marcando igualmente a presença fogueteira (fisicamente quase irreconhecível) desse competente Gerson Guelmann a quem Jaime Lerner tanto deve.
Em choque
As especulações sobre 2014 já estão no ar. Lembrando, por oportuno que apenas três cargos, dos mais cobiçados, estarão em disputa: governador, vice e apenas uma vaga ao Senado: a de Álvaro Dias. Em alta no cenário nacional mas menos articulado no estadual, tentará ele um novo mandato? Na outra ponta, reeleição de Beto, com Gleisi na disputa? Gustavo estará acomodado mas Carlos Massa Jr. (Ratinho Jr.) não poderá ser ignorado!
