Alvo errado
Ou sai ou racha, foi a manchete do caderno Vida Pública, da Gazeta do Povo de Curitiba, quarta-feira. A matéria referia-se aos empréstimos que somados dariam ao governo do Paraná, R$ 1,1 bilhão de reais, suficientes para tirar o estado do sufoco em que se encontra pela ação rasteira de políticos ditos paranistas. Mais uma vez, outro empréstimo de R$ 817 milhões, estava deixando de ser repassado ao estado, valor restante dos R$20 bi que o governo liberara a todos os estados da Federação para fazerem frente à crise implantada no mundo à partir de 2008, por intervenção do senador Requião. Felizmente para o governo, o ministro Marco Aurélio de Mello, no STF, liminarmente determinou a liberação desse recurso, ontem. Não fora isso o senador repetiria o prejuízo que causara ao governo de Jaime Lerner, em relação a empréstimo japonês conseguido pela Sanepar. Requião, poucos sabem é, além de colecionador de armas, um grande atirador. Passava horas, durante seus governos, no stand da Polícia, praticando tiro ao alvo. Tem assim consciência de que, ao tentar atingir Jaime Lerner, por quem nutria uma inveja doentia, como agora, ao invés de acertar no governador, está de novo acertando no povo do Paraná, ao qual, os projetos a serem realizados com tais recursos, irão beneficiar. Imagem que o deputado Elio Rusch cunhou, em pronunciamento recente. Mais uma vez é dada a oportunidade aos senadores do Paraná de provarem, já que os outros projetos sobre financiamentos, terão que passar pelo Senado, a quem eles representam realmente. Ao Paraná, ou a projetos pessoais menores.
Imagens…
Sem a presença de Lula, com viagem de última hora marcada aos EUA, o PT repetiu neste fevereiro sua festa de aniversário. Com críticas inclusive da presidente, relançada à presidência, embora com resistência de alguns petistas que gostariam de, se a situação complicar-se, terem Lula no pódio. Dos pronunciamentos a merecerem análise de importantes jornalistas como Dora Kramer, o destaque para Rui Falcão, presidente do PT.
…infelizes
Sua fala foi repleta de expressões como neopassadismo, novovelhismo, dinossauros da política, velhas oligarquias, sem se lembrar que possivelmente Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Collor de Mello, Paulo Maluf, que representam ‘a modernidade da política brasileira’ e apóiam o atual governo, talvez não gostassem dos termos ali colocados, ao terem conhecimento do pronunciamento. A expressão ‘modernidade’ diante desses nomes, hoje enterrados até o pescoço no governo Dilma, equivale a ‘falar em corda em casa de enforcado’.
Em tempo
Um edital complementar do Tribunal de Justiça do Paraná, atendendo a exigências do CNJ em relação ao sistema de pontuação nos concursos para preenchimento de vagas em cartórios extra-judiciais do Paraná, foi publicado. A pontuação deixa de ser contabilizada, diante da denúncia de compra de diplomas e pós-graduações que enriqueceriam os currículos de candidatos.
Substituição complicada
A substituição de Fernando Pimentel no ministério de Desenvolvimento, por empresários de prestígio, está difícil. Dois nomes cogitados Josué Gomes da Silva e Abílio Diniz, declinaram do convite. Depois da passagem do mega-empresário Jorge Gerdau pelo governo, que apontou a impossibilidade de administrar com 39 ministérios e acabou falando sozinho, novos convites estão encontrando resistência entre gente de peso.
Em choque
Certas categorias do serviço público no Brasil, o Paraná não é exceção, não têm senso de oportunidade. A tentativa que hoje se faz na Assembleia do Paraná, em votar um auxílio-moradia à magistratura, peca não apenas pelo fato do CNJ, liminarmente ter negado o benefício a cinco tribunais do país, entre eles o Regional do Trabalho daqui, como à inoportunidade, quer pela situação da folha de pagamento do Estado, como pela urgência em atender outros setores menos abonados.
