Caixa postal lotada

A possibilidade  aventada por esta coluna em relação ao atraso com que a Secretaria do Tesouro Nacional liberou três dos sete empréstimos negociados pelo Paraná, a modo que, tendo ainda de passar por outras instâncias governamentais para só então chegar ao Senado, o que praticamente permitiria que apenas um deles fosse realmente utilizado pelo atual governo, lotou a caixa postal com opiniões divergentes. Situação absolutamente normal, quando a coluna emite opiniões sobre assuntos controversos. A maioria dos e.mails,  gente criticando o pessimismo do colunista por imaginar interferências políticas em assuntos absolutamente técnicos. Um velho ditado popular cabe numa situação como esta, em relação ao atual governo deixar órgãos com independência de atuação: quem não te conhece que te compre. Pois se até no STF já se tem dúvida da isenção com que os embargos infringentes serão julgados, com a maioria em  que o governo está agora  pelas novas indicações, que dirá de órgãos como uma Secretaria vinculada ao Ministério da Fazenda. A menos que os novos ministros do Supremo, mesmo nomeados pela presidente Dilma, ajam com a independência que um Joaquim Barbosa, indicado por Lula, assumiu. A prova cabal da afirmação do colunista foi a nota de repúdio assinada pelo dirigente maior da STN. Visou não causar prejuízo à imagem dos três ministros paranaenses, uma representatividade expressiva que o Paraná jamais tivera em Brasília (ou mesmo quando a capital se situava no Rio de Janeiro), junto ao eleitorado do estado. Ficamos então concordes com  a frase final daquele comentário: em abril de 2014, quando termina o prazo para iniciar novas obras, cobrem o colunista se não estiver com a razão!

Reclamação

Embora vazando apenas o conveniente,  na reunião entre a presidente Dilma e o governador Beto Richa, terça-feira, reunião  solicitada a 14 meses e só agora realizada, é bem provável que o dirigente paranaense tenha colocado a ela o descontentamento que o governo paranaense tem, em relação ao tratamento que recebe de Brasília. E que ela, obviamente  (para usar uma palavra e postura do Lula) desconhecia. Especialmente em relação à liberação dos empréstimos negociados desde o início do mandato atual.

Excesso

As baterias do governo Beto dirigem-se à atuação dos três ministros paranaenses, hoje interessados, pela possibilidade de tirar o tucanato do comando do estado, no quanto pior, melhor! Em conversa com a  imprensa, com microfones já desligados, Beto emitiu seu conceito em relação às dificuldades vividas pelo Paraná: talvez seja excesso de ministros.

Violas afinadas

Já a ministra Gleisi, usa o mesmo argumento que seu companheiro Paulo Bernardo já fizera nos espaços destinados pelo TSE  ao PT. Eu só lamento que o governo do estado tenha demorado tanto para resolver essa situação, apostando em uma saída política, com reclamações e fazendo-se de vítima, ao invés de trabalhar uma solução técnica antes, diz ela.

Exigente pero no mucho

O curioso nessa disputa sobre soluções técnicas é que elas, quando foi para atender á exigências da FIFA na construção de estádios e entornos destes, foram desprezadas. Abriu-se mão de tudo, até do controle do Tribunal de Contas da União, que apontava superfaturamento em obras.  Mas, e há sempre um mas, como até a presidente defende que obra superfaturada não deve ser parada, essa é a normalidade no país.

Em choque

O PT como partido sempre foi um aglomerado de tendências. Embora unidos para efeito externo, internamente elas se engalfinham. Daí os melindres gerados pelas convenções que elegeram aqui, diretórios, especialmente o regional e os municipais.  O grupo londrinense, corrente que reúne o casal 20 (Gleisi/Paulo) –embora desfalcado de André Vargas –  não conseguiu o comando do principal diretório paranaense, o de Curitiba (a eleição foi para segundo turno). Isso deixou marcas no humor do comando  que reelegeu o deputado Enio Verri.