Cara-de-pau
A cara-de pau, ou falta de senso crítico de alguns políticos, quando apanhados em malfeitorias, cria constrangimento para quem os indicou, ou para quem, contra todas as evidências, os mantém no poder. Aconteceu com quase todos os ministros do atual governo, defenestrados (menos Palocci que por conta de outras situações já se afastara do governo de Lula, e Jobim, que praticamente forçou sua saída). Afastara-se é diferente de ser afastado já que no governo anterior, todas as situações delicadas (nome politicamente correto dado a corrupção) foram enfiadas para baixo do tapete. Não por acaso agora o PSDB está aproveitando os ratinhos da campanha Xô Corrupção que o PT fizera ao tempo de FHC, substituído no novo comercial pelo ratão gordo e saciado a ponto de dar um arroto. Na cultura árabe arrotar é de bom tom: mostra satisfação depois de um lauto almoço ou jantar. Curioso é que a presidente Dilma que nos primeiros casos mostrara menos tolerância, demorou-se a decidir no caso do ministro que lhe fizera uma declaração pública de amor. Todos estão lembrados do início do caso Lupi em que, depois da primeira demonstração de valentia do ministro do Trabalho, só saio com um tiro, seguiu-se um beija-mão enfastiado em que Dilma deu a mão ao beijo com aparente fastio e posteriormente o eu amo Dilma. A falta de oportunidade demonstrada pelo ministro Carlos Lupi que às primeiras manifestações poderia ter pedido o boné, a exemplo do que aconteceu com Orlando Silva a pretexto de poder provar sua inocência (estará ele empenhado nisso!), se sair agora o faz sob constrangimento, por manifestação de um Conselho de Ética da Presidência que, a exemplo de outros, como o da Câmara de Curitiba, ficou marcado mais por omissão que por ação. Quando um CE como esse recomenda a demissão, a situação está insuportável!
Comemoração…
A postura do governo Beto Richa, diferente do anterior que por convicções ideológicas desprezou o capitalismo (não a ponto de rasgar dinheiro, o que ficou provado pelo nepotismo praticado), já começa a produzir resultados. Entre outras, Araucária, que amliando sua excelente situação (segundo ICMS do Paraná) comemora outras vitórias.
…válida
Além da ampliação da Repar (Petrobrás), graças à sua política municipal de atração de novas empresas em função da atuação da Codar (Companhia de Desenvolvimento), festeja a vinda da poderosa Leax, multinacional fabricante de peças automotivas. Primeira unidade fora de seu país de origem. Para o Zezé, prefeito que disputará reeleição em 2012, um trunfo a mais.
Projeto
Leitor da coluna comenta a tentativa de reabertura da Estrada do Colono, pleiteada pelos municípios da região oeste, anteriormente beneficiados por ela. Sugere que se criadas redes de proteção nas laterais e passadiços para os animais silvestres, economia e natureza poderiam conviver em harmonia. Um detalhe da coluna: projeto para isso existe desde o tempo em que o ex-presidente da Itaipu, Antonio José Ribas era diretor geral do DER.
Mais um abuso
Mais um reajuste nos já altos pedágios cobrados no Paraná, por conta dos contratos feitos ao tempo do governo Jaime Lerner e contestados, mas nunca resolvidos pelo governo do baixa ou acaba, provocam irritação nos usuários. O aumento de 4,53% no Anel de Integração (os pedágios cobrados no estado pelas concessões do governo federal são aceitáveis), está provocando manifestação de lideranças de todas as áreas que pedem auditoria nos contratos.
Em choque
Independente do que já ocorreu (a coluna é escrita à tarde, de véspera) com Carlos Lupi, outro ministro em palpos de aranha pela mudança de um parecer que aumenta em R$ 700 milhões um projeto de mobilidade urbana de Cuiabá, Mário Negromonte (PP) vai dia 8 ao Congresso. A propósito: mal iniciado, o projeto Copa do Mundo já estourou em R$ 2 bi seu orçamento. Até 2014…
