Coisa estranhas

Acontecem coisas estranhas neste país. Como esta que mereceu longo editorial da Gazeta do Povo de Curitiba. Quando o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, vem a público afirmar que a política adotada pelo banco de fomento, apesar de alguns percalços como na seleção de algumas empresas consideradas campeãs nacionais e que não deram resposta adequada aos  financiamentos bilionários que receberam, mas o banco não terá prejuízo, alguma coisa precisa ser melhor explicada. O caso mais flagrante é o do grupo EBX, de Eike Batista. Coutinho afirmou à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado que, dos dez bi previstos para financiar as empresas do grupo X, apenas R$ 6 foram realmente desembolsados (algumas parcelas – tranches, no mercado financeiro) não chegaram a ser liberadas. Agora o banco não iria vir em  socorro da petrolífera de Eike, afirmou. Aí ficou a dúvida! O presidente do BNDES garantiu que o banco não perdeu dinheiro com a OGX. Falou do milagre mas não apontou o santo: se acionistas nacionais e internacionais viram suas ações se derreterem, como o dinheiro do banco está a salvo? Uma situação que dá motivo a gozações. Como a que envolveu o presidente da Agência reguladora criada pelo governo do Paraná, engenheiro de grande conceito Antonio José C. Ribas, a quem Beto Richa entregou o comando da Agência, quando esclarecia à CPI do Pedágio, pontos do nebuloso programa de pedagiamento das estradas federais concedidas ao Paraná. Em certo ponto, falando sobre alguns nomes que realizaram pareceres técnicos, referiu-se a um,  de conceito irretocável. Tão competente que agora fora convocado para ‘uma missão bem simples’, ironizou: tentar salvar as empresas de Eike Batista. Arrancando risos dos deputados participantes da CPI e do auditório presente. Pena que no caso presente, de um banco público que se abastece no caixa do Tesouro Nacional, situações para choro e ranger de dentes do infeliz contribuinte brasileiro.

Informações falsas?

Uma outra situação curiosa ocorre em São Paulo, com  sua Polícia Civil identificando na Internet, pessoas que postavam falsas informações sobre a fortuna do Fábio Lula (Lulinha), apontando-o como comprador de fazendas e aviões. Seu advogado informou que tais pessoas podem responder pelos crimes de calúnia e difamação. Ações que se movidas, poderão  explicar o crescimento patrimonial do filho do ex-presidente.

Especulação

A ânsia de produzir informações, por vezes obriga autoridades a fazerem afirmações, em resposta a pergunta de repórteres, com interpretação ambígua. Caso da afirmação de Joaquim Barbosa que, após se aposentar, poderá refletir sobre uma carreira política. Tudo por que, em pesquisas recentes tem aparecido com bom percentual de intenções de votos para a Presidência. Mais que Eduardo Campos.

Sem surpresa

Recebida com reservas, a redução de 20% nos cinco primeiros lotes de restituição do Imposto de Renda, em relação a 2012, não contraria nenhuma norma legal, desde que ela faça a restituição até fim do ano, informa o coordenador de estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, Gilberto Amaral.

Elogio oposicionista

Surpreendente porém foi o pronunciamento do deputado Tadeu Veneri, elogiando pela primeira vez uma ação do governo estadual. A nomeação de 87 defensores públicos, para dar andamento às reivindicações populares junto à Justiça, foi vista por Veneri como uma ação que não é do governo, da Assembleia ou de algum deputado em particular. É uma vitória do povo

Em choque

As freqüentes viagens realizadas pelo governador Beto Richa, para levar investimentos a todo o interior, ou inaugurar obras, têm sido destacadas por deputados situacionistas. Obras que são pouco conhecidas pelos moradores da capital, mas que fazem a administração de Beto Richa lembrar a presença permanente e as obras realizadas por Jaime Canet Jr., no já longínquo período 1975/79. Certamente por essa sua atenção a todo o estado, Canet ainda hoje é lembrado em todos os cantos do Paraná.