Copa custosa

Quando se esperava que apenas a reforma e ampliação da Arena da Baixada apresentasse problema para suas conclusões, vêm novas informações que, a serem  levadas a sério as exigências da FIFA, podem até inviabilizar a realização de quatro jogos em Curitiba. O que aliás, já foi divulgado recentemente, com os representantes do estado para a Copa apressando-se em desmentir. Pelas pesquisas de opinião, o resultado inicial amplamente favorável ao evento na capital, já não tem maioria. Muito se deve às constantes mudanças de custo da obra atleticana (e outras) que começou em R$ 90 milhões e pelas quais o presidente do Atlético agora estima exigirão R$ 265 milhões. Depois não querem que o povo vá às ruas reclamar. Como tem dinheiro público envolvido, o assunto tem que ser tratado com mais transparência e responsabilidade. Pelo menos no primeiro item o senhor Petraglia, na administração do clube não zela. A ponto de criar uma Rádio que transmite as informações que lhe parecem interessantes, evitando presença de repórteres que podem trazer outras interpretações. Agora sabe-se que  as obras de mobilidade urbana previstas para 2014 sofrem atraso monumental. Algumas sequer iniciadas. Beneficiadas porém por uma Resolução do Senado que permitirá que, as não concluídas mas iniciadas até junho de 2014, posam ser completadas até 2016. O custo das 10 intervenções previstas para a Copa, que o secretário estadual Mário Celso Cunha garante, serão entregues nos prazos previstos, isto é, a tempo de beneficiarem os curitibanos e moradores de sua Região Metropolitana em 2014, constantes da Matriz de Responsabilidades, já subiu 35%: dos R$310 milhões iniciais, para R$ 419,3 milhões. Dentro da filosofia empresarial para obras públicas de que, quanto mais atraso houver, melhor para aumentar o custo, vejamos em quanto vai parar!

Agosto aziago?

Os jovens que se mobilizam frequentemente em defesa de mudanças na estrutura política e econômica brasileira, precisam estar atentos ao mês de agosto. Tido como um mês aziago na política brasileira, este pode marcar nova fase ou confirmar a sua imagem, criada com acontecimentos como o suicídio de Getúlio Vargas (24/8) e a renúncia de Jânio Quadros (25/8): a do fim da impunidade. Nele será iniciado o julgamento dos mensaleiros.

Gastos aumentados

Veja como dinheiro da viúva é gasto com facilidade. Depois de juras feitas pelos novos dirigentes da Câmara e do Senado de administrações voltadas para a  sobriedade, a ONG Contas Abertas divulga dados preocupantes. A Câmara fez pagamentos de R$ 1,516 bi, entre março e junho, contra R$ 1,297 bi em 2012 (R$ 1.385 bi em valores corrigidos). O Senado por vez foi mais sóbrio: R$ 1,99 bi, R$ 7,5 milhões a mais que no ano que passou.

Jogo jogado

Reiniciados os trabalhos no Congresso, assuntos pendentes vão estar em pauta. Mudanças na distribuição dos royalties que o governo insiste em investir totalmente em educação e pagamento obrigatório pelo governo das emendas parlamentares, são alguns deles. Para o deputado paranaense Alfredo Kaefer (PSDB) que em seu ainda curto mandato viu poucas derrotas do governo, agora a sensação é de que o jogo mudou.

Espada de Dâmocles

A crítica de ontem pela coluna, ao atraso no julgamento de ações pela Justiça Eleitoral,  que envolve o mandato dos atuais prefeitos municipais, tem mais elementos hoje. Aos nove prefeitos citados na terça-feira pela imprensa da capital, mais quatro foram acrescidos: Araucária, Colombo, Maringá e Marechal Cândido Rondon. Prefeitos que administram com a espada de Dâmocles sobre a cabeça.

Em choque

Os admiradores do arquiteto Jaime Lerner, indiscutivelmente o técnico que nas gestões que realizou na Capital e durante os dois mandatos de governador, especialmente o primeiro marcado pela expansão industrial (indústria automotiva) vai ter oportunidade de marcar presença na homenagem que a Associação Comercial do Paraná prepara para entregar-lhe sua comenda máxima. Uma presença que está sendo trabalhada pelo ex-ministro Euclides Scalco é a de Fernando Henrique Cardoso.