Copa inevitável

Em 2007, quando o Brasil disputou para sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016,   celebrou-se a extraordinária exposição que tais eventos dariam ao país. Esquecidos porém que, à partir da globalização da comunicação no mundo, o que de ruim acontece em Abuja, na Nigéria, chega imediatamente aqui e vice-versa. Nem se contava naquele momento  que à partir de 2008 o mundo não seria o mesmo. A bolha imobiliária que vitimou os EUA, alastraria seus efeitos danosos sobre todos os países do primeiro, segundo e terceiro mundo. O Brasil, atingido, embora com reflexos menores. Como problemas também geram oportunidades, perdemos o momento de realizar a lição de casa. Além disso, como costuma acontecer, colhemos os louros antecipadamente mas não nos preparamos para a vitória que só viria se tudo estivesse de acordo com o figurino imposto pela Fifa. Apelando para a implantação de um Regime Diferenciado de Contratações que reduziu as exigências da Lei de Licitações, , dada a emergência que o atraso gerou,reduziu-se o prazo de contratação mas não se garantiu a entrega rápida e a economia prevista. Ao revés. Os preços dispararam e as obras atrasaram. Se a Lei anterior não eliminava a corrupção, o RDC aumentou as possibilidades das empreiteiras acostumadas ao ganho fácil, em troca do suborno. Gerando notícias que logo ganharam o mundo, expondo a intimidade da política brasileira demonstrada nas manifestações.  O estado de coisas a que se chegou, gerou o estado de espírito com que a Copa está sendo recebida, apesar da propaganda maciça a seu favor. As características positivas do povo como a sua alegria, sua cordialidade, sendo substituídas pela agressividade. Tomara que nos próximos dias o brasileiro conformado, adote a sugestão da socióloga e atual ministra Marta Suplicy: Se a Copa é inevitável, relaxe …

Palavras de candidato

À entrevista coletiva que será concedida pelo candidato Aécio Neves, presente ontem em Curitiba, a coluna só terá acesso para análise na edição de amanhã. Como não é objetivo da coluna o furo jornalístico, mais importante é repercutir o efeito que suas declarações terão junto ao eleitorado paranaense, tradicionalmente conservador. A oportunidade para Aécio é ótima: o momento em que se lança um livro sobre a trajetória política de José Richa, pai do atual governador Beto Richa. Sem dúvida um bom perfil a ser analisado.

Orgulho de pai

Para este colunista, cujo filho Eduardo Almeida terá seu livro, No Caminho da Vitória,  lançadoamanhã pela Editora do renomado especialista em educação, Içami Tiba, nas Livrarias Curitiba, uma coincidência: José Richa percorreu um trajeto bem difícil em seu caminho para a vitória. Nada veio de graça. Disciplina, perseverança, trabalho, são elementos essenciais mostrados no livro de Eduardo, que tem prefácio do renomado conferencista Eugênio Mussak.

Luz no …

 O projeto de ressocialização de detentos  que vem sendo aplicado no Centro de Ressocialização (ao invés de cadeia pública) , da cidade de Barracão, no sudoeste do Paraná, deverá servir de modelo a ser um dia implantado em todo o Brasil. O método aplicado chama-se Apac (Associação de Proteção e Apoio ao Condenado). Sua primeira premissa é o respeito ao recuperando, e mais sete princípios que têm levado o programa a bom resultado.

…fim do túnel

No cenário de horror visualizado hoje no sistema prisional brasileiro, esse projeto é realmente uma luz no fim do túnel. Com apoio fundamental da comunidade e  da Justiça, no caso de Barracão representado pela juíza criminal Branca Bernardi; cursos profissionalizantes, assistências médica e jurídica, valorizações humana e da família, estrutura física adequada, os resultados aparecem. Programa digno de registro!

Comprometimento exigido

A ação da Fiep e suas coligadas (Sesi, Senai, IEL), nesta Semana da Indústria (a data comemorativa é o dia 25), não se limita às atividades da área. Cumpre um papel mais direto de levar à classe política reivindicações realistas capazes de alterar o preocupante cenário atual.