Crédito

Uma frase comumente repetida e atribuída a vários autores, um deles Winston Churchil, primeiro ministro britânico, afirma: Lei e salsicha é bom que o povo não saiba como são feitas. Neste país, nem decretos. Caso do editado em 1992, pelo então presidente da Assembleia, concedendo a título de gratificação, 100% do salário de deputado ao presidente da Casa (no caso a si mesmo). O assunto volta à baila pelo fato de Valdir Rossoni, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná,  que recebia o benefício, ter tentado estendê-lo ao primeiro e segundo secretários. Alertado sobre a ilegalidade do ato que fazia com que o valor recebido extrapolasse o mínimo constitucional, primeiro abriu mão do benefício, para depois anular o decreto (não virou lei por não ter sido submetido em 1992 ao Plenário e posteriormente à sanção do governador) e, em seguida anunciar a devolução do dinheiro recebido a maior. Nem assim escapa à avaliação crítica de seus oponentes, muito embora por suas posturas em relação a erros anteriores apontados pelos mesmos detratores de hoje, mereça um crédito de confiança. A coluna defende a tese de que quem pensa, aceita argumentos sólidos, pode mudar de opinião. Burrice é continuar defendendo o indefensável. Num país em que as decisões (leis, decretos, etc..) são editadas aos milhares, sempre com o beneplácito das bases de apoio que se sabe como são obtidas, imaginar que o dirigente pode estar informado de tudo que aconteceu antes e até durante seu mandato, é imaginar que Lula poderia ter sido cassado pelo que prepostos seus fizeram durante seu governo: a começar pelo mensalão que por ironia surgiu na direção dos Correios (sem greve), em seu primeiro mandato. Sem possibilidade portanto de alegar ignorância.

Carapuça

A frase da ministra Gleisi, após a solenidade em que a presidente Dilma anunciou recursos substanciais para construção do metrô em Curitiba, deve ser dirigida a seus companheiros petistas. Afirmar que ficou entristecida com a politização de um evento tão importante assenta como carapuça nos petistas (e adjacências) presentes.

Palmômetro

Foram eles que aplaudiram freneticamente aos gritos de Gleisi e posteriormente Dilmá, merecendo até um agradecimento da presidente, a presença dos petistas na mesa principal. Aplausos entusiásticos negados aos nomes do governador e do prefeito curitibano quando anunciados.

Prioridade

Por sinal que a mudança do local da cerimônia em função do mau tempo (antes prevista para um espaço público) evitou o tradicional chega pra lá previsto pela coluna. Apenas convidados e autoridades tiveram acesso ao Salão de Atos do Parque Barigui. Ainda assim, aparentemente beneficiando companheiros. Em ocasiões como essa o Cerimonial da Presidência tem precedência.

Descanso

Enquanto o pau sobe e desce as costas descansam lembra o dito popular. Assim o exame a que o Bibinho foi submetido no IML, (restam mais dois) e o Derosso descansam, enquanto assuntos mais emblemáticos são explorados. Discute-se agora se o metrô vai resolver o problema do trânsito de Curitiba que começa a ficar caótico.

Incertezas

De todas as informações divulgadas, inclusive pela presidente Dilma que falou em R$ 2,5 bilhões, às divulgadas pela imprensa (R$2,2, R$ 2,3, com participações de 1 bi a fundo perdido, mais 700 (ou 750) sob forma de financiamento, uma única certeza: se a obra demorar mais de cinco anos, subirá para mais de R$5 bi. Se não parar no meio por falta de recursos. O metrô de Brasília que o diga!

Em choque

O episódio serve para mostrar que aparentemente parte da imprensa que no governo Requião foi exorcizada, posteriormente prestigiada pelos adversários do então governador (hoje no poder federal), voltaram às boas em nível federal. Sintoma do que vem por aí: verbas de estatais federais derramadas. Os independentes continuam onde sempre estiveram.