Críticas inúteis mas necessárias
Sem papas na língua, Ricardo Boechat da Band News rasgou o verbo. Lembrou que a ocupação de todos os espaços em jornais, rádios e tevês pela imensa tragédia de Santa Maria, deixou de lado duas outras tragédias anunciadas que se abaterão sobre o país, nesta semana. Com todos os qualificativos de que se fazem merecedores, e com a coragem que o caracteriza, o importante jornalista lembrou que o Brasil esqueceu que nesta semana vai entregar o poder de duas casas de leis (assim mesmo com letra minúscula que é como vão ficar) em mãos que mereceriam estar em outro local que não a Câmara e o Senado. Sendo que os dois, em primeiro lugar Henrique Eduardo Alves e, depois Renan Calheiros, pela legislação atual, em caso de impedimento temporário (ou definitivo) do Presidente e de seu vice, poderão ocupar o honroso cargo. Claro que está fora de cogitação isso mas, caso aconteça, a opinião pública se encherá de razão para tentar impedir esse acesso. É de se lembrar que faz parte da tradição brasileira e recentemente isso aconteceu, numa viagem da Presidente, o vice também arranjar um compromisso no exterior para que o presidente da Câmara possa desfrutar seus dias de glória. Marcos Maia os teve em 2012. O curioso, nessa eleição que tanto constrangimento está gerando a alguns parlamentares, inclusive peemedebistas não atingidos pelo compadrio que só encontra explicação no temor de alguns de, estarem protegidos no caso de virem a ser envolvidos (os que ainda não tem folha corrida) em malfeitorias, é que os eleitores de Alves e Calheiros, diante das denúncias que a cada dia surgem, fazem cara de paisagem. O mesmo acontece com o governo para quem um legislativo dirigido por gente comprometida, fica mais fácil de ser manipulado. Daí o Planalto fingir que nada tem a ver com essa tragédia que joga mais próximo do chão o conceito do Congresso Nacional.
Lei da compensação
O governo dá com uma mão, e tira com a outra. O anunciado aumento dos combustíveis (gasolina e diesel), afirmado que seria nas refinadoras, já pegou o usuários na mesma manhã em que entraria em vigor. Isso além do aumento ocorrido em Curitiba alguns meses atrás, com aumento que por sinal aconteceu em quase todos os postos, no mesmo dia e nos mesmos valores, numa estranha coincidência.
Bate pronto
Esse aumento por sinal criou um constrangimento à presidente Dilma Rousseff, no dia em que ela anunciava com direito a rede nacional de rádios e tevês, e críticas aos que são contra o Brasil, a redução da conta de luz para consumidores domiciliares e empresariais. Fiel ao seu estilo meio requianista de não aceitar críticas, quando perguntada sobre o aumento previsto nos combustíveis, visível irritada retornou: estou falando de energia mais barata.
Campanha oportuna
A Associação Comercial do Paraná mostra serviço em favor de Curitiba com a oportuna campanha que lança: Pichação é Crime. Não deixe que vândalos sujem nosso cidade. Denuncie. (Telefone) 153 – Denúncias anônimas. Sua identidade será preservada. De fato a pichação de prédios particulares e públicos de há muito passou dos limites!
Refém
A demora na definição dos novos quadros do governo Beto Richa para cumprir o ano e meio que lhe resta até o início da campanha em que tentará a reeleição, está gerando uma impressão ruim. A indefinição do PMDB paranaense, hoje dividido em três vertentes, dá à opinião pública a impressão de que Beto é refém do grupo que pretende continuar apoiando-o. Ficará pior se aceitar a exigência de que o escolhido receberá a secretaria que lhe couber de porteira fechada, expressão usada para escolher todos os seus auxiliares.
Em choque
Uma frase de Tancredo a um amigo que pleiteava importante cargo em seu governo caberia bem: Diga que eu o convidei e você não aceitou.
