De mal com Deus

Situações vividas em 2013 pelo presidente americano Barack Obama, na sua tentativa de aprovar no Congresso projetos que não são caros aos republicanos, deixam bem visível aos brasileiros, qual a diferença entre a democracia daqui e a de lá: a opção de entrar em uma agremiação que defende idéias com as quais os americanos se afinizam, é respeitada. O eleitor sabe o que esperar de cada candidato. Por aqui, além de não participarem de partidos, até por não acreditarem neles, os eleitores, dois meses depois de uma eleição não se lembram em quem votaram. Comparecem à urna por serem obrigados e por vezes, pegam no chão um nome para levá-lo à urna. Daí a farta distribuição de panfletos, de véspera, nas ruas em que as sessões eleitorais estão instaladas. Apesar de saberem dessa realidade, nossos parlamentares federais insistem em não votar uma reforma política séria, capaz de mudar os rumos deste país que tem tudo para ser feliz. Como a coluna registrou  dia desses um folclore sobre a ida de paranaense conhecer os tachos do inferno, vale outra estória. Consta que Deus ao fazer o mundo, foi censurado pelo próprio diabo, seu feroz oponente, pelos privilégios que concedia ao Brasil: fartura de rios, florestas maravilhosas, riquezas minerais, vastidão de terras agricultáveis, clima excelente (já está mudando), e outras tantas condições para uma vida maravilhosa, contestou: Você não sabe o povinho que eu vou botar lá. Humor à parte, até pelo povo que colocou aqui,  Deus foi generoso. Só carregou a mão em certa elite que domina o país.

Jatos…

Ao invés de projetos ao país, com tantas coisas a serem reformuladas, a oposição fica batendo na ‘escala técnica’ realizada pela presidente Dilma e sua suculenta comitiva, em seu caro pernoite em Lisboa, retornando de Davos, a caminho de Cuba. Esquecida que valeria muito mais a pena ter lembrado a desculpa dada pelo presidente Lula para não comprar no Brasil, um jato produzido pela Embraer, para substituir o Sucatão.

…sem autonomia!

A justificativa para aquisição de modelo mais sofisticado e caro, para ser o avião presidencial, foi exatamente a falta de autonomia de vôo dos jatos brasileiros. Um deles à época adquirido aqui pelo rei da Suécia . O que mostra o desligamento dos assessores da presidente ao formularem a desculpa. Contando que a oposição, tanto quanto o povo, tem memória curta.

Verdade, Terta!

De mau gosto a declaração do ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, sobre o pagamento do jantar no caro restaurante de Lisboa: Cada um pagou o seu como acontece em todas as viagens da presidente. E ela pagou o dela. Perguntado se com cartão corporativo, fornecido pelo governo ao primeiro escalão e a assessores especiais, completou: Não, era cartão pessoal. O dinheiro de cada um. Diria melhor: da diária de cada um.

Reforma sem mudança!

Vem aí a reforma do ministério. Alguns novos, outros apenas  mudando de posição. Caso de Aloizio Mercadante que deixa a Educação para ir para a Casa Civil. Pelo desempenho do atual ministério que chega  a este preocupante  2014 com tantos problemas em todas as áreas, especialmente a econômica, é de se torcer para que venha gente mais competente por aí. Este é um ano crucial para o Brasil.

Nome a zelar

Um nome para ocupar o Ministério do Desenvolvimento, com perspectiva de continuar no governo se Dilma vencer, é o empresário Josué Alencar. Bem sucedido como sucessor de seu pai na área empresarial, vem para o governo com um ‘baita nome a zelar’. Seu pai, o vice-presidente José Alencar foi uma das boas figuras que o Brasil produziu nos últimos anos.

Em choque

Já se encerra o primeiro mês de 2014 e o governo do Paraná a receber ‘o tratamento de sempre’ em Brasília. Todas as dificuldades são criadas para que o governo não possa ter acesso aos empréstimos a que tem direito. O que estranha é que até gente daqui, que sabe que outros estados como a Bahia e o Rio Grande do Sul, em condições semelhantes às do Paraná, foram beneficiados, esteja no rol dos acusadores.