Decisão complicada
Até aí tudo bem! Cabe o elogio que a coluna fez ao pacote de investimentos anunciados pelo governador em Foz do Iguaçu para os novos prefeitos e os reeleitos: R$ 12,5 bilhões de reais. Triste é quando assumirem e perceberem a situação em que realmente recebem seus municípios. Com os recursos anunciados por Beto, ainda em fase de expectativa, sem a certeza de que efetivamente serão convertidos em realidade; com um Fundo de Participação dos Municípios, do qual 70% deles dependem, reduzido a migalhas; com um imprevisível apoio dos royalties sobre um pré-sal ainda em ser – sabe-se que existe mas não quando e a que preço vai ser extraído! Sem considerar o fato de que as explorações já existentes, beneficiando Rio, Espírito Santo e São Paulo ainda vão ser objeto de uma longa demanda que pode redundar num dilema político para a presidente Dilma. Certamente as discussões sobre o tema, vão se alongar podendo representar mais uma derrota do governo no Congresso. Municípios e estados estão mobilizados para derrubar em plenário os vetos parciais que a presidente apôs. Como deputados e senadores dependem do apoio desses governadores e prefeitos que não participam do bolo petrolífero, vão atender às exigências para que o texto original do projeto de partilha seja restabelecido. Embora com o choro e ranger de dentes dos governadores do Rio, Espírito Santo e São Paulo. A presidente Dilma vai lavar as mãos como Pilatos: Eu fiz o que podia, explicará. O grande dilema de todas as decisões em que o vil metal está em jogo é que, depois de entrado no bolso, ninguém concorda em abrir mão. Caso semelhante aconteceu com o Paraná, em relação ao ICMS da energia produzida aqui. A bobeada da bancada paranaense na Constituição de 88, fez com que o imposto fosse cobrado no consumo e não na fonte geradora. Durante anos, um prejuízo de mais de R$ 600 milhões anuais. Não adiantou choro nem vela. Como deve ocorrer agora com o Petróleo!
Escândalo Porto Seguro
A medida em que as situações envolvendo Rosemary Nogueira (Chefe de Gabinete do escritório da Presidência em São Paulo) vão vindo a público, percebe-se que a moça não era do ramo. Com a faca e o queijo na mão, intimidade com Zé Dirceu e Lula, contentava-se com quireras. Como lembra texto do Dante Mendonça, modestíssima no círculo que freqüentava, vendeu a alma ao diabo a preço de banana.
Habemus candidato
Usando a mesma estratégia do PT de antecipar lançamentos de candidatos (Dilma e Haddad são exemplos) o PSDB, por suas mais expressivas lideranças já estão colocando nas ruas a candidatura do senador Aécio Neves.
Que tem!…
Cabe a frase do personagem de Jô Soares: o resultado da sessão fechada no gabinete da Presidência do Tribunal de Justiça do Paraná, da qual emergiu a nova tabela de taxas a serem cobradas pelos cartórios, deu margem a preocupações do deputados que precisarão aprová-las (ou não).
…loco!
Pelas manifestações iniciais do presidente Valdir Rossoni, que achou os aumentos propostos abusivos, do presidente da OAB-PR que já ameaça ação judicial contra o aumento e do deputado Stephanes Jr. que foi mais incisivo, são índices altíssimos. Isso é um crime, uma barbaridade, já se percebe que o aumento proposto pelo TJ terá dificuldades na Assembleia.
Em choque
Adiante, os valores propostos e respectivos aumentos: reconhecimento de firma pessoa jurídica: de R$ 3,06 atual para R$ 37,50 (1.125% de aumento); reconhecimento pessoa física: R$ 3,06 para R$ 4,20 (+ 37,25%); certidões judiciais: de R$ 9,40 para R$ 20,00
(112,76%); desarquivamento de processo: R$ 9,40 para R$ 25,00 (+ 165,95%); escritura de união estável: R$ 88,83 para R$ 293,00 (+ 229,84%); certidão matrícula imobiliária: R$ 9,48 para R$ 22,00 (132,06%) e Registro de emancipação de menor: R$ 21,15 para R$ 88,45% (+ 318,20%). Aumentos absurdos.
