Dezessete meses depois

Pesquisas identificam a tendência do momento. No sistema adotado pelas encomendadas pelo instituto Sensus para a  CNT, medindo o humor  da população em relação ao método de governo e a aprovação da governante, diferentemente da feita pelo Ibope a mando do PSDB. Esta prevendo com antecedência de 17 meses qual será o quadro de outubro de 2014. Em  2 cenários, Dilma venceria. O primeiro com três candidatos oposicionistas, e em outro com apenas dois. Em ambas as situações com 53% e 58% respectivamente. Situação tranqüila imaginarão os petistas que agora comemoram 10 anos de mando e se imaginam no poder até os 18. Até porque, na espontânea, um tipo de pesquisa em que não se apresenta ao entrevistado nomes de candidatos, Dilma tem 35%. Mais que os índices de FHC em sua reeleição: 25%. Mais também que os números de Lula, este às voltas com o mensalão: 27%. Ao final FHC venceu em primeiro com 53,06 % e Lula, em segundo turno com 60.83%. A diferença é que as pesquisas de ambos foram realizadas em vésperas das suas tentativas de reeleição. As da CNT, com 17 meses de antecedência. No ritmo em que as coisas estão, qual será o ambiente de 2104? Com inflação em alta, tendo o governo até agora só acenado com a ativação de mecanismos para domá-la; com descontentamentos de setores industriais não contemplados com a desonerações de IPI que fez a felicidade das automobilística e linha branca, PIS e Cofins para a gasolina; são medidas que não se eternizarão. A grande vantagem de Dilma é ir podendo aumentar sua base, deixando a reduzida oposição a pão e água. Nada porém que insatisfações de algum momento, não possa mudar. A carne, como se viu na MP dos Portos é fraca. Ainda há muito caminho até chegar ao rio e atravessar a ponte eleitoral!

Política eleitoral

A semana foi de movimentação política intensa no Paraná. Na terça-feira, com Beto Richa em viagem ao exterior, o governador em exercício, Flávio Arns, reuniu no Palácio Iguaçu, vereadores do sudoeste para um café da manhã. Dali seguiram para o Plenarinho da AL, onde diversos secretários de Estado, entre eles Fernanda Richa, expuseram as medidas que o governo está tomando para desburocratizar o caminho dos municípios até as verbas e programas governamentais.

Esforço petista

Na sexta, outra reunião em contraposição. Os Novos Prefeitos participaram do oitavo  encontro promovido pela Secretaria de Relações Institucionais, a pasta política do governo federal, dirigida pela ex-senadora petista catarinense Ideli Salvatti, para  fortalecer a relação com os municípios e facilitar o acesso de prefeitos a financiamentos federais. Programa que ficaria melhor se promovido pelo Ministério das Cidades, não fosse o detalhe de este estar nas mãos do PP.

Presença maciça

Marcaram presença nesse encontro, como tem acontecido nos outros sete já realizados, líderes regionais petistas. Aqui, a ministra Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o ministro Paulo Bernardo e o Secretário-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Nada a ver com 2104!

Amor à terra

A coluna que aplaudiu a primeira iniciativa do deputado Marcelo Almeida ao assumir a coordenação das bancadas paranaenses na Câmara e no Senado, provocando encontro com o governador Beto Richa para afinarem as violas paranaenses nas reivindicações em Brasília, volta a insistir: precisamos acabar com as reclamações contra o mau atendimento do Estado, atribuindo-o à autofagia. O que sempre faltou aqui foi união de paranaenses, natos e adotivos, encontrada nos demais estados quando seus interesses estão em jogo.

Em choque

Se os advogados dos mensaleiros pensavam encontrar facilidades em suas defesas, já esbarram nas posições de Roberto Gurgel, Procurador Geral da República e o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Para este, o objetivo dos advogados é eternizar o feito (julgamento do mensalão), o que seguramente conduzirá ao descrédito a Justiça brasileira.