“E eu acreditei”

Um pronunciamento do deputado Leonaldo Paranhos, presidente da CPI da Saúde, em andamento na Assembleia Legislativa do Paraná, culminou com críticas severas ao custo que a Copa do Mundo de futebol representará para o Brasil. Em função dos absurdos R$ 30 bilhões que serão gastos por um país que, segundo  avaliação de Paranhos, que em função do cargo viu-se obrigado a conhecer in loco a realidade da saúde no Paraná. Certamente se estendesse suas visitas a outros estados brasileiros, sua irritação com tais gastos seria ainda maior. Realmente, foge à compreensão de qualquer pessoa de bom senso, o país ter-se submetido às exigências draconianas da FIFA, exigindo para o projeto esportivo bancado por ela, a observância de padrões de excelência dignos de Dubai,  hoje um exemplo acabado das gritantes diferenças sociais do mundo. A intervenção crítica do representante de Cascavel, citando o exemplo recentemente ocorrido em sua cidade, onde um cidadão desesperado pela dor de uma hérnia, sem perspectiva de intervenção cirúrgica agendada, auto-mutilou-se com uma lâmina, mostra o grau a que chegou a saúde no país, hoje filial médica de Cuba. Valeria agora lembrar a festa patrocinada por Lula e sua comitiva quando da escolha do Brasil para sediar a Copa e em seguida, 2016, para nova onda de reclamações, as Olimpíadas. Ao lembrar as promessas das vantagens – infraestrutura, saúde, educação, segurança – que o país obteria com tal evento, anunciadas pelo então presidente, o povo, nos próximos protestos,  rememorando personagem do humorístico Viva O Gordo, da Globo, desfilará com a faixa: E eu acreditei!

Legado

O que se espera, agora que Inês  é morta,  que o legado da Copa seja a qualidade das obras públicas e dos serviços públicos, no padrão FIFA. Sem os PF que nada tem a ver com a Polícia Federal.  Que venham as Olimpíadas, sem os por fora habituais. Sem situações vexatórias como as vividas por Curitiba que, antes citada por seus avanços, hoje é padrão de incompetência na construção da Arena. Mundo afora!

Opiniões diferentes

Felizmente a divergência dos senadores do Paraná, Gleisi Hoffmann e Álvaro Dias, ficou apenas nas manifestações feitas durante a sessão da CAE, Comissão de Assuntos Econômicos, contra e pró o empréstimo de US$ 60 milhões que o Paraná negocia com BID. Na hora de votar pelo aval do governo, ambos votaram a favor do Paraná.

Brasil desconhecido

Um aspecto das afirmações contidas no pronunciamento de Gleisi, sobre os empréstimos  não contabilizados ainda pelo Paraná, fogem às versões correntes. Diz ela que nós sabemos que qualquer financiamento precisa seguir a legislação, que infelizmente não foi respeitada pelo governo do estado, quando se tem informação de que outros estados, em situação irregular, foram  beneficiados por empréstimos. Não é crível que dos 26 estados e 1 Distrito Federal beneficiados pelo PróInveste, só o Paraná estivesse irregular. Quem afirmou isso, por mais alta que seja a autoridade de que esteve investida, não conhece o Brasil.

Até quando!

Até quando as empresas prestadoras de serviços, entre elas telefônicas e bancos, serão os campeões de reclamações nos Procons? O do Paraná não é exceção. A exemplo de outras áreas, fortemente punidas quando a qualidade do serviço não corresponde ao oferecido ao público, os órgãos como  os MP estaduais e agências reguladoras deveriam ser mais rigorosas.

Uma no prego…outra na ferradura

O Supremo Tribunal Federal que até dias atrás era apontado com orgulho pela maior parte dos brasileiros em função do julgamento do mensalão (afora evidentemente os que contribuíram com a sacola da multa dos mensaleiros),  perante o povo pisou na bola ao conceder a reimplantação dos super-salários a funcionários do Senado. Talvez seja pela extraordinária contribuição de tais servidores à produção nacional.

Em choque

A diplomacia brasileira preocupada com a situação na Ucrânia. Sobre a da Venezuela, nem uma palavra. Haja Sonrisal!