Efeitos negativos
Os eventos promovidos no Brasil e que referendariam a escolha do país para sediar projetos como os atuais e futuros, pode ter efeito contrário. As críticas feitas aos gastos excessivos em função de se colocar dinheiro público na construção e reformas de estádios, tiveram repercussão negativa no exterior. Inclusive gerando algumas manifestações de preocupação da FIFA. Ainda agora, a condição de algumas obras destinadas à Copa do Mundo do ano que vem, caso da Arena da Baixada que tem provocado celeuma, especialmente pelas decisões ditatoriais do presidente Mário Celso Petraglia que, fiel ao seu estilo, praticamente se nega a prestar contas dos investimentos, insinuando que a situação foi imposta ao Atlético, sem se lembrar que ele foi um dos defensores dessa escolha e da forma de divisão dos custos. Isso tem gerado algumas dúvidas e uma certeza: se o custo aumentar como ele tem previsto, sobrará para o governo e a prefeitura, que já lutam com dificuldades financeiras. Do mesmo modo, a própria celebrada vinda do Papa Francisco, que mesmo sob um tempo inicial ruim, em termos meteorológicos, tem sido um sucesso, graças à figura carismática de Sua Santidade e a empatia que criou com os peregrinos e a própria população. Os pontos negativos ficaram, inicialmente pela longa dissertação da presidente Dilma, politizando um episódio que nada teria a ver com a política brasileira, nem com os dez anos em que o PT salvou o Brasil. Igualmente as falhas no planejamento longamente feito pelas autoridades do Rio de Janeiro que, pelo menos, o prefeito Eduardo Paes, teve a coragem de assumir.
Mudança incômoda
A maior repercussão na mudança ocorrida na transferência do local da vigília, prevista na programação da visita do Papa Francisco para ser realizada em ampla área em Guaratiba, com espaço para 1,5 milhão de pessoas, ficou para os moradores de Copacabana. A imprevisão, já que o aterro foi construído em cima de um charco e ficou impraticável com as chuvas da semana, irritou igualmente os moradores de Guaratiba.
Desencontros
A semana foi marcada no Paraná pelos desencontros entre Governo, Assembleia e Tribunal de Justiça. Os entendimentos sobre o uso dos depósitos judiciais que inclusive envolveram um cargo no Tribunal de Contas, correriam de forma satisfatória, não fora a interferência da OAB que recorreu ao Conselho Nacional de Justiça. Este mais uma vez impugnou os entendimentos. Agora, com o decreto já assinado pelo governador Beto Richa, é ver como a pendenga jurídica irá se resolver.
Ponto de vista
Um fato que agora vem à baila, refere-se ao uso de depósitos judiciais pelo governo do Rio Grande do Sul, usado como modelo a ser aplicado no Paraná. Lá, o projeto foi aprovado no atual governo de Tarso Genro (PT). Anteriormente quando o governador Germano Rigotto tentou o mesmo resultado, um deputado petista contestou: O projeto do atual governo passa para o caixa do estado dinheiro privado, que nem de longe representa receita pública. Já se vê portanto que tudo depende do ponto de vista …político!
FOLCLORE POLÍTICO
Os episódios de agora, incluindo-se a escolha de um novo Conselheiro ao Tribunal de Contas do Estado, remetem a situação já vivida no Paraná. Guataçara Borba Carneiro, deputado pela região de Tibagi, nos idos de 1950, qundo assumiu a Presidência da Assembleia, conseguiu ótimo cargo para o filho no Tribunal de Contas. Isso irritou adversários políticos. Um deles, Oscar Lopez Munhoz, discursando, não atendeu à campainha anunciando o fim de seu tempo. Continuou discursando. Mais um toque. E ele discursando. Ao terceiro toque, Munhoz contestou: Depois de ter noemado seu filho, o que considero uma imoralidade, V. Excia perdeu autoridade de me interromper. Com seu olhar arrevezado Guata retrucou: Ah é! E o que V. Excia queria? Que eu nomeasse o seu filho!
