Enfim o Batalhão
Um alerta que a região oeste, pela voz do deputado Elio Rusch faz desde 1991, tem agora um novo desdobramento. O Batalhão de Fronteira, aprovado em 1998 na Assembleia por projeto do mesmo parlamentar e jamais tornado realidade nos governos anteriores, está finalmente implantado pela sensibilidade do governador Beto Richa, atento ao crescimento do crime organizado na fronteira com o Paraguai. Inicia oficialmente suas atividades no dia 25 de julho, dia do aniversário de Marechal Cândido Rondon, com a presença do governador. As primeira viaturas que atenderão a região fronteiriça ao lago de Itaipu, por onde entram as muambas e drogas, já estão na cidade. Assim como parte do efetivo policial que atuará lá, tentando trazer mais tranqüilidade aos habitantes da região oeste e coibir a forte ação dos contrabandistas, já começa a chegar. Deverão ser ao todo, em torno de 100 a 120 policiais que se somarão a outras ações já desenvolvidas por policiais civis, policias rodoviária e Federal; esta por sinal viu sua imagem prejudicada em dias recentes pela prisão de um delegado e quatro policiais, cooptados pela marginalidade. Por aí se sente a gravidade da situação que apesar das denúncias dos políticos regionais, especialmente o democrata Rusch, somente agora recebe um efetivo para enfrentar a coerção dos bandidos. Outras ações serão necessárias para complementar a do Batalhão de Fronteira, na medida em que a pressão sobre a ação de prefeitos que procuram combater o contrabando dentro de seus limites, é grande; bem como os jovens que atuam no apoio aos marginais, trabalhando na descarga dos produtos contrabandeados mediante régios pagamentos, com a ampliação da ação policial, poderão ficar sem trabalho. Mais problemas para os quais a atenção dos governos, especialmente o federal, precisará estar voltada.
Novos beneficiários…
Com o esvaziamento das atenções sobre o escândalo Cachoeira que lentamente a CPMI tenta fazer deslanchar, as atenções voltam-se para outras áreas. De novo a Câmara Municipal curitibana fica no foco da imprensa investigativa. Mais nomes surgem na farra das verbas publicitárias desnudadas anteriormente.
…na farra publicitária
Não mais apenas as duas empresas anteriormente contratadas na administração de João Cláudio Derosso, uma das quais pertencente à então esposa do presidente da Câmara. Sabe-se agora que além da Visão Publicidade e Oficina da Notícia, quatro outras agências eram sub-contratadas, repassando verbas a funcionários de quatro outros vereadores, além dos nove anteriormente citados.
Nego!
Os novos vereadores envolvidos, como os anteriores, alegam desconhecimento das atividades paralelas que funcionários seus exerciam. No frigir dos ovos, só Derosso foi punido com a cassação de seu mandato, ainda assim por infidelidade partidária. Lembram o eterno nego do Paulo Maluf.
Questão de semântica
Infidelidade e infelicidade, por sinal, têm criado alguns problemas. Ainda agora o prefeito de Palmas, capital do Tocantins, cujo acerto com o notório Carlinhos Cachoeira aparentemente foi gravado pelo próprio e depois divulgado, confessou em seu depoimento que eu tive a infelicidade de ter sido filmado. Não fora esse pequeno mas sutil detalhe, estaria por aí, faceiro, desfrutando a boa comissão que o milionário contrato com a Delta para a coleta do lixo, por certo deve ter rendido.
Em choque
Fiel ao seu estilo, Requião cria mais uma suspeita em sua atuação no Senado. Tendo estado em Montevidéu para compromisso no Parlasul, com passagem paga pelo Senado, Requião adquiriu passagem para sua esposa, Maristela, para que pudesse acompanhá-lo. Pagou de seu bolso R$ 1,6 mil. Ficou surpreso ao saber que a sua passagem custara ao Senado, R$ 3,4 mil. Botou a boca no trombone e exige explicações da Casa que por sinal tem contrato com a Turismo Pontocom que pode chegar aos R$ 3,2 milhões anuais.
