Esqueleto no armário

Uma decisão tomada em vésperas de mudança de comando na Prefeitura de Curitiba

(decreto de 26 de dezembro), está gerando um desgaste do prefeito Gustavo Fruet junto a uma categoria de alto poder de comunicação com o público: os taxistas. O decreto seria até justificável, introduzindo uma taxa nas duas inspeções anuais a que os táxis são submetidos, com valor discutido com a representação da classe, especialmente agora que se sabe o déficit acumulado da Urbs que é de R$ 100 milhões. Não é porém assunto para ser resolvido a cinco dias do final do mandato. A impressão que ficou junto à classe, causando mau humor, é de que foi um dos primeiros atos de Gustavo Fruet. Assunto para o Dr. Roberto Gregório da Silva Jr., novo presidente da Urbs e o jornalista Gladimir Nascimento, novo Secretário de Comunicação Social da Prefeitura, passarem a limpo. A Urbs, por sinal, como vários órgãos da Prefeitura curitibana, sempre foi uma caixa preta. A nova administração prometeu em entrevista, mudar radicalmente o seu comportamento, colocando tudo às claras. A missão dada a Roberto Gregório não é fácil. Administrar um sistema de transporte coletivo que já foi referência no mundo e a cada dia perdeu qualidade (sem falar no preço); controlar o Estar, cujos servidores de rua demonstram ter apenas compromisso com a  multa, sem qualquer envolvimento com outras serventias como segurança e orientação aos motoristas; administrar a Rodoferroviária que de há muito deveria ter sido desmembrada em três ou quatro, nas principais entradas e saídas  de Curitiba, evitando que ônibus estaduais, interestaduais e até os metropolitanos viessem até  o centro, tumultuando ainda mais o tráfego de uma cidade que por ter ultimamente privilegiado o automóvel, está ficando caótico,  não é fácil. Vai exigir muita coragem para mudar!

Primeiro crescer

Poucos curitibanos que apreciam o nosso raquítico Carnaval, defendem a implantação de um Sambódromo em Curitiba. Sem se lembrar que no Rio, onde a ideia inicialmente floresceu, primeiro e durante muitos anos houve um Carnaval fantástico que cresceu a cada ano, apoiado pelos bicheiros e não pelo poder público. Fazer um sambódromo aqui é colocar a carroça na frente dos bois. Quem sabe se a Caixa, que hoje é o maior cassino virtual do mundo, assume o patrocínio das escolas para que elas cresçam!

Com todo respeito

A colocação de Reinhold Stephanes na cota do PMDB, na coluna de ontem, quando se referia à sua tida como certa nomeação para a Casa Civil, decorre do fato de ter ele sido eleito por esse partido. Sua mudança para o PSD de Kassab, que se identifica como não sendo de esquerda, de centro, nem de direita não muda nada. O essencial que seria uma posição de independência, o partido não assume. Como o PMDB, é de quem esteja no poder. Em Brasília e aqui!

Obra de vulto

Uma obra respeitável constante do PAC para a Copa 2014, com expressiva participação do governo do Estado e Prefeitura de Curitiba,  está em andamento. Prevê melhorias na avenida das Torres, corredor Aeroporto-Rodoviária e Corredor Marechal Floriano Peixoto. Obras que não economizam em pavimentação, iluminação, ciclovias e paisagismo. Inclusive com duas trincheiras, detalhes que faltam na criticada Linha Verde.

Seguro redundante

Alguns comentários despertam mais participações dos leitores. A sugestão de eliminação do Dpvat (segurinho chinfrin que só agora, ameaçado, começa a anunciar suas vantagens), para carros já cobertos por seguro total, mais abrangente, encheu a caixa-postal da coluna. Prova que o seguro obrigatório atende mais a interesse de seguradoras (no caso do Detran-Paraná, se for a Mineira, de há muito) e a outros menos claros.

Em choque

Não bastassem os quase 30 já existentes, mais partidos políticos vêm por aí. Um deles voltado aos sindicalistas com Paulinho da Força na cabeça. O liderado por Marina Silva, espera-se, com ideário definido. O que falta na quase totalidade.