Estranha convocação

Surpreso, o colunista assistiu a um comercial do Ministério de Ciência e Tecnologia do governo federal, via TV, convocando novos interessados na participação de um programa denominado Ciência Sem Fronteiras, em que bolsas de estudo são oferecidas àqueles que pretendam realizar um aperfeiçoamento fora do país. A surpresa ficou por conta de comentário inserido pelo sempre bem informado jornalista Elio Gaspari em sua coluna, a menos de uma semana, discorrendo sobre problemas com o referido. Descreveu dramas vividos por estudantes integrados a essa bolsa em suas vivências no exterior. Sem receberem os valores a eles destinados, passavam dificuldades. Citou Gaspari o caso, entre muitos outros, de um jovem que precisou ser socorrido financeiramente por seus colegas ingleses. Cobrado pela presidente Dilma, o Ministro teria informado não ter sua pasta estrutura para atender ao programa. A exigência de Dilma foi  de que o assunto fosse resolvido em uma semana. Sem nova notícia de que a exigência foi cumprida e os problemas, sanados. Estranha desculpa essa sobre um programa que é lançado sem condições ideais de implantação. Tais lançamentos, desse e de outros programas governamentais, ocorre sempre com prestigiadas cerimônias em Palácio, onde a presidente anuncia os seus efeitos positivos. Em seguida começa a aparecer  a realidade. Como no caso de construções de casas para socorrer famílias atingidas por calamidades, como as que se repetiram este ano no Rio, embora em situações menos dramáticas que as do ano anterior. O trágico é que nem os efeitos daquela tragédia foram superados. No caso do Ciência Sem[ Fronteiras, fica claro que educação é objeto de marketing.

Atitude infeliz

A propósito de Educação que, com todas as falhas de sua passagem pelo MEC, serviu de trampolim para a eleição do ex-ministro Fernando Haddad, hoje prefeito da maior capital do país, São Paulo, uma atitude pouco feliz do ex-presidente Lula. Convocou o secretariado do prefeito para dar diretrizes a eles. Uma postura que desprestigia o prefeito, colocando-o na condição de teleguiado do ex-presidente.

Bem sucedida

Continua a trajetória do deputado Henrique Eduardo Alves em direção à presidência da Câmara Federal, não obstante as denúncias que se ampliam contra sua atuação parlamentar. Com aval de alguns governadores, entre os quais o do Paraná. O líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo, por sinal, foi enfático: Não há nada que leve à mudança de rumo dentro do PSDB (referindo-se ao apoio a Henrique Alves).

Prós e contras

Entre algumas obras inacabadas herdadas pela  administração curitibana, as obras da Copa (incluindo a cara ponte estaiada) e o calçamento do prolongamento da Avenida Batel, no bairro nobre de Curitiba com calçadas de mármore, têm dado pano pra manga. Por se tratar de uma área de inúmeros bares noturnos freqüentados pela elite e a futura inauguração de moderníssimo shopping (investimento particular) a aplicação de dinheiro público é questionada.

Assunto esquecido

A inauguração pelo governador Beto Richa, de importante trecho da PR-090, Estrada do Cerne, construída no governo do interventor  Manoel Ribas (1931/45), enseja um questionamento: em que pé ficou o calçamento iniciado no segundo mandato de Roberto Requião, construção entregue à engenharia do Exército como medida de economia? Quantos quilômetros foram realmente construídos de Santa Felicidade a Piraí do Sul.

Em choque

Uma mudança de candidatura, de Loreno Tolardo (Quatro Barras) para Adnei Siqueira (Almirante Tamandaré) com apoio do governo Beto Richa,  contra o petista Luizão Goulart (Pinhais), apoiado por Glisi Hoffmann, não evitou que a disputa fosse acirrada na eleição da Assomec (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba). O empate em 14 votos (o prefeito de Agudos do Sul não compareceu) beneficiou Luizão por ser o mais idos (51 anos a 48), embora essa decisão para desempate não estivesse no regimento da Associação.