Expectativa de grandeza

À medida que se desenrola o julgamento do mensalão, aumenta a expectativa pelos fatos desta semana que entra. Até porque, não obstante a importância que tiveram as decisões até agora tomadas, aliviando a sensação de impunidade que sempre foi a tônica neste país e em boa dose, recuperando a confiança bastante estremecida que o Poder Judiciário gozava perante a opinião pública brasileira, agora chegou a hora da verdade. Isto em função de até o momento terem sido julgados, salvo algumas exceções, coadjuvantes do tenebroso episódio que explicitou o quanto se apropria de dinheiro público neste brasilzão de Deus. Agora vem a público os personagens principais e, vai se ter realmente a exata dimensão de quanto um Tribunal superior, composto por juristas de indiscutível conhecimento mas nomeados por indicação de políticos, no caso, de presidentes de outros poder, pode ser independente. Os episódios que antecederam ao início do julgamento, lembram-se os melhor informados (esta coluna cumpriu sua missão de informar) expuseram a tentativa do ex-presidente Lula de interferir no seu andamento, pressionando diretamente  ou por outras vias, alguns dos ilustres ministros do STF. Até vir a público a reação de Gilmar Mendes, nada se soubera desse comportamento pouco republicano do ex-presidente. Diferentemente da atual, que, ao que se saiba, manteve-se à distância. A esperança reside em que o comportamento independente de Suas Excelências continue o mesmo. Inclusive, vai se estar atento a como o ministro Dias Tofoli se portará no julgamento de seu ex-chefe, José Dirceu.

Momentos fatais

Na semana final da campanha política é de se esperar que entrem em ação mais ativamente os gênios do mal, personagens que tornam as campanhas políticas plenas de maldade. Um entendimento já se tem por parte de concorrentes cujas campanhas não corresponderam a suas expectativas iniciais: certamente partirão para a agressão. Agressividade que atinge mais ao regime democrático que aos próprios adversários.

A ser enfrentado

Assunto que tem sido freqüentemente protelado por parte das atuais administrações  municipais, especialmente de Curitiba e RMC, terá que ser enfrentado no próximo mandato: a questão do lixo. Pouco ou nada se ofereceu às populações nesse item nesta campanha. Quem falou, não apontou solução viável para que, especialmente Curitiba volte a ser sinônimo de limpeza pública.

Faltam campanhas

Foi-se o tempo em que a criatividade da equipe que assessorava Jaime Lerner, voltava-se para a criação de campanhas institucionais como a do lixo que não é lixo. Igualmente em nível nacional, campanhas como a do Sugismundo não se assiste mais nos veículos de comunicação. A procura é apenas a da valorização pessoal dos administradores.

Omissão

A recente campana movida contra a Sanepar, de fundo absolutamente político na medida em que o Ministério Público e a Polícia Federal tiveram desde 2008 para denunciar a ocorrência do problema (o que não exime de responsabilidade a estatal), corrobora o que se afirmou acima sobre a falta de campanhas institucionais que conclamem a própria população, a se mobilizar em ações como a de limpeza dos rios que cortam o estado. Lembrando sempre que a degradação dos rios compromete o futuro.

FOLCLORE POLÍTICO

Candidato a novo mandato na Prefeitura de Curitiba, prejudicado em sua campanha pela opção de bandear-se para a equipe de Requião, Rafael Greca, eleito em 1992 com o apoio decisivo de Jaime Lerner, marcou seu mandato por tiradas de sua jamais negada brilhante inteligência. Como, quando se referia aos atuais companheiros do PMDB, rivais de então como os bárbaros. Certa feita falando sobre a insalubridade dos rios curitibanos, entre eles o hoje negativamente badalado Iguaçu, atribuiu a maior parte de seu mau estado ao bicho-homem. Arrancando gargalhadas do público afirmou : Rio não caga.